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Comissão
recomenda cassar ACM e Arruda
O senador baiano criticou relatório de Saturnino
Braga
e admite pela primeira vez que pode renunciar
Leia
também as reportagens que deram origem ao caso:
Abaixo
da cintura
Fisgado
pela voz
É
hora de agir
O ex-presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães
(PFL-BA), apontou falhas no relatório apresentado quarta-feira 16
pelo senador Roberto Saturnino Braga (PSB-RJ) à Comissão de Ética
do Senado. O documento recomenda a abertura do processo de cassação
de ACM e do ex-líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (sem
partido). Para ACM, o relator foi longe ao propor a punição máxima
pelo seu suposto envolvimento na violação do painel eletrônico do
Senado, em uma fase ainda de investigação. O cacique baiano afirmou
também que foi elaborado um relatório político para a opinião pública,
no qual foram abandonadas as questões jurídicas.
Como o senador Paulo Souto (PFL-BA) pediu vistas ao processo, foi
marcada uma nova sessão para quarta-feira 23, às 10 horas, para
a votação do relatório, que seria feita hoje, e ACM e Arruda não
poderiam renunciar, caso a maioria dos integrantes do Conselho votasse
a favor da abertura do processo de cassação.
Pouco antes do início da sessão em que foi apresentado o relatório
do Conselho de Ética, ACM admitiu pela primeira vez que pode renunciar.
O senador deu a entender que, se fizer isso, deve se candidatar
ao governo da Bahia no ano que vem. Com a renúncia de ACM, assumiria
sua cadeira Antonio Carlos Magalhães Filho. O senador Ney Suassuna
(PMDB-PB), integrante do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar
do Senado, negou a existência de um acordo para reduzir as penas
dos senadores no caso. Para ele, o relatório está bem fundamentado,
mas acredita que a defesa vai pedir uma punição menor.

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