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Reportagens
SENADO 16/05/2001

Comissão recomenda cassar ACM e Arruda
O senador baiano criticou relatório de Saturnino Braga
e admite pela primeira vez que pode renunciar

Leia também as reportagens que deram origem ao caso:

Abaixo da cintura
Fisgado pela voz
É hora de agir

 

O ex-presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), apontou falhas no relatório apresentado quarta-feira 16 pelo senador Roberto Saturnino Braga (PSB-RJ) à Comissão de Ética do Senado. O documento recomenda a abertura do processo de cassação de ACM e do ex-líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (sem partido). Para ACM, o relator foi longe ao propor a punição máxima pelo seu suposto envolvimento na violação do painel eletrônico do Senado, em uma fase ainda de investigação. O cacique baiano afirmou também que foi elaborado um relatório político para a opinião pública, no qual foram abandonadas as questões jurídicas.

Como o senador Paulo Souto (PFL-BA) pediu vistas ao processo, foi marcada uma nova sessão para quarta-feira 23, às 10 horas, para a votação do relatório, que seria feita hoje, e ACM e Arruda não poderiam renunciar, caso a maioria dos integrantes do Conselho votasse a favor da abertura do processo de cassação.

Pouco antes do início da sessão em que foi apresentado o relatório do Conselho de Ética, ACM admitiu pela primeira vez que pode renunciar.

O senador deu a entender que, se fizer isso, deve se candidatar ao governo da Bahia no ano que vem. Com a renúncia de ACM, assumiria sua cadeira Antonio Carlos Magalhães Filho. O senador Ney Suassuna (PMDB-PB), integrante do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, negou a existência de um acordo para reduzir as penas dos senadores no caso. Para ele, o relatório está bem fundamentado, mas acredita que a defesa vai pedir uma punição menor.  

 


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