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Penélope
romântica
O quinteto baiano que mistura sujeira e melodia lança novo álbum
com música inédita de Hebert Viana
Ana Cristina Aleixo
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| Érika
Martins (centro) canta todo seu romantismo |
Os fãs da banda baiana Penélope, principalmente
aqueles que se derretem pela vocalista e guitarrista Érika
Martins, vão se deliciar com o novo álbum da banda,
Buganvilia. Concebido na estrada, durante os dois últimos
anos em que o quinteto passou viajando para apresentar seu primeiro
CD, Mi casa, su casa, o novo trabalho mantém a marca
do grupo: o contraste entre guitarras distorcidas e a voz doce de
Érika que, dessa vez, canta letras românticas. "É
um trabalho que tem a ver com a história da minha vida, com
aquela fase em que se busca alguém", admite a vocalista.
Segundo Érika, o primeiro disco, que traz as faixas Namorinho
de portão e Holiday, é uma "colcha de retalhos"
se comparado ao Buganvilia. "Esse segundo CD mostra
nosso amadurecimento", concorda o baterista Mário Jorge,
que destaca ainda o "esmero na produção"
de Tom Capone. "Trabalhamos em sua casa, tivemos o maior cuidado
em fazer cada arranjo", completa Mário. A mistura sujeira
e melodia, como diz o baterista, está clara em Oportuno
silêncio e Olhos Caramelos. Esta última, totalmente
punk rock.
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| A
banda baiana mistura "sujeira e melodia" |
Buganvilia inclui ainda uma música inédita
de Hebert Viana, Junto ao mar, que foi entregue ao grupo
no fim do ano passado. "Ficamos na dúvida se deveríamos
grava-la ou não", conta Érika, que participou
do CD solo de Hebert, O som do sim. "Não queríamos
passar por oportunistas", acrescenta Mário. "Então
optamos por um som bem alternativo, diferente; é uma homenagem",
continua a vocalista. Quem acompanha os shows do grupo, que sempre
levou aos palcos Ciranda da bailarina, de Chico Buarque e
Edu Lobo, vai curti-la em casa agora. "É uma música
da minha infância", suspira Érika.
Para fazer coro a todo o romantismo do CD, a Penélope convidou
ninguém menos que Wanderléa que canta Não
vou ser má. O grupo conheceu a Ternurinha na entrega
do prêmio Multishow do ano passado. "Ela foi superlegal
conosco", lembra Érika. "Além disso, acho
que me pareço muito com ela quando mais jovem; andei analisando
umas fotos e é verdade", brinca a vocalista. "Wanderléa
tem a ver com a sonoridade da música, meio Jovem guarda",
diz Mário. "Mas somos do rock 'n' roll."
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