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O Brasileiro do Século

15) Gustavo Borges

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Era como se fosse um peixe. Quando criança, Gustavo França Borges passava o dia inteiro dentro da piscina, construída no fundo do quintal de casa, em Ituverava, a 410 quilômetros de São Paulo. Por mais que os pais, o empresário José Jovino e a professora Diva, chamassem a criança para dentro, não adiantava. Os apelos eram inúteis. A alegria de brincar na água convenceu a família e todos os brinquedos foram de mudança do quarto para o fundo da piscina. "Desde pequeno, as brincadeiras que fazia eram relacionadas à água. Nas festas de aniversário, Gustavo chamava seus pequenos convidados e todos se divertiam na piscina", lembra o pai. Hoje, aos 27 anos, quando o homenzarrão - 2,04 m de altura e 95 quilos - arqueia o corpo na raia e se joga na água, o prazer é igual ao que sentia na infância.

Talento
Depois de um estágio na Associação Atlética Ituveravense, Gustavo conseguiu a primeira medalha em competições oficiais não no estilo livre, que mais tarde o identificaria como um dos mais consagrados atletas olímpicos brasileiros. Curiosamente, ele se destacou pela primeira vez no nado de peito, em 1984, garantindo a medalha de prata na prova dos 100 m no município paulista de São João da Boa Vista, próximo à divisa com Minas Gerais. Tinha 12 anos e já se dedicava inteiramente ao esporte, sob a tutela do técnico Luiz Carlos Borges, o Bola. Ele confiava tanto naquele menino que não se importava de viajar de São Paulo a Ituverava três vezes por semana só para aprimorar seus fundamentos. Gustavo e a irmã Valéria, com alguns amigos, também saíam para treinar em Franca. Quem dirigia o carro? Dona Diva, a mãe coruja do futuro campeão olímpico. Aos 13 anos, uma vergonha quase o afastou do esporte. Numa prova em São Paulo, o cadarço da sunga se soltou. Para não perder a linha, ele disfarçou e amarrou de novo, mas os segundos que perdeu foram preciosos e ele ficou sem a medalha. Em 1989, foi morar na capital paulista e treinar no E. C. Pinheiros, mas depois, o peixe resolveu conhecer outros mares, ainda mais distantes da piscina no quintal da casa dos pais. "Meu talento necessita de espaço", avisou aos amigos ao se transferir para os Estados Unidos.

Talento
Depois de um estágio na Associação Atlética Ituveravense, Gustavo conseguiu a primeira medalha em competições oficiais não no estilo livre, que mais tarde o identificaria como um dos mais consagrados atletas olímpicos brasileiros. Curiosamente, ele se destacou pela primeira vez no nado de peito, em 1984, garantindo a medalha de prata na prova dos 100 m no município paulista de São João da Boa Vista, próximo à divisa com Minas Gerais. Tinha 12 anos e já se dedicava inteiramente ao esporte, sob a tutela do técnico Luiz Carlos Borges, o Bola. Ele confiava tanto naquele menino que não se importava de viajar de São Paulo a Ituverava três vezes por semana só para aprimorar seus fundamentos. Gustavo e a irmã Valéria, com alguns amigos, também saíam para treinar em Franca. Quem dirigia o carro? Dona Diva, a mãe coruja do futuro campeão olímpico. Aos 13 anos, uma vergonha quase o afastou do esporte. Numa prova em São Paulo, o cadarço da sunga se soltou. Para não perder a linha, ele disfarçou e amarrou de novo, mas os segundos que perdeu foram preciosos e ele ficou sem a medalha. Em 1989, foi morar na capital paulista e treinar no E. C. Pinheiros, mas depois, o peixe resolveu conhecer outros mares, ainda mais distantes da piscina no quintal da casa dos pais. "Meu talento necessita de espaço", avisou aos amigos ao se transferir para os Estados Unidos.

Talento
Depois de um estágio na Associação Atlética Ituveravense, Gustavo conseguiu a primeira medalha em competições oficiais não no estilo livre, que mais tarde o identificaria como um dos mais consagrados atletas olímpicos brasileiros. Curiosamente, ele se destacou pela primeira vez no nado de peito, em 1984, garantindo a medalha de prata na prova dos 100 m no município paulista de São João da Boa Vista, próximo à divisa com Minas Gerais. Tinha 12 anos e já se dedicava inteiramente ao esporte, sob a tutela do técnico Luiz Carlos Borges, o Bola. Ele confiava tanto naquele menino que não se importava de viajar de São Paulo a Ituverava três vezes por semana só para aprimorar seus fundamentos. Gustavo e a irmã Valéria, com alguns amigos, também saíam para treinar em Franca. Quem dirigia o carro? Dona Diva, a mãe coruja do futuro campeão olímpico. Aos 13 anos, uma vergonha quase o afastou do esporte. Numa prova em São Paulo, o cadarço da sunga se soltou. Para não perder a linha, ele disfarçou e amarrou de novo, mas os segundos que perdeu foram preciosos e ele ficou sem a medalha. Em 1989, foi morar na capital paulista e treinar no E. C. Pinheiros, mas depois, o peixe resolveu conhecer outros mares, ainda mais distantes da piscina no quintal da casa dos pais. "Meu talento necessita de espaço", avisou aos amigos ao se transferir para os Estados Unidos.

Vencedor
Recebido pelos americanos como grande promessa da natação mundial, não decepcionou. Ainda não sabia falar corretamente o inglês (o que só aconteceria um ano depois), quando disputou quatro provas do High School Swimming Championship. Não só venceu todas, como estabeleceu um novo recorde mundial das 100 jardas estilo livre. Alguns dias depois, ganhou a medalha de bronze do US Open, superando o recordista mundial dos 100 m livre, Matt Biond, ouro em Seul, em 1988. A consagração veio em 1991 nos Pan-Americanos de Havana quando foi o brasileiro que conseguiu o maior número de medalhas - duas de ouro, duas de prata e uma de bronze. Tornou-se ainda o primeiro brasileiro a reduzir a marca de 50 s na prova dos 100 metros estilo livre. Em 1992, ocupando a quarta posição do ranking mundial, colocou no peito duas medalhas de prata, nos 100 m livre individual e revezamento na Olimpíada de Barcelona. Gustavo passou a treinar com olhos voltados para Atlanta, onde aconteceriam os Jogos de 1996. Quando chegou a Atlanta estava mais rápido e ágil do que nunca. Alcançou o melhor tempo de sua carreira e bateu o recorde sul-americano (49s02 nos 100 m), conquistando a medalha de bronze. Nos 200 m livre levou o prata, ficando apenas 55 milésimos de segundo atrás do neozelandês Danyon Loader. Agora, Gustavo pensa em Sydney, no próximo ano. Na trajetória do peixe, falta ainda o ouro olímpico, motivo suficiente para que não relaxe um dia sequer. "Acordo de madrugada para treinar, seja inverno ou verão. As medalhas provam que vale a pena sofrer."

Você sabia?
Gustavo quase se afogou na praia de Ipanema. Engolido por três ondas consecutivas, levou um baita susto. "Foi o maior sufoco da vida dele. Não tem experiência em nadar em mar", disse a mãe, dona Diva.

Pódio

  • 1991 - Jogos Pan-Americanos de Havana: duas medalhas de ouro (100 m livre e 4x100 m livre); duas de prata (200 m livre e 4x200 m livre); uma de bronze (50 m livre).
  • 1992 - Olimpíada de Barcelona: duas medalhas de prata (100 m livre e 4x100 m livre).
  • 1996 - Olimpíada de Atlanta: uma medalha de prata (200 m livre) e uma de bronze (100 m livre).