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16) Aziz Nacib Ab'Sáber
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O geomorfologista Aziz Nacib Ab'Sáber, aos seis anos de idade, fez um pacto com a natureza. Ao mudar-se com os pais e os irmãos de sua cidade natal, São Luís do Paraitinga, para Caçapava, em 1930, no interior paulista, montado em lombo de burro, ficou impressionado com a paisagem que se exibia pelo caminho. Ali mesmo, na estrada, prometeu que um dia desvendaria os mistérios de sua terra. O episódio talvez explique por que Aziz, nacionalista ferrenho, seja um cientista preocupado em descrever em tom romântico e rico em detalhes o espaço geográfico do Brasil, como se estivesse lendo as linhas da própria mão.
A descendência de Aziz, nascido a 24 de outubro de 1924, lhe rendeu o apelido de "turquinho" na infância. O pai era libanês e a mãe, de ascendência portuguesa e nascida na roça, era muito ciumenta e desconfiada. "Ela proibiu que meu pai falasse árabe, temia que ele a engambelasse. Por isso, nunca aprendi o idioma", disse ele a ISTOÉ. Aziz sempre teve habilidade para desenhar e isso o ajudou a conquistar o segundo lugar no vestibular para o curso de História e Geografia na USP, em 1941. Na época, sem dinheiro para comprar livros, precisou se esforçar em dobro para ser bom aluno. "Comecei a fazer pequenas viagens e, como eu não tinha máquina fotográfica, desenhava a paisagem."
Liderança
O reconhecimento como cientista veio na década de 60, quando Aziz começou a discorrer com rigor científico sobre o relevo, a vegetação e o clima das regiões do Brasil, principalmente o Nordeste e a Amazônia. Além de ser um dos mais respeitados especialistas nos problemas ambientais que afetam o País, Aziz destacou-se como líder incontestável da comunidade científica - presidiu a So-ciedade Brasileira Para o Progresso da Ciência nos anos de 1993 a 1995.
Você sabia?
Quando ficou doente, em Mossoró (RN), foi levado a um médico por um amigo que tinha terras na região e queria valorizá-las. O preço da consulta: um relatório feito por Aziz para convencer a Petrobras a explorar petróleo na região.
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