Veja também outros sites:
Clique para vê-la ampliada
EDIÇÃO Nº 1748
 Capa
 Índice
 ISTOÉ São Paulo
 Exclusivo Online
 EDITORIAS
 Artes & Espetáculos
 Brasil
 Ciência & Tecnologia
 Comportamento
 Economia & Negócios
 Internacional
 Medicina & Bem-Estar
 SEÇÕES
 A Semana
 Avenida Brasil
 Cartas
 Editorial
 Em Cartaz
 Entrevista
 Fax Brasília
 Gente
 Século 21
 Viva Bem
 SERVIÇOS
 Edições Anteriores
 Biblioteca
 Fale Conosco
 Newsletter
 Assinaturas
 Publicidade
 Expediente
 
 Busca
 Procure outras matérias
 
ARTIGOS ONLINE
03/05/2001

O significado do Ano Internacional do Voluntariado para as empresas

As empresas públicas ou privadas, queiram ou não, são agentes sociais no processo de desenvolvimento
Herbert de Souza

Elcio Anibal de Lucca (*)

A Assembléia Geral das Nações Unidas, em 20 de novembro de 1997, proclamou 2001 como o Ano Internacional do Voluntariado. De lá para cá, houve uma conscientização generalizada da necessidade de se institucionalizar o voluntariado entre os vários agentes sociais.

A dificuldade do Estado em garantir recursos financeiros para suportar algumas despesas crescentes, como na saúde, que vem evoluindo a um ritmo acelerado por conta até mesmo da maior expectativa de vida - e a educação, que exige mais investimentos para a qualificação da mão-de-obra, num prazo mais longo -, tem sensibilizado a sociedade em prol dos mais carentes.

A figura institucionalizada do voluntário surgiu a partir desse contexto de escassez de disponibilidade oficial para os programas sociais, do aumento da miséria e, portanto, da marginalização em alta e da segurança da sociedade em risco.

O voluntariado é a pura expressão do espírito cívico no exercício da solidariedade, da qualidade de vida e do desenvolvimento. Cabe lembrar que o voluntariado não é uma atitude nova no País. O brasileiro possui uma longa tradição em programas desse tipo. Os trabalhos realizados nas comunidades de base, vinculados a ordens religiosas, são exemplos dessa iniciativa.

Por essa razão, a transposição de ações individuais ou isoladas de voluntariado para o âmbito da Responsabilidade Social das empresas tem sido bem sucedida.

Os líderes empresariais precisam ter em mente que em qualquer negócio uma organização só tem sentido se os seus resultados trouxerem benefícios ao homem. As empresas que têm atuação mais focada na cidadania constatam que essa prática gera um grande reconhecimento e admiração da sociedade. Entretanto, as iniciativas sociais das empresas devem estar totalmente desvinculadas de seu negócio, tanto estratégico quanto administrativo, e sem a expectativa de algum tipo de retorno, até mesmo para que seu programa de Responsabilidade Social não perca a credibilidade.

A filantropia é o instrumento mais conhecido e praticado na relação entre empresas e comunidades carentes. Porém, o voluntariado é o mais envolvente.

Não existe ainda no Brasil um perfil característico de voluntariado empresarial. O que se tem visto é a diversidade. Existem programas estruturados e mais antigos até os mais novos e os informais.

As empresas devem definir a forma de apoio social com que seu comportamento organizacional mais se identifica, lembrando que a principal característica de um programa de voluntariado é a flexibilidade de atuação.

No voluntariado corporativo, os profissionais envolvidos têm exercitado novas habilidades e vivenciado experiências e papéis inéditos. Esse programa é uma forma de gerar lideranças sem abandonar o espírito de equipe, tão necessário para as empresas. Ao criar projetos comunitários, os profissionais estão exercitando e ampliando seu conjunto de competências. Em termos pessoais, as pesquisas mostram que todos aqueles que praticam o voluntariado se sentem mais motivados e confiantes no dia-a-dia.

Para as empresas, o voluntariado contribui para um clima organizacional muito mais positivo e sinérgico. Na SERASA, a Responsabilidade Social tem sua prática fundamentada no voluntariado. O programa é tido como modelo pelo Guia da Boa Cidadania Corporativa da Revista Exame, em que dentre 400 empresas pesquisadas foram selecionadas apenas dez que mais se destacaram para constar da publicação.

De qualquer forma, muito antes dessa tendência, há dez anos, para ser mais exato, a SERASA já desenvolvia os primeiros passos de seu programa de voluntariado, sempre compromissado única e exclusivamente com o exercício da cidadania e da ética, que compõem seus valores.

Com o advento do Ano Internacional do Voluntariado, a SERASA está em consonância com o apelo mundial e acha que todas as empresas devem fazer o mesmo.

Por essa experiência, digo que o voluntariado vale a pena! O atual time de voluntários conta com 569 Ser SERASA - como são identificados aqueles que trabalham na empresa - e seus familiares (que também se sentiram sensibilizados pelas atividades desenvolvidas).

O programa definido pela SERASA está dirigido para aqueles que não tiveram oportunidade, mas que contam com a dedicação de nossos voluntários, que abrem mão de horas com suas famílias e compartilham a competência de seu trabalho, dando as ferramentas para que esses cidadãos menos favorecidos recuperem sua auto-estima e busquem por si próprios sua inserção na sociedade.

Acredito que a maior contribuição que todas as empresas e seus profissionais podem dar neste Ano Internacional do Voluntariado é criar ou consolidar seus programas de voluntários promovendo ao próximo dignidade, contribuindo efetivamente para o resgate da dívida social. Como destacado, o voluntariado não é novidade para os brasileiros mas, em termos corporativos, muitas vezes está no inconsciente da empresa, basta identificá-lo e concretizá-lo.

(*) Elcio Anibal de Lucca é administrador de empresas
pela Fundação Getúlio Vargas/SP e Presidente da SERASA

 

 
Kama Sutra
Altar virtual
Jardim Perfumado
Tarô
Realejo
ÚLTIMAS
INDICIADOS: Máfia dos fiscais vai para o banco dos réus
ESTÁ PERTO: Dirceu quer expulsão dos radicais do PT

NAMORO:
PPS está de
olho no Ministro
das Comunicações

MUNDO CÃO: Japoneses lançam tradutor de latidos

SUPERMÁQUINA!

Pesquisa liga mulheres e automóveis. Clique e diga se a sua musa é uma Ferrari, um Porsche, uma BMW ou uma Mercedes

E O OSCAR
VAI PARA...
Sem brilho
habitual,
cerimônia vira
palanque político
ENQUETE
A Casa Branca tirou do cardápio de Bush as referências à cozinha francesa. Mas cometeu um deslize. Tente descobrir qual.
QUAL É SADDAM?

O ditador tem
vários sósias
para ajudar na
sua segurança. Clique e tente adivinhar qual é o Saddam verdadeiro

| ISTOÉ ONLINE | DINHEIRO | ISTOÉ GENTE | PLANETA | ÁGUA NA BOCA | EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE |
© Copyright 1999/2001 Editora Três