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17) Zagallo
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Todos os brasileiros se sentem tetracampeões mundiais de futebol, mas apenas um pode provar no currículo esta condição. Seu nome é Mário Jorge Lobo Zagallo. O maior orgulho deste alagoano de 67 anos, criado no bairro carioca da Tijuca, é o de ter participado de forma decisiva nas principais conquistas da Seleção Brasileira nas quatro últimas décadas.
Passe livre
No gramado, em 1958, fez o quarto gol da vitória de 5 a 2 sobre a Suécia, no primeiro título mundial da Seleção. Em 1962, no Chile, estava novamente em campo na decisão contra a Tchecoslováquia, vencida pelo Brasil por 3 a 2. Como técnico, em 1970, no México, liderou a fantástica equipe de Pelé, Rivelino, Jairzinho, Tostão, Gérson e companhia na brilhante campanha do tri. Vinte e quatro anos depois, nos Estados Unidos, lá estava novamente Zagallo, o Velho Lobo, na coordenação técnica do time tetracampeão, treinado pelo amigo Carlos Alberto Parreira.
O ponta-esquerda Zagallo jogou os dois primeiros anos de sua carreira vencedora no América do Rio de Janeiro, a partir de 1948. Vendido ao Flamengo em 1950, foi tricampeão carioca. Gostava de negociar pessoalmente seus salários e trabalhou por muito tempo apoiado apenas em acordos verbais. Em 1958, foi o primeiro jogador do futebol brasileiro a receber passe livre e, depois da Copa, transferiu-se para o Botafogo. Só então ele assinou seu primeiro contrato.
Técnico vitorioso
Zagallo abandonou os gramados em 1963. Além do sucesso à frente da Seleção, mostrou talento no Botafogo (bicampeão carioca em 1967 e 1968), Fluminense (campeão carioca de 1971) Flamengo (campeão carioca em 1972) e Vasco (campeão da Taça Rio em 1980). Para seus críticos é apenas um velho supersticioso e ultrapassado, mas a verdade é que ninguém venceu tanto como ele. Sofreu muito com a perda do penta em 1998, para a França, mas ainda encontrou forças para assumir o desafio de dirigir pela primeira vez um clube paulista, a Portuguesa, nesta temporada. O Velho Lobo não se abate. Nunca.
Você sabia?
Não gosta de frases de efeito apenas quando conversa com os jornalistas. Nas reuniões de família, ele também adora gaiatices com o vernáculo. "Ele passa o domingo inteiro fazendo trocadilhos com os assuntos que estão sendo discutidos", conta a filha Cristina.
Pódio
- Bicampeão mundial (1958-1962).
- Técnico campeão mundial (1970).
- Coordenador técnico tetracampeão mundial (1994).
- Eleito por treinadores e jornalistas alemães o melhor técnico do mundo em 1997.
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