Nº 1574 – 01 de dezembro de 1999 

Caso PC
Gostaria de parabenizar a brilhante atuação da ISTOÉ como veículo de informação, não apenas neutro, mas, sobretudo, investigativo. A revista tem a cara e as posições ideológicas às quais todos nós, brasileiros, sedentos de verdade e de Justiça, buscamos. Parabéns, especialmente, pela participação decisiva no caso PC Farias. Como assinante, testemunhei o empenho ímpar de ISTOÉ pela verdade, não digerindo informações propositadamente deturpadas. É por isso que ISTOÉ ainda é a única revista coerente e digna do Brasil. “Xeque-mate” (ISTOÉ 1573).
Rafaela Alves Pacheco
Fortaleza - CE


Se toda a imprensa agisse com imparcialidade, nossa Justiça seria com certeza mais cobrada e como resultado teríamos nomes do peso do sr. Augusto Farias envolvidos nas mais diversas tramóias deste país.
Sinval M.Sampaio Júnior
Fortaleza - CE

Brilhante o desfecho do seu “Caso encerrado” PC, saudações. O Caso encerrado da revista Veja de 7 de agosto de 1996 tentou jogar para baixo do tapete um dos crimes mais descarados do coronelismo brasileiro. Muito além de compartilhar desta farsa ISTOÉ não se convenceu e mostrou que o seu “Caso encerrado” (três anos depois) tem uma trama e um desfecho muito diferentes, onde existem culpados, com nomes e sobrenomes. É imprescindível, num país corrupto e omisso como o Brasil, um jornalismo investigativo e responsável, sem sensacionalismo, com a ética da ISTOÉ.
Silvia Wermelinger
Califórnia - EUA


Se a revista ISTOÉ através do seu trabalho digno dos melhores elogios não tivesse persistido e demonstrado através dos fatos, mais que reais, e que alguns ainda teimam em não querer ver, Augusto Farias estaria mais uma vez longe do julgamento.
André Ribeiro
Maceió - AL
Enquanto outros órgãos da imprensa aceitavam passivamente a tese do homicídio seguido de sucídio, a revista ISTOÉ foi à luta, deu “voz” a quem ousava discordar da versão “falhares”. Esta revista levantou dúvidas sobre o laudo da “autoridade” legista Badan Palhares de Campinas, sugerindo a tese de um duplo homicídio. Valeu ISTOÉ! Mais uma vez foi um banho na concorrente.
Lourival Augusto
Salvador - BA
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Parabéns bela busca incessante que vocês tiveram pela verdade neste caso. Sempre fui um assinante da Veja até que, não sei por que motivo, ela ficou defendendo Augusto Farias e aquela absurda tese de suicídio.
Marcelo Oliveira
Atlanta - EUA
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A matéria de capa é um tapa na cara da concorrente, que, na época do assassinato de PC Farias, rapidamente assumiu a tese vergonhosa da Unicamp - Badan Palhares. Parabéns a ISTOÉ, que sem dúvida alguma é a revista mais séria deste país.
Haroldo Michiles
Brasília - DF
n CPI
A sociedade está se organizando, aos poucos estamos chegando ao Primeiro Mundo. Não é nada mau para os nossos maus políticos esta oportunidade de melhorar e pensar que o Brasil está mudando, pra melhor é claro. “Nada OK para o senador” (ISTOÉ1573).
Isaac Soares de Lima
Maceió - AL

É lamentável que uma revista de âmbito nacional, que deveria primar pela imparcialidade e apuração dos fatos, antes de publicá-los, se preste a ficar queimando o senador Luiz Estevão na fornalha político-partidária. Só quem é petista ou coisa parecida ainda não percebeu, ou não quis perceber, a vergonhosa armação para desestabilizá-lo.
Lorena Araujo
Brasília - DF

Depois de tantas súplicas populares, finalmente o Brasil começa a mostrar sua cara: um covil de ladrões e de criminosos.
Ezio Flavio Bazzo
Brasília - DF

Estou indignada com o que estão fazendo com pessoas, famílias e com o nome de Campinas. Eu estava eufórica com a vinda desta CPI, pois pensei que realmente fôssemos ficar livres deste narcotráfico que nos ameaça e nos aprisiona, mas diante das acusações feitas em rede nacional e não provadas, me desiludi profundamente.
Ana Lúcia Pannain
Campinas - SP

A reportagem “Nada OK para o senador” (ISTOÉ 1573) comete graves equívocos em relação à minha pessoa. Não sou acusado pelo relatório da CPI do Judiciário pela prática de nenhum crime. O trecho do relatório citado entre aspas simplesmente não existe no documento assinado pelo relator Paulo Souto. Os documentos publicados pelo Correio Braziliense foram fornecidos à CPI pelo próprio Banco OK e não provam nada. A discussão sobre o afastamento da direção das empresas é velha de mais de um ano, quando o Tribunal Regional e o Tribunal Superior Eleitoral rejeitaram, unanimemente, ação neste sentido impetrada pelo PT do DF contra a minha candidatura ao Senado. Quem vazava informações da CPI (inclusive protegidas por sigilo constitucional) era o senador José Eduardo Dutra, que por isso mereceria ser processado por quebra de decoro. Minha queixa contra a repórter Maria Lima era tão procedente que a nota distri-buída pelo serviço de tempo real da Agência Globo foi corrigida logo em seguida.
Luiz Estevão
Senador
Brasília - DF

ISTOÉ responde: 1) A “falsidade ideológica” é tratada pelo relator Paulo Souto (PFL-BA) no capítulo XVIII do relatório intitulado “Enquadramento dos responsáveis por ilícitos penais”. Nele são expostas na página 342 as suspeitas de que o senador Luiz Estevão teria apresentado documentos forjados para tentar justificar o recebimento de US$ 34 milhões desviados das obras do fórum paulista. ISTOÉ publicou trecho de um resumo do relatório de Paulo Souto elaborado e divulgado pela própria CPI, com o aval do relator. 2) ISTOÉ reafirma que os documentos citados na reportagem contradizem a afirmação, feita através de nota pelo senador Luiz Estevão, de que ele teria se afastado da direção de suas empresas em 1994.
3) O senador Luiz Estevão alega que sua queixa contra a repórter Maria Lima era procedente, mas não justifica por que ameaçou a jornalista.

Greca
A propósito da matéria “O bolão da vez” (ISTOÉ 1573) tenho a esclarecer: repudio as ilações, totalmente falsas, sobre um suposto caixa de campanha. Se falaram em meu nome, isto foi em vão e sem qualquer conhecimento ou ordem minha. Interpelarei judicialmente todos os que neste sentido me difamam. O festival de acusações-show só serve aos meus opositores no Paraná. A população local já sabe disso e por isso não os temo. Esclareço ainda aos leitores: sou o agente da moralização do setor de bingos do País. Enfrentei sabatina no Senado federal e esclareci àquela Casa por vontade própria, já que pedi ao presidente do Congresso, senador Antônio Carlos Magalhães, a chance de falar das ações sonegadoras no dia 18 de novembro. Na ocasião, abri o meu sigilo bancário e telefônico para as instâncias competentes de investigação. Nada devo. São de minha iniciativa as três investigações existentes para apurar denúncias de irregularidade. As três em esferas diferentes da administração. No âmbito interno, determinei sindicância no Instituto Nacio-nal do Desenvolvimento do Desporto (Indesp). No âmbito externo, solicitei auditoria da Secretaria de Controle Interno, do Ministério da Fazenda, bem como abertura de inqué-rito na Polícia Federal, do Ministério da Justiça. Pessoalmente, apóio o projeto do líder do governo no Senado, José Roberto Arruda, de extinguir os bingos. Sou contra o jogo. Mas enquanto agente público cumpro a Lei Pelé, que os autorizou no País, de acordo com a vontade soberana do Congresso Nacional. Quero luz sobre o assunto, porque mantenho firme o propósito de servir ao Brasil com energia limpa.
Rafael Greca de Macedo
Ministro de Estado do Esporte e Turismo
Brasília - DF

Infância
É formidável saber que ainda há instituições que conseguem reeducar adolescentes ensinando-os a conviver e trabalhar, buscando a auto-estima em atividades naturais como as oferecidas pelo Projeto Vida Nova. Normalmente ONGs tratam carentes e adoslescentes infratores como se estivessem marcados e só pudessem alcançar ou se relacionar com atividades nas órbitas do mundo das artes. Fico entusiasmada em saber que há interessados em levarem esses garotos a conviver com advogados, promotores, juízes, etc., ou seja, há pessoas que acreditam que as criaturas mais humildes poderão um dia ser doutoras. “Além das muralhas” (ISTOÉ 1573).
Lúcia A. Mendez
Campinas - SP

Concorrência
Cumprimento e refiro-me à reportagem “Com olho gordo no real” (ISTOÉ 1573). Informo-lhe, por oportuno, que o tema “cédulas em polímero” não foi objeto da conversa mantida entre o vice-presidente da República, Marco Maciel, e o príncipe Phillipe, da Bélgica.
Roberto D.M.Parreira
Chefe de Gabinete da Vice-Presidência da República
Brasília - DF

Caetano
Deploro imensamente as frases publicadas na coluna da Semana ISTOÉ 1573 por Caetano Veloso. Ele empresta sua voz a opiniões arcaicas e ultrapassadas há várias décadas, que primam pela completa ignorância e pela capacidade em reavivar rusgas artificiais no seio de nosso povo luso-brasileiro.
Paulo Ricardo Diniz Filho
Belo Horizonte - MG

Alexandrina Meleiro
Como médica e paciente, sendo portadora de artropatia soronegativa, achei fantástica a abordagem que a colega fez. É exatamente a sensação que sinto: vergonha de dizer que estou doente, que sinto dores e que preciso me cuidar. Parabéns à colega e à revista. “Médicos rebeldes” (ISTOÉ 1572).
Ana Margarita B. Cordeiro
Salvador - BA

Violência doméstica
Sobre a reportagem “Lar, duro lar” (ISTOÉ 1572), eu queria dizer que pior do que a violência dos maridos contra suas esposas é a violência delas contra elas próprias. É preciso ser muito doente para continuar numa relação onde a violência física parece ser uma constante. Não há baixa estima que justifique isso. Antes dessas mulheres irem a uma delegacia se colocar na posição de vítimas e de coitadas deveriam ter a dignidade de sair desse casamento e assim mostrar para si mesmas e aos demais membros da família que ainda têm um mínimo de amor próprio.
Jorge de Brito
Belo Horizonte - MG

Errata
Na foto do enterro de PC Farias, publicada na pág. 24 da reportagem “Xeque-mate” (ISTOÉ 1573), Augusto Farias está à esquerda e não à direita da urna.

 
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