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Mundo animado
O Festival Internacional de Animação
do Brasil,
o Anima Mundi, chega à 9° edição e confirma
seu sucesso crescente
Leia
também:
Agenda
do evento
Papo
animado
Ciclos
de palestras e estúdio aberto
Ana
Cristina Aleixo
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Fotos
: divulgação
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Cena
de Genoma 2020, de Andrés Lieban
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O festival
Anima Mundi, que leva às telas brasileiras o que há
de melhor na produção nacional e internacional do
cinema de animação, chega à sua 9ª edição
confirmando o sucesso crescente do evento. No Rio de Janeiro, onde
o festival está em cartaz desde sexta-feira 13 até
dia 22, faltaram ingressos para os espectadores durante o fim de
semana e muitos se dispuseram a passar horas na fila para reservar
convites para os outros dias. Segundo a direção da
mostra, 8.200 pessoas passaram pelas salas de exibição.
De 25 a 29 de julho, os paulistanos poderão conferir as animações
no Museu da Imagem e do Som (MIS), Centro Cultural Banco do Brasil,
Centro Cultural Fiesp, Auditório do Centro Brasileiro Britânico
e Espaço Unibanco de Cinema.
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A
história da calcinha, de Gordeeff
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Neste
ano, o Anima exibe 361 filmes. Dos 638 trabalhos inscritos, 294
ganharam projeção e outros 67 são de diretores
convidados. No ano passado, o festival recebeu 422 inscrições
e 269 animações foram selecionadas. O número
de países que participam da mostra também aumentou.
Pela primeira vez, o público brasileiro confere desenhos
produzidos na Arábia Saudita (o infantil A Terra de Khuzama,
de Gerry Woolery), Taiwan (os infantis Tia Tigre, de Michael
Mort e Deiniol Morris, e A bruxinha, de Chung-Yun Lee) e
Venezuela (os curtas em vídeo O circo e O exorcista,
ambos de Enrique Enriquez).
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O
personagem Gregor Samsa vira uma barata em Metamorfose,
de Fabianne Batista Balverdi
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Inseto
gigante - Além de conhecer diferentes técnicas
de animação com materiais diversos como massinha,
areia, ou criadas por computador, o espectador se diverte com os
temas abordados pelos diretores. Em Genoma 2020, Andrés
Lieban apresenta uma versão bem-humorada sobre os perigos
da manipulação genética na nossa rotina e o
diretor e produtor Gordeeff conta em A história da calcinha
a trajetória dessa peça de roupa ao longo do tempo,
até os dias de hoje. Fabianne Batista Balverdi baseou-se
em A Metamorfose, de Franz Kafka, para criar o personagem
Gregor Samsa que, após anos de submissão ao trabalho
e à família e oprimido pelo sistema, acorda metamorfoseado
num inseto gigante, uma barata.
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Silvana
Garzaro
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Walbercy
Ribas bate papo com o público e...
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Mas
o grande homenageado do evento é Walbercy Ribas que lança
no Anima Mundi seu primeiro longa-metragem, O grilo feliz.
Diretor de mais de dois mil comerciais (para o Brasil e uma série
de países no exterior), ele coloriu nossas infâncias
com os patéticos apelos da Baratinha da Rodox e o Homenzinho
azul do Cotonete. Há 15 anos, ele investe em O grilo feliz,
a princípio realizado independente e intermitentemente nas
brechas do trabalho comercial. A produção foi retomada
em 1997 e consumiu 37 meses de trabalho e uma equipe de 70 ilustradores,
intervaladores, cleaners e coloristas.
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...
apresenta seu longa O grilo feliz
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Espaço
virtual - Além de assistir às sessões de
cinema e vídeo, o público pode participar de papos
animados, oficinas e ciclo de palestras. As senhas para todas as
atrações e sessões de cinema e vídeo
são distribuídas uma hora antes de cada evento. No
Rio, cerca de 1.162 pessoas participaram das oficinas durante o
fim de semana.
Os
internautas não podem perder ainda o Anima Mundi Web, no
qual concorrem animações feitas especialmente para
a rede. No site do festival, www.animamundi.com.br,
os trabalhos inscritos recebem os votos do público e de um
jurio profissional, até o encerramento do festival no Rio
de Janeiro, quando serão divulgados os vencedores do Prêmio
do Público e do Prêmio Profissional. Não perca!

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