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Aqueles
dias de fúria...
Cerca
de 16 milhões de mulheres sofrem de TPM no Brasil, mas as medicinas
tradicional e alternativa oferecem cada vez mais opções de tratamento
para amenizar os desconfortos da síndrome reprodutiva - cerca de
16 milhões de mulheres - sofram todo mês de Tensão Pré-Menstrual,
conhecida como TPM. É por essa incidência e pelo sofrimento físico
e emocional que a síndrome impõe à mulher que a medicina dedica
cada vez mais atenção ao problema. Felizmente, até agora, já se
reuniu muito conhecimento sobre o assunto. Define-se a TPM como
um conjunto de mudanças físicas e psíquicas que ocorrem de 1 a 15
dias antes da menstruação e que interferem no dia-a-dia da mulher
a tal ponto que prejudicam o desempenho no trabalho e as relações
sociais ou pessoais. Essas mudanças podem ser de ordem psíquica
ou física (leia quadro).
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À beira de um ataque de nervos
A TPM só será caracterizada se alguns desses sintomas ocorrerem
de 1 a 15 dias antes da menstruação e se forem tão intensos
a ponto de interferir no dia-a-dia:
- Irritabilidade
- Dores de cabeça
- Agressividade
- Depressão
- Choro fácil
- Tensão emocional
- Mudança fácil de humor sem motivo aparente
- Insônia
- Compulsão por doce
- Aumento de apetite
- Diminuição de libido
- Dores de cabeça, nas mamas, nas costas e dor ou inchaço
nas pernas ou nos pés
- Cansaço
- Aumento de peso
- Acne
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Um dos aspectos que mais instigam os cientistas é
a identificação das causas desse turbilhão. "Não há uma única alteração
que explique as modificações", afirma a ginecologista Mara Diegoli,
coordenadora do Centro de Apoio à Mulher com TPM do Hospital das
Clínicas de São Paulo. O que se sabe até agora é que a síndrome
é causada por vários fatores. A oscilação hormonal do ciclo menstrual
é um deles. Ao longo do mês, os níveis de estrógeno e progesterona
- hormônios femininos - se alteram. Durante a menstruação, os dois
estão em baixa concentração. Logo depois, o nível de estrógeno sobe
até atingir níveis máximos por volta do 14º e 15º dias do ciclo.
É nesta fase que ocorre a ovulação. A partir daí, sua produção diminui
até níveis muito baixos cerca de dois dias antes da menstruação.
Mas é quando o estrógeno cai que se eleva a fabricação da progesterona.
E é exatamente pelo fato de que a TPM se manifesta a partir do 14º,
15º dia do ciclo que se crê que a progesterona esteja relacionada
à síndrome.
Humores
Acredita-se, porém, que o hormônio não teria atuação direta sobre
os sintomas, mas influenciaria os mecanismos que regulam a retenção
de água - uma das consequências da TPM - e também o humor. É aí
que entra em cena a serotonina, uma das substâncias que trafegam
no cérebro fazendo a comunicação entre os neurônios, envolvida em
processos relacionados às emoções. Baixos níveis dessa substância
estão associados à depressão, por exemplo. Já se descobriu que mulheres
com TPM também apresentam uma diminuição de serotonina. A genética
é outro fator na lista de causas da TPM. Estudos mostram que filhas
de mães que sofrem da síndrome têm mais chance de desenvolver o
problema. As causas externas também contam muito. Problemas no trabalho
e dificuldades de relacionamento em casa, por exemplo, podem detonar
a TPM ou piorar seus sintomas. Por causa dessa complexidade, não
há um único tratamento. Primeiro, porém, é preciso saber se os sintomas
são realmente de TPM. "É comum as pacientes a confundirem com outras
perturbações, como depressão ou stress, que se acentuam neste período",
explica a médica Mara. Diagnosticada corretamente, a TPM deve ser
combatida. As opções de tratamento va-riam de acordo com os sintomas.
Enxaqueca, por exemplo, pode ser controlada por meio de medicamentos
específicos, além de técnicas alternativas, como a acupuntura e
a massagem.
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Algumas dicas do que fazer para combatê-la
- Pratique exercícios, que ajudam a amenizar a tensão e
a depressão
- Dê preferência a alimentos que funcionem como diuréticos,
como morangos, alcachofras e agrião
- Procure não marcar compromissos importantes nesses dias
- Levante a auto-estima, caprichando no visual
- Faça sexo. As relações aliviam a tensão e relaxam a musculatura
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Vitaminas
A ntidepressivos são indicados para os casos em que há depressão
e irritabilidade, entre outros sintomas psíquicos. Há ainda alternativas
como a utilização de progesterona - no Hospital das Clínicas de
São Paulo, o hormônio é usado nos casos em que há TPM e alterações
menstruais. Vitaminas e minerais também entram nas alternativas
contra a TPM. A vitamina B6 encontrada no levedo de cerveja, na
aveia e no ovo, entre outros alimentos, reduz a dor de cabeça. A
vitamina E, presente, por exemplo, em óleos vegetais, aveia e espinafre,
atenua as dores nas mamas. Como se vê, não é preciso todo mês viver
alguns dias de trovão.
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