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REVISTA:
OS 100 BRASILEIROS MAIS INFLUENTES DE 2007 |
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| José Mindlin |
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| Por Boris Schaidermann* |
Com seu amor pelos livros, sua biblioteca com cerca de 40
mil títulos, José Mindlin mostra a importância de ser um leitor
apaixonado. Sua paixão pela literatura começou cedo. Foi um grande
industrial, tornou-se um homem de posses e poderia ter tido uma
experiência bem diferente. Mas voltou-se para a leitura de forma
intensa. Mindlin, 92 anos, é o terceiro entre os quatro filhos de
um casal de imigrantes russos que veio para o Brasil no final do
século XIX. Em seu acervo estão preciosidades como o manuscrito
de Vidas secas, de Graciliano Ramos. Há também O amor
natural, de Carlos Drummond de Andrade, um livro erótico do
qual Mindlin mandou imprimir apenas um exemplar. É um grande exemplo.
* Boris Schaidermann é escritor.
* Boris Schaidermann é escritor
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José Roberto Arruda
Em 2001, ele foi ao fundo do poço. Participou com o senador
baiano Antônio Carlos Magalhães de uma trama para violar o sigilo
do painel eletrônico do Senado, na votação da cassação do colega Luiz
Estevão, e mentiu ao negar qualquer envolvimento. Flagrado, renunciou
para também não ser cassado. Desde então, vestiu-se de profunda humildade.
De porta em porta, com impressionante sinceridade, admitiu o erro
no ano seguinte e pediu ao eleitor uma segunda chance. Foi atendido
e saiu das urnas como o deputado federal mais votado do Distrito Federal.
Era o início da ressurreição política que o credenciaria como favorito
para a sucessão do governador do DF, Joaquim Roriz. Dito e feito:
Arruda elegeu-se no primeiro turno. Agora, enfrentará os problemas
das cidades-satélites do DF e o rigor de um dos mais exigentes eleitorados
do País. |
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"Ninguém pode governar um país
sozinho e nenhum partido pode fazê-lo também sozinho. É necessário
que todos tenham oportunidade de determinar a existência de
novas políticas"
José Sarney, ao apoiar
a reeleição de Lula |
| José Sarney
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O senador é um dos principais conselheiros
de Lula.
Artífice da coalizão política que dá sustentação ao
novo governo, é um homem com experiência
no comando do País e alto poder de decisão |
O ex-presidente José Sarney
enxerga o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o resultado
exitoso de um ciclo de redemocratização que ele iniciou. O governo
Sarney sepultou a ditadura militar e fez o País retornar à normalidade
civil em que os governantes são escolhidos pelo voto direto de seus
representados. A vitória de um operário é, em sua opinião, a certeza
de que não há mais obstáculos de qualquer natureza a essa escolha.
E a sua volta ao poder para um segundo mandato, o reforço dessa
tese. Com essa linha de argumentação, o maranhense José Sarney –
senador reeleito e escritor com cadeira na Academia Brasileira de
Letras – transformou-se em um dos principais conselheiros do presidente.
Hoje é um dos nomes mais próximos dele. Calejado por várias crises
durante o período em que esteve na Presidência (1985-1990), suas
ponderações foram essenciais para que Lula conseguisse superar a
crise do mensalão. Sarney é também um dos artífices da tese da coalizão
política que sustentará o segundo governo, tendo seu partido, o
PMDB, como um dos pilares fundamentais. É bem verdade que parte
de sua força desmoronou em 2006. Sua filha, Roseana, não conseguiu
se eleger governadora, derrubando o poder da oligarquia dos Sarney
no Maranhão. O próprio Sarney por pouco não perdeu a chance de se
tornar mais uma vez senador pelo Amapá. Porém é sua relação com
Lula e sua capacidade de decisão que vão mantê-lo como um dos mais
importantes políticos da República.
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José Serra
Esse descendente de italianos tem pela frente o desafio
de administrar o mais complexo e rico Estado da federação. Casado,
dois filhos, dois netos, José Serra começou sua carreira política
nos anos 60, como líder estudantil. Durante a ditadura militar,
passou 14 anos exilado no Chile. De volta ao País, elegeu-se deputado
constituinte e senador. Foi secretário de Estado, ministro da Saúde
e candidato à Presidência da República. No final de 2004, dois anos
depois de ser derrotado por Lula na disputa presidencial, recuperou
o fôlego e conquistou a Prefeitura de São Paulo. Prefeito por apenas
um ano, mostrou força ao ganhar as eleições estaduais no primeiro
turno em 2006. Se fizer um bom trabalho no combate aos principais
problemas paulistas, irá se credenciar como um dos fortes candidatos
à sucessão do presidente Lula.
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Juliana Paes
A atriz viu as portas se abrirem para o mercado internacional
em 2006. Única brasileira entre as 100 personalidades mais sexies
do mundo segundo a revista People, ela passou a integrar
o casting da agência Beverly Hills, em Los Angeles. O que
pode advir desse contato, Juliana não sabe. Mas comemora a possibilidade
de consolidar a carreira artística. Aos 27 anos, o tipo brejeiro
rendeu-lhe diversos outros títulos de beleza no ano passado. Envaidecida,
ela se mostra também preocupada: “Juntamente com os elogios vêm
as cobranças em dobro”. Capa de ISTOÉ em 2004 como a musa das musas
do Carnaval, Juliana não só confirmou a aposta como vem se mantendo
no topo dos desfiles na Sapucaí. Simpática, a atriz só fechou a
expressão meses atrás quando foi clicada sem calcinha numa festa.
Com a imagem divulgada amplamente na mídia, a musa tratou de explicar
que tinha o hábito de dispensar a peça ao usar vestidos de tecido
fino. O aborrecimento não durou muito tempo. Juliana não é de se
dedicar a episódios negativos.
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Kibe Loco
Quem navega regularmente pela internet conhece as brincadeiras
do Kibe Loco, site que é um campeão de audiência no País.
São 100 mil visitantes por dia trafegando pelo endereço www.kibeloco.com.br
para conferir os textos e vídeos veiculados pelo publicitário carioca
Antonio Pedro Tabet, 32 anos. O Kibe Loco nasceu em abril de 2002.
“Para não sucumbir ao tédio de trabalhar na área de marketing
de um banco”, conforme diz, Tabet criou um blog para escrever
e fazer montagens engraçadas. Por que esse trabalho tem influenciado
os brasileiros? Segundo Tabet, isso comprova que muitas pessoas podem
mostrar suas idéias nessa mídia que ele considera a mais democrática
de todas. Detalhe: apesar de o site não ser uma grande empresa,
Tabet tem recebido currículos de interessados em trabalhar nele. “Só
se for no meu colo”, diverte-se. E emenda. “Talvez por isso eu só
tenha lido, com carinho, os currículos das mulheres.” |
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Lázaro de Mello Brandão
Um dos ícones do mercado financeiro do País, o presidente
do Conselho de Administração do Bradesco, Lázaro de Mello
Brandão, alcança em 2007 a marca de 64 anos de carreira –
e 80 anos de idade. Ele fazia parte, em 1942, da Casa Bancária
Almeida & Companhia, da cidade de Marília, no interior de
São Paulo. No ano seguinte, esta instituição tornou-se o Banco
Brasileiro de Descontos, o Bradesco, no qual o “seu” Brandão,
como é conhecido entre os mais de 60 mil funcionários, subiu
todos os degraus. Sucessor do lendário Amador Aguiar, ele
conheceu de perto todos os presidentes da República dos últimos
30 anos, trocou idéias e deu conselhos. Sua figura une tradição
e modernidade, com uma capacidade de diálogo e liderança que
exercitará ao longo do ano que se inicia, no qual continuará
como principal conselheiro do maior banco privado do País. |
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Lázaro Ramos
Com apenas 27 anos, o ator baiano Lázaro Ramos já
tem garantido lugar de destaque entre os grandes artistas
do País. Além de primorosas atuações no cinema, em 2006 ele
foi o primeiro negro a protagonizar uma novela brasileira.
Na pele de Foguinho, um personagem non sense da novela global
Cobras & lagartos, ele fugiu ao maniqueísmo típico
da telinha. Com o charme de um Macunaíma, o anti-herói de
Mário de Andrade, Ramos esbanjou talento ao compor traços
tão antagônicos como safadeza e romantismo. Seu carisma ultrapassou
os limites do personagem e Foguinho lançou moda de bigode
louro. Se a novela popularizou seu talento, o cinema se manteve
como o espaço onde seu trabalho é mais apurado. Em 2006, o
ator brilhou como um ex-escravo em Cafundó, de Paulo
Betti. Ele tem ainda em seu currículo desempenhos elogiáveis
nos filmes O homem que copiava (2002), Madame
Satã (2002) e Cidade baixa (2005). Neste ano,
estará em Saneamento básico, de Jorge Furtado, e
em Ó paí ó, de Monique Gardenberg. |
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