|
SP Fashion Week
Brasil é a bola da vez na moda
Maior
evento de moda do Brasil começa com muitos vips, coleções vendidas
e show de candomblé
Luciana
Ackermann
O vaivém
e o burburinho nas rampas da Fundação Bienal São
Paulo pareciam não parar. A expectativa e entusiasmo marcaram
o primeiro dia do São Paulo Fashion Week, ex-MorumbiFashion
Brasil. Não faltaram celebridades para prestigiar o evento
da moda. A prefeita Marta Suplicy foi uma delas. Também deram
o ar da graça Nelson Motta, Constanza Pascolato, Arnaldo
Antunes, Bia Lessa, Cristiana de Oliveira, Monique Evans, Joana
Prado, a Feiticeira, Fabiana Saba, Cris Couto e Supla.
São
25 grifes que desfilam coleções outono-inverno. O
evento acontece até o dia 5 de fevereiro, segunda-feira.
Entre tantas belas que fazem parte do evento estão Ana Cláudia
Michels, Fernanda Tavares, Raíca de Oliveira, Mariana Weickert
e Caroline Ribeiro.
Preto,
vermelho, marrons e a pele serão as tendências da moda
para o inverno deste ano, de acordo com a empresária e consultora
de moda Constaza Pascoloto. Ela avisa que a feminilidade vai estar
em voga. "O couro que é uma paixão nacional junto
com a roupa apertada vão ganhar destaque. Também é
interessante que aqui e no mundo as roupas estão mais leves.
Veste-se uma roupa fininha e depois põe um casacão",
resume ela. Costanza diz que o evento cresceu muito de maneira acelerada
e esse movimento gera muita expectativa tanto interna quanto externa.
Ela avalia que o País e a cadeia têxtil brasileira
precisavam dessa data, como um calendário, para poder firmar
um momento de lançamento brasileiro. "Estamos em uma
posição interessante no mundo da moda e a curiosidade
sobre o que estamos fazendo é enorme. O Brasil é a
bola da vez. Compradores de grandes lojas estão surgindo
e vêm porque já sabem que é legal. Toda a coleção
do Herchcovitch já foi exportada. A coisa está começando
a andar e por isso temos de amadurecer essa relação
de exportação, o que não é tão
simples. Não adianta fazer sucesso em uma estação
e depois desaparecer".
A
prefeita de São Paulo Marta Suplicy aproveitou a badalação
para mostrar a camiseta do "Projeto Belezura", que tem
o objetivo interferir na paisagem da cidade com recuperação
de praças e dando fim a pichações. Para isso,
uma parceria com a moda foi estabelecida. Cada estilista fará
o seu design e uma parcela dos recursos arrecadados com a venda
será destinada às Administrações Regionais.
Elas serão vendidas nas lojas e pela Internet. A prefeita
ainda destacou a importância do São Paulo Fashion Week.
"Um terço da mão-de-obra da área de confecção
está na nossa cidade, gerando empregos diretos. Está
na hora de pararmos de exportar para o mundo nossos desenhistas.
Precisamos exportar a obra pronta, porque é isso que gera
emprego. Já temos mercado interno e a moda brasileira é
a principal referência no mercado latino-americano."
Entre os estilistas preferidos da prefeita estão Reinaldo
Lourenço, Glória Coelho e Alexandre Hechcovitch.
Candomblé
na passarela
| AP |
|
|
| Carlinhos
Brown à direita |
Foi
em meio aos batuques de Carlinhos Brown, à cantoria de mães-de-santo
e às imagens dos deuses candomblés, que as badaladas
modelos mostraram a nova coleção da M. Officer, que
pouco tinha a ver com o inverno. Sensualidade, decotes e transparências
deram a tônica ao desfile. Joana Prado, a Feiticeira, que
usava uma blusa-lenço, acompanhou o desfile na primeira fila
atraindo os olhares curiosos.
Fugindo
das regras, Carlos Miéle, o criador grife, diz que quis mostrar
o que o Brasil tem de real e por isso escolheu o candomblé
como tema, que foi marginalizado durante muito tempo. Para Carlinhos
Brown participar de um desfile foi uma honra: "Adoramos a possibilidade
de mostrar a música autêntica do Brasil. O País
precisa conhecer a sua música", pontua Brown.
|