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Senador
José Roberto Arruda
renuncia ao seu mandato
Leia
também as reportagens que deram origem ao caso:
Abaixo
da cintura
Fisgado
pela voz
É
hora de agir
Ana Cristina Aleixo
O senador José Roberto Arruda (sem partido-DF)
renunciou hoje ao seu mandato por conta da decisão do Conselho
de Ética e Decoro Parlamentar, que pediu ontem abertura do
processo de cassação de seu mandato e o do senador
Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). Durante a reunião
do Conselho na quarta-feira 22, Arruda disse que ao se aceitar a
tese de que qualquer quebra de decoro é punível com
a cassação, desrespeita-se um princípio básico
da Justiça, que é a gradação da pena.
Para ele, a penalidade deve ser proporcional à culpa. "Não
matei, não roubei e não desviei recursos públicos",
disse Arruda. Sua vaga será ocupada pelo seu suplente, Lindberg
Aziz Cury.
O senador Antônio Carlos Magalhães já
comunicou à direção de
seu partido, o PFL, que fará discurso de renúncia
na próxima
quarta-feira.
José Roberto Arruda é engenheiro elétrico
e começou a vida pública como diretor da Companhia
Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), em 1979, onde trabalhou
até 1982. Antes de eleger-se senador, Arruda foi secretário
de Modernização Administrativa e Informática
do Ministério das Minas e Energia, em 1985, e diretor da
Companhia Energética de Brasília (CEB), entre 1985
e 1990. Eleito senador, em 1994 Arruda destacou-se como vice-líder
e líder do governo, mas integrou as comissões permanentes
de Infra-Estrutura, de Educação, de Assuntos Econômicos,
e a comissão especial destinada a acompanhar as propostas
necessárias á participação do Brasil
na Conferência das Nações Unidas sobre os Assentamentos
Humanos (Habitat 2). Arruda participou ainda como membro titular
da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema
Financeiro Nacional, em 1999.
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