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19) Chiquinha Gonzaga
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O
Rio de Janeiro da segunda metade do século XIX foi sacudido
pela ousadia e o talento da compositora, regente e instrumentista
Francisca Edwiges Neves Gonzaga, a Chiquinha Gonzaga. Dona de espírito
transgressor, ela ajudou a revolucionar a um só tempo os
costumes e a música popular da época. Nascida no período
da escravidão, em 1847, filha de um rico militar e uma mulata,
foi educada para ser uma das filhas da elite. Jacinto Amaral, seu
primeiro marido, não aceitou ver a mulher em rodas boêmias
e o casamento, imposto pelo pai de Chiquinha, durou apenas dois
anos. Conheceu o flautista Antônio da Silva Calado, que a
introduziu nas festas e rodas de choro. Em um desses encontros fez
a polca Atraente, seu primeiro sucesso em 1877. Chiquinha
foi a primeira mulher a reger uma orquestra no País, combinando
o popular com o erudito. Produziu cerca de duas mil músicas,
entre elas a marcha carnavalesca Ó abre alas, enquanto
ouvia o ensaio do Cordão Rosa de Ouro, no Andaraí,
em 1899. Chiquinha morreu em 1935, mas seu trabalho está
eternizado na história da música brasileira.
VOCÊ
SABIA?
Para ser reconhecida, contratou garotos para vender suas músicas
pelas ruas. Os pais morriam de vergonha.
PALCO:
· Atraente (1877)
· Ó abre alas (1899)
· Sedutor (1915)
· Estrela d'alva (1920)
· Canção brasileira (1933)
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