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Música 28/06/2001

Penélope romântica
O quinteto baiano que mistura sujeira e melodia lança novo álbum com música inédita de Hebert Viana

 Ouça trecho do CD Buganvília
Caixa de bombom

 

Ana Cristina Aleixo

Érika Martins (centro) canta todo seu romantismo

Os fãs da banda baiana Penélope, principalmente aqueles que se derretem pela vocalista e guitarrista Érika Martins, vão se deliciar com o novo álbum da banda, Buganvilia. Concebido na estrada, durante os dois últimos anos em que o quinteto passou viajando para apresentar seu primeiro CD, Mi casa, su casa, o novo trabalho mantém a marca do grupo: o contraste entre guitarras distorcidas e a voz doce de Érika que, dessa vez, canta letras românticas. "É um trabalho que tem a ver com a história da minha vida, com aquela fase em que se busca alguém", admite a vocalista.

Segundo Érika, o primeiro disco, que traz as faixas Namorinho de portão e Holiday, é uma "colcha de retalhos" se comparado ao Buganvilia. "Esse segundo CD mostra nosso amadurecimento", concorda o baterista Mário Jorge, que destaca ainda o "esmero na produção" de Tom Capone. "Trabalhamos em sua casa, tivemos o maior cuidado em fazer cada arranjo", completa Mário. A mistura sujeira e melodia, como diz o baterista, está clara em Oportuno silêncio e Olhos Caramelos. Esta última, totalmente punk rock.

A banda baiana mistura "sujeira e melodia"

Buganvilia inclui ainda uma música inédita de Hebert Viana, Junto ao mar, que foi entregue ao grupo no fim do ano passado. "Ficamos na dúvida se deveríamos grava-la ou não", conta Érika, que participou do CD solo de Hebert, O som do sim. "Não queríamos passar por oportunistas", acrescenta Mário. "Então optamos por um som bem alternativo, diferente; é uma homenagem", continua a vocalista. Quem acompanha os shows do grupo, que sempre levou aos palcos Ciranda da bailarina, de Chico Buarque e Edu Lobo, vai curti-la em casa agora. "É uma música da minha infância", suspira Érika.

Para fazer coro a todo o romantismo do CD, a Penélope convidou ninguém menos que Wanderléa que canta Não vou ser má. O grupo conheceu a Ternurinha na entrega do prêmio Multishow do ano passado. "Ela foi superlegal conosco", lembra Érika. "Além disso, acho que me pareço muito com ela quando mais jovem; andei analisando umas fotos e é verdade", brinca a vocalista. "Wanderléa tem a ver com a sonoridade da música, meio Jovem guarda", diz Mário. "Mas somos do rock 'n' roll."



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