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18) JOSÉ PANCETTI
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Era um marinheiro
que pintava ou um pintor que gostava de navegar? Filho de imigrantes
italianos, Giuseppe Giannini Pancetti (teve o nome abrasileirado
logo depois de nascer, a 18 de junho de 1904, em Campinas, no interior
paulista) nunca soube responder ao certo. O pai chegou a São
Paulo em 1891 para trabalhar como mestre-de-obras na construção
do Teatro Municipal. Aos oito anos de idade, o menino viajou para
a Itália com um tio e arrumou um biscate de carpinteiro num
serviço especializado - fazia caixões de defunto.
Não era o futuro que desejava e, logo que o moleque virou
rapaz, entrou para a Marinha Mercante italiana, jogando-se no mundo.
Em 1920, voltou
ao Brasil para ganhar a vida como pintor de paredes. Nessa época,
dormiu em bancos de praças até conseguir uma vaga
na Marinha brasileira. A primeira embarcação nacional
que tripulou foi o destróier Paraná. Passou
a pintar as marinhas e os companheiros de farda, quando não
era encarregado de passar tinta no próprio navio. Especializou-se
no casco. Os comandantes o requisitavam para pintar os camarotes
e Pancetti gozava de consideração especial junto aos
superiores. Ainda era marinheiro quando estudou artes plásticas
no Rio de Janeiro. Em 1933, o marujo semi-analfabeto foi aceito
no Salão de Belas Artes, na antiga capital, onde ganhou prêmios
e reconhecimento do meio artístico. No início dos
anos 40, Pancetti descobriu que estava tuberculoso e escolheu Campos
do Jordão (SP) para se tratar. Ao menor sinal de melhora,
buscava seu velho companheiro, o mar, para pintar horizontes e rebentações.
Morreu a 10 de fevereiro de 1958, de câncer pulmonar.
VOCÊ
SABIA? Não tinha sorte no amor. Stela era a grande musa.
Entretanto, ela o abandonou e, para aliviar a saudade, guardou as
roupas íntimas da amada durante anos. Numa bebedeira, quando
morava no Leme, na zona sul do Rio, enfureceu-se e jogou todos os
trapos velhos pela janela.
OBRA DE ARTE:
· Campos do Jordão (1943), coleção
particular.
· Natureza morta com frutas e garrafas (1943), coleção
particular
· Marinha (1945), Museu Nacional de Belas Artes - RJ
· Lavadeira do Abaeté (1957), coleção
particular
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