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SEXO
Sexo
sem limites
ONG itinerante ensina como realizar
fantasias sem abrir mão do preservativo
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Ana
Cristina Aleixo
| Divulgação |
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Uma
camisinha "ereta" de 6 metros de comprimento indica onde
está instalado o Barong - uma Organização Não-Governamental
(ONG) itinerante de prevenção a Aids que, há
seis anos, viaja a bordo de um trailer pelo Estado de São
Paulo. Nos próximos cinco dias, ela permanece estacionada
em meio às atrações da 5a Erótika Fair
que está sendo realizada no Mart Center, no bairro de Vila
Guilherme, zona norte de São Paulo.
Formada
por profissionais da área de saúde e de teatro, o
Barong adotou como estratégia, para colher informações
do público, uma técnica chamada teatro invisível.
Por todos os lugares onde passam, bolam situações
que são encenadas por atores convidados para chamar a atenção
de quem está ao redor. "As pessoas se sentem provocadas
e acabam debatendo o assunto", explica o ator Zemanuel Sanmamed,
um dos coordenadores da ONG. "Uma vez, um ator se infiltrou
em um grupo de surfistas para saber o que eles pensavam. Contou
uma história de que tinha transado com uma garota desconhecida
e a camisinha furou. Foi muito legal", comenta Sanmamed.
Uma
das principais características que compõe o perfil
do público em geral, segundo dados apurados pelo Barong,
é a rejeição a camisinhas distribuídas
gratuitamente. "Parece que o brasileiro só se toca quando
mexem em seu bolso", afirma Sanmamed. Isso porque, depois de
distribuírem preservativos aos foliões que sacolejavam
no sambódromo, em São Paulo, há seis carnavais,
ligaram para a casa de cada um deles e descobriram que 70% não
usaram ou se desfizeram da camisinha. A solução foi
firmar uma parceria com a importadora DKT do Brasil (www.dkt.com.br),
que financia projetos de combate a Doenças Sexualmente Transmissíveis
(DSTs) e Aids. A ONG recebe as camisinhas que vende a preço
de custo: três preservativos por R$ 0,50. A equipe vende cerca
de 720 camisinhas por semana.
O nome
Barong não poderia ser mais apropriado. Há seis anos,
quando "não se falava de sexo tão abertamente"
e os jovens não dispunham de programas de tevê que
tratam do tema, foi preciso "disfarçar" a ONG de
bar. Sanmamed conta que serviam sanduíches e bebidas para
atrair o público e, depois, lançar a discussão.
A equipe acredita também atingir um número muito maior
de pessoas do que entidades com sede própria. Ainda assim,
é possível encontrar com esse pessoal toda quarta-feira,
na Praça Ramos de Azevedo, no centro de São Paulo.
Parada
obrigatória - Depois de se deparar com dezenas de "acessórios
especiais" e apreciar o desfile de mulheres e homens seminus
que circulam pelo Erótika Fair, uma visita a esse grupo talvez
seja obrigatória. Até porque os coordenadores do projeto
Barong não impõem limites ao público. Para
eles, é possível realizar toda e qualquer fantasia,
com um número indefinido de parceiros e, melhor, sem riscos.
Sanmamed,
que pilota o trailer na feira, ensina, por exemplo, como homens
devem praticar sexo oral com suas parceiras sem abrir mão
do preservativo. Para tanto, basta cortar a ponta da camisinha masculina
e depois "abri-la" para que sirva como um isolante. "Isso
não interfere no prazer da mulher", garante Sanmamed.
Quem não suporta o cheiro e o gosto do látex, material
com o qual são feitos os preservativos convencionais, pode
experimentar os aromatizados. O barong vende camisinhas de morango,
hortelã, uva e chocolate. "A de laranja é a novidade
do evento", avisa o ator. 
Erótika
Fair - Mart Center, Rua Chico Pontes, 1.730, Vila Guilherme, das
15 às 23h, até 13 de março. Ingressos a R$
15,00.
Barong - barong@uol.com.br.
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