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![]() 25 de fevereiro de 1998 |
arqueologia
Imagens feitas do espaço pela Nasa e mostradas semana passada revelaram as ruínas de seis edifícios antes desconhecidos da cidade de Angkor, capital do antigo reino do Khmer, no Camboja. Trata-se do maior monumento arquitetônico do Sudeste Asiático, com mil templos construídos entre os séculos VII e XII. A técnica usada pelos cientistas do Laboratório de Jato Propulsão da Nasa é chamada interferometria por radar. Consiste em fazer do espaço duas imagens de radar que atravessam a cobertura vegetal da floresta que envolve Angkor, revelando deformidades topográficas no terreno. A primeira foto foi tirada em 1994 por um radar instalado no ônibus espacial Endeavour e a segunda, em 1996, por um outro radar a bordo de um jato DC-8. A seguir, as duas foram combinadas por um computador para criar uma terceira, tridimensional, que reconstruiu o relevo da região, identificando construções soterradas que haviam escapado aos olhos dos arqueólogos franceses descobridores de Angkor em 1904. As primeiras escavações in loco das ruínas exibiram inscrições e baixos relevos que datam do século X. Mas nem todas as novas ruínas já foram escavadas. É que se espalham por uma área de 160 quilômetros quadrados de mata, infestada por guerrilheiros comunistas do Khmer Vermelho. A primeira descoberta arqueológica do radar espacial usado em Angkor aconteceu em 1992, quando identificou no sultanato de Oman, no sul da península arábica, a localização da cidade perdida de Ubar. Descrita no Antigo Testamento, Ubar floresceu entre 2800 e 300 antes de Cristo como um ponto de encontro de caravanas que comercializavam incenso.
Chilenos pré-históricos O homem chegou à América há pelo menos 40 mil anos e não há 11 mil como prega a teoria tradicional. Existiram pelo menos três ou quatro ondas migratórias distintas que cruzaram uma ponte de gelo que existiu sobre o estreito de Bering, entre a Sibéria e o Alasca na idade do gelo. O anúncio, feito na segunda-feira 15 na reunião da Associação Americana para o Avanço da Ciência, na Filadélfia, derrubou oficialmente a teoria tradicional formulada na década de 20, quando se descobriu o sítio arqueológico de Clóvis, no Novo México, de 11 mil anos. O início do fim da teoria veio em 1977, quando o americano Tom Dillehay achou no Sul do Chile o sítio de Monte Verde. Após 20 anos de escavação, obteve datas incontestáveis de 12.500 anos. "Faz meio século se questiona a teoria de Clóvis, mas não se tinha provas para desbancá-la", disse o arqueólogo da Universidade de Kentucky a ISTOÉ. "Se o homem vivia no Chile há 12 milênios, atravessou o estreito de Bering muito antes." Estima-se que o trajeto a pé do Alasca a Monte Verde foi feito por centenas de gerações em seis mil anos. Mas Dillehay diz ter evidências de que já havia gente no Chile há 33 mil anos.
medicina Vinho, duas vezes ao dia
A notícia é pura música para os amantes do vinho. Serge Renaud, o médico francês que em 1992 surpreendeu seus colegas ao provar que o álcool de uma taça de vinho por dia faz bem ao coração, apresentou na quarta-feira 18 uma nova descoberta: duas taças diárias reduzem em 30% a taxa de mortalidade de várias doenças, inclusive o câncer. A novidade foi apresentada em artigo para a revista médica Epidemiology. Renaud estudou nada menos que 34 mil homens de meia-idade do Sudeste da França. E constatou que mesmo aqueles que comem muita gordura saturada vivem muito mais tempo do que os que não têm o costume de beber vinho todos os dias. No ano passado, cientistas americanos comprovaram que o colega francês estava certo: o álcool realmente reduz o risco de doenças cardiovasculares. Agora, Renaud defende que os benefícios do vinho são maiores ainda por causa da ação de antioxidantes contidos nas uvas.
tecnologia Cristal descomunal
Este cristal de 54cm de base e 200 quilos foi cultivado pela física russa Natalia Zaitseva (na foto), do Laboratório Lawrence Livermore, na Califórnia. O cristal cresceu num tanque com água saturada por fosfato e potássio. Ao longo de seis semanas, a água foi aquecida enquanto a base do tanque girava, decantando os compostos em imersão. Dezenas de prismas iguais a este serão produzidos e depois fatiados como presuntos. Ao todo, 700 lâminas de um centímetro de espessura servirão para apontar a um único alvo os 192 lasers do mais poderoso canhão jamais projetado, o National Ignition Facility (NIH). Do tamanho de um estádio de futebol, o NIH é um projeto anglo-americano de US$ 1,2 bilhão a ser inaugurado em 2000. Servirá para simular a explosão de ogivas nucleares e desenvolver a tecnologia da fusão nuclear, promessa de energia abundante no novo milênio.
engenharia Chaminé solar
Cientistas indianos inauguram em 2005 no deserto de Thar, noroeste do país, uma chaminé de 600 metros de altura (o dobro da Torre Eiffel). Em vez de jogar poluição na atmosfera, vai gerar um bilhão de kilowatts de eletricidade, suficiente para iluminar dois milhões de moradias. Funcionará com o mesmo princípio dos balões, que usam ar quente para subir. Como a temperatura do ar na superfície do deserto é de 50 graus centígrados durante o dia, este será acumulado sob um tablado de plástico de oito mil hectares cuja válvula de escape é a chaminé. Dentro dela, uma turbina girará impulsionada pelo ar, gerando eletricidade.
bits THE FLASH A IBM ganhou a concorrência do governo dos EUA para construir o mais rápido computador do mundo. A máquina terá a capacidade de fazer em um segundo um cálculo que levaria dez milhões de anos em uma calculadora de mão. CARNAVAL Para quem quer ficar ligado nas opções de folia, desfiles de escolas de samba e concursos de fantasias que rolam no Rio, em SP, no Nordeste e no resto do País, uma dica é o site Oba Oba (www.obaoba.com.br/carnav.htm).
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