| Beleza |
| A arte nos salões |
O visagismo, método que mistura técnicas
artísticas e psicologia, é a moda da beleza |
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| Por Lena Castellón |
Cabeleireiro dar palpite no visual e bancar o psicólogo de plantão são atitudes corriqueiras nos salões de beleza. Tanto que virou hábito correr para lá após uma decepção amorosa com o objetivo de fazer uma mudança geral. Transformações assim podem ser desastrosas. As madeixas pintadas com cores
quentes e os cachos realçados numa mulher dinâmica e de sorriso largo são capazes de afugentar pretendentes. “Esse perfil não precisa de mais movimento. Para atenuar a agitação, tons escuros no cabelo são mais indicados”, ensina o artista plástico Philip Hallawell, especialista em visagismo, técnica de beleza e harmonia dos traços faciais que valoriza as características da personalidade. O termo nasceu do francês visage, que significa rosto. Essa linha de trabalho – já transmitida para 200 profissionais do Nordeste ao Sul do País – está fazendo a alegria, principalmente, das mulheres ansiosas por uma transformação.
A razão é que, ao contrário da maioria das
vezes, as propostas não são feitas
com base na intuição ou na moda. O visagismo envolve
o estudo da fisionomia,
a classificação da personalidade segundo essa análise
e a avaliação do temperamento e do estilo de vida.
Tudo para escolher o look mais adequado.
Os critérios do visagismo trazem fundamentos da psicologia e da arte. “Os formatos do rosto têm símbolos”, diz Hallawell, ex-professor de desenho que elaborou um curso para os profissionais da beleza. Segundo ele, o triângulo invertido sinaliza perigo ou insegurança. Uma face triangular pronunciada pode demonstrar instabilidade. A saída é aumentar o volume nas laterais para dar equilíbrio, efeito obtido com penteado ou maquiagem.
Há quatro perfis no conceito visagista: sangüíneo,
colérico, melancólico e
fleumático. No primeiro, o indivíduo é comunicativo
e tem boca grande, como
Daniella Ciccarelli. O colérico é decidido e apresenta
sobrancelhas marcantes,
caso de Juliana Paes. O tipo melancólico, exemplificado por
Gwyneth Paltrow, é
mais controlado. Dificilmente aceita radicalismos. Mudanças
nos traços delicados (boca fina e rosto oval), só
aos poucos. Já o fleumático, categoria de Greta Garbo,
é generoso e aparenta desinteresse pela vaidade. O olhar
é cansado, com pálpebra grande. Com as lições
em mente, basta fazer arte no rosto. “As mulheres entram
no salão e pedem para ficar maravilhosas. E saem encantadas”,
brinca a maquiadora paulista Fátima Monteiro. Ela é
a responsável pelo ar mais decidido conferido à modelo
desta página, Joyce Bernardino, dona de um perfil puxado
para
o melancólico. Como se vê, deu certo. |