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Chefe de 200 profissionais, a inglesa Barbara
Kennington é tida como a
maior trendwatcher do mundo da moda |
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| Moda |
Os caçadores
de tendências |
Eles definem como você irá se
vestir nas próximas estações |
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| Por Marina Caruso |
Badalados eventos de moda como a São Paulo Fashion Week,
que acontecerá de 12 a 18 deste mês, vivem das surpresas
provocadas pelos estilistas nos desfiles. O que estará na
moda, o que virá, o que vai, o que sobe e o que desce nas
próximas estações? Para o verão 2007,
as ordens serão as saias e os shorts curtinhos,
os vestidos tipo túnica, a sobreposição de
diferentes tons de branco, as misturas de estampas e muito, muito
dourado. E por que os caminhos dessa indústria bilionária
serão esses? Porque os trendwatchers definiram assim.
Trendwatchers, ou observadores de tendências, são
profissionais espalhados pelo mundo com a função de
descobrir movimentos culturais, estéticos e até atitudes
individuais que irão determinar o que vai dar o tom na indústria
da moda, na publicidade, no design e até em parte
da produção de artes plásticas nos meses ou
anos seguintes. Tudo o que se lança nos grandes mercados
tem na retaguarda um complexo trabalho de pesquisa feito por um
desses profissionais.
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Anote, isso vai ser moda:
saias e shorts curtos, dourado e vestidos túnica serão as ordens
do verão em 2007. Essas propostas, na maioria das vezes vendidas
pelos estilistas como obras
de intuição, são na verdade fruto
de pesquisas feitas pelos olheiros
da moda, os trendwatchers |
Rastreadores por excelência, eles trabalham silenciosamente
e em equipe. Enquanto um observa e fotografa o que está nas
ruas e nos bairros descolados de Paris, Milão e Nova York,
outro percorre o mundo asiático em busca de influências
e estilos menos conhecidos no Ocidente. Levam uma vida boa. Freqüentam
festas, exposições, lançamentos de livros e
de discos. Depois, desenham propostas que, vendidas em sites especializados,
servem de bússola para orientar a suprema maioria dos estilistas,
dos locais aos famosos em todo o mundo. “Nosso grupo tem 200
profissionais. Eles trabalham em 16 frentes, contemplando vários
aspectos, da moda jovem às cartelas de cores da estação”,
disse a ISTOÉ de Londres a maior trendwatcher do
mundo, a inglesa Barbara Kennington, diretora criativa do maior
portal do setor, o Worth Global Style Network (www.wgsn.com),
que mantém um escritório no Brasil. O serviço
oferece informações sobre o melhor do passado, do
presente e do futuro da moda. Por isso, conquistou clientes badalados
e dispostos a pagar uma assinatura anual de US$ 22 mil (R$ 48,4
mil). Entre os dois mil fregueses de Barbara estão as grifes
Louis Vuitton, Gucci e Levis e o estilista italiano Giorgio Armani.
Alguns são fãs assumidos do serviço. “Eles
me ajudam a entender as tendências e desenvolvimentos do mercado.
Fornecem informações em tempo real sobre o que antigamente
levaria dias ou até semanas para conseguirmos”, elogia
Giorgio Armani.
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No Brasil o WGSN tem 61 assinantes. Entre eles a grife UMA, a tecelagem
Santa Constância, a agência de publicidade África
e a empresa de telefonia celular Motorola. “Quem trabalha
com o mercado jovem precisa saber o que rola e o que vai rolar nas
ruas”, diz a diretora comercial do portal no Brasil, Andréa
Bisker. E por que o mercado jovem? Segundo o sociólogo Dário
Caldas, diretor do Observatório de Sinais, outra empresa
especializada em tendências e pesquisas de comportamento,
o “juvenismo” é uma grande tendência. “Na
moda, na música, na publicidade ou na arte, elementos das
culturas jovens estão em alta”, diz Caldas, que tem
a Natura, a Rhodia e o Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos
entre os seus clientes. De olho na força da juventude e do
luxo, outro caminho em alta nos últimos anos, a estilista
Raquel Davidowicz, da grife UMA, batizou a coleção
que mostrará na próxima SP Fashion Week de selva concreta.
“É uma street wear sofisticada, uma moda jovem,
urbana, mas de luxo”, adianta. E ainda tem estilista que não
fica ruborizado ao dizer que não existe tendência.
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