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Estilo
Salada fashion
Maior
evento de moda do País termina sem definir a cara da produção brasileira
Luciana
Ackermann
Neste
inferno vale tudo! Pelo menos essa é a impressão de
muita gente que acompanhou o São Paulo Fashion Week, o maior
evento da moda no Brasil, em sua edição 2001. O pluralismo
é bola da vez. Diante de tantas misturas, especialistas estrangeiros
ficaram surpresos ao perceber a impossibilidade de identificar a
moda brasileira.
Um
dos exemplos é o da jornalista francesa Charlotte Brunel,
do "Le Monde", que está no País para escrever
sobre o assunto, tendo a cidade de São Paulo como o centro
das atenções. Como diz a consultora de moda Glória
Kalil, "não tem mais essa de tendência".
Ela explica que cada estilista apresenta a sua proposta de acordo
com identidade da grife. Cada um faz as combinações
que desejar. Viu-se de tudo durante o vaivém das passarelas.
Paetês, lurex, couro, lãs, cetim, jeans, pele, vinil
e muito mais. Como os anos 80 estão em voga, saias curtas,
mangas morcegos e leggings devem emplacar. Nas cores apareceram
desde os tons escuros e sombrios como os exibidos na coleção
de Ronaldo Fraga ao pink de Alexandre Herchcovitch e o vermelho
de Waldemar Iódice.
Alguns
criadores deixaram para lá as estações do ano
e lançaram peças leves, esvoaçantes, decotadas
e transparentes como a M. Officer.
Atraso e tumultos também fizeram parte do São Paulo
Fashion Week. O desfile da Zoomp, que aconteceu no segundo dia do
evento, foi um dos que causou maior polêmica. Convidados ficaram
do lado de fora, mas os globais compareceram em peso.
A catarinense Ana Claudia Michels, 19 anos, brilhou nas passarelas.
Ela participou dos 20 desfiles, representando todas as grifes femininas
do evento. Isabelli Fontana, Fernanda Tavares não ficaram
atrás.
Mesmo
com alguns ajustes de organização e horários
a serem feitos, o Pavilhão da Bienal do Parque do Ibirapuera
sediou um dos grandes acontecimentos para País.
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