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Por Fernando F. Kadaoka
 
Consumo
O charme das scooters
Potência e leveza marcam as sucessoras das Lambretas e Vespas

Elas são pequenas, ágeis no trânsito, fáceis de pilotar e muito práticas na hora de estacionar. Na Europa – onde fazem o maior sucesso –, scooters de todas as cores e tamanhos desfilam todo o seu charme por entre as milenares de vielas do velho continente. Da mítica Lambretta e da antiga Vespa, os novos e modernos modelos à venda no Brasil herdaram mesmo só o encanto. Ao contrário das pesadas e lentas antecessoras, essas pequenas motos combinam potência e leveza. “Elas normalmente são preferidas pelo público feminino, mas todo mundo usa”, diz Moacyr Alberto Paes, diretor-executivo da Abraciclo. Várias características diferenciam a scooter de uma moto comum. Para começar, elas são automáticas, o que dispensa as trocas de marchas no pé. Além disso, têm bagageiros, uma pequena carenagem – que protege os pés e as pernas – e rodas menores. O motorista vai sentado em um banco confortável, em vez de ir montado na moto. Há dez anos, o brasileiro que quisesse adquirir a sua teria de se contentar com uma Vespa usada. Nos dias de hoje, a situação está bem diferente. A Suzuki, por exemplo, oferece uma “super” scooter, a Burgman 400, com encosto, porta-objeto de 55 litros e preço de R$ 32.036. Mas também tem a opção de um modelo menor, a Burgman 125, por
R$ 5.990. Há também modelos importados, como os da Vento (dos Estados Unidos) e da Zhongyu (da China). “A scooter é utilizada para uso urbano, mas também oferece conforto para pequenas viagens”, afirma Billy Foster, importador da Vento. De fato, para distâncias curtas e para fugir do trânsito pesado, as scooters são muito práticas. E esbanjam charme.

MODELOS
 
Divulgação   Divulgação

Suzuki Burgman 400
Motor de 400 cilindradas, injeção eletrônica e porta-luvas (10 litros)
Preço: R$ 32.036
Contato: www.suzukimotos.com.br

  Suzuki Burgman 125
Motor 4 tempos de 125cc, partida elétrica e roda de liga leve
Preço: R$ 5.990
Contato: www.suzukimotos.com.br

Divulgação   Divulgação

Sundown Future
Farol duplo, design arredondado,
sensor de celular e porta-luvas
Preço: R$ 6.690
Contato: www.sundownmotos.com.br

  Vento Phantom R4i
Iluminação néon no painel
e alarme de fábrica
Preço: R$ 8.800
Contato: www.vento.com
 
 
Bolsa
Atenção, acionistas da Petrobras!
Ana Paula Paiva
Rombo: sede da empresa, no Rio de Janeiro, recebe conta de R$ 9,4 bilhões
A Petrobras irá bancar uma conta de
R$ 9,4 bilhões para cobrir um rombo
nas contas da Petros, a fundação de previdência dos seus funcionários.
Este valor – suficiente para construir
três refinarias ou quatro plataformas – será utilizado para arcar com todas
as reivindicações dos funcionários referentes ao plano de aposentadoria.
No processo judicial decorrente da
ação movida pela Federação Única
dos Petroleiros (FUP) e outros 12 sindicatos, a Petrobras já concordou em aportar R$ 4,5 bilhões para atender parte das reivindicações. É dinheiro que sairá do caixa da empresa, ou seja, do bolso de seus acionistas. O acordo ainda depende da adesão dos funcionários, que não concordam entre si e podem mover novas ações. Segundo nota da companhia divulgada na quarta-feira 2, “a maior parte do valor [R$ 4,5 bilhões] já está provisionada no balanço da companhia e será paga em 20 anos, não representando impacto imediato no caixa da empresa”. Está tudo muito confuso, reclama um analista que acompanha os papéis da petrolífera. “E o restante, como fica?”
 
 
Renda fixa
Debêntures?
Companhias procuram investidores
Você já ouviu falar em debêntures? O nome pode soar estranho aos pequenos investidores, mas esses títulos, emitidos por empresas para captar recursos, fazem parte do dia-a-dia do mercado financeiro desde a época do Império. Na semana passada, duas grandes operações chamaram a atenção: a da AmBev, de R$ 2 bilhões, e a da América Latina Logística (ALL), de R$ 700 milhões. Neste ano, até julho, 25 empresas arrecadaram R$ 44 bilhões, segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). É mais que o dobro levantado com a emissão de ações. As pessoas físicas não costumam investir diretamente em debêntures, embora não haja restrição legal. Grandes gestores de recursos são os principais compradores, atrás de rendimentos que superam a variação do CDI. Ou seja: se você investe em fundos de renda fixa ou de previdência, provavelmente aplica indiretamente em debêntures. “São elas que dão o diferencial dos fundos, pois rendem mais que os títulos públicos”, afirma Ricardo Pinto Nogueira, diretor da Bovespa. Ele espera uma emissão destinada ao público de varejo ainda neste ano. Se quiser aplicar, preste atenção nos riscos. “É fundamental ler o prospecto e verificar o endividamento da companhia”, diz Carlos Rebello, superintendente de registros da CVM. Saiba mais nos sites debentures.com.br, bovespafix.com.br e cvm.gov.br