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Tragédia
no mar
Plataforma da Petrobras que explodiu em Campos,
Rio de Janeiro, pode afundar a qualquer momento. Um operário morreu
e nove estão desaparecidos
Ana
Cristina Aleixo
| Petrobras |
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A
maior plataforma de exploração de petróleo
do mundo, a P-36, da Petrobras, localizada na Bacia de Campos, no
Rio de Janeiro, está a um passo de afundar. Depois das explosões
ocorridas na madrugada de quinta-feira 15, base exploradora já
inclinou 30 graus. Uma morte foi confirmada e há nove desaparecidos,
mas, segundo o presidente da empresa, Henri Philippe Reichstul,
há pouquíssimas chances de que eles estejam vivos.
Os desaparecidos podem ter sido jogados ao mar ou "desintegrados"
pelo impacto e pela energia liberada. Os 175 funcionários
restantes foram transferidos para outra plataforma, a P-47, que
fica a 12 quilômetros de distância da P-36.
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Foram
três explosões em aproximadamente 20 minutos. A primeira
aconteceu à 0h20, quando a brigada de emergência foi
acionada. Apenas quatro minutos depois, ocorreu a segunda, a maior
delas, que possivelmente matou imediatamente um dos funcionários
da equipe de emergência e feriu outro gravemente, que está
com queimaduras de terceiro grau em 98% do corpo. Entre 10 e 15
minutos mais tarde, aconteceu a terceira.
A plataforma
Petrobras-36 foi construída em 1994 na Itália. Seu
nome original era Spirit of Columbus. Arrendada pela estatal brasileira
em 1997, ela passou por modificações, de modo a atender
as condições operacionais no campo de Roncador. A
conversão da plataforma foi realizada num estaleiro no Canadá. 
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