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5 - Coma bem

Honestamente: você presta atenção no que come? Certamente não. E aí está o problema. Está provado que a alimentação é um dos fatores de qualidade de vida. Se for correta, as chances de as doenças aparecerem fica menor. “E ter saúde é viver uma vida mais feliz”, explica Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia. Por alimentação equilibrada, entenda-se, entre outras coisas, a opção por pratos cheios de legumes e grãos e a economia no consumo das gorduras que fazem mal. Entre elas está a saturada, presente na carne vermelha. E não é preciso adotar a tediosa dobradinha salada/grelhado. A mudança dos hábitos à mesa pode ser gradual e o resultado, prazeroso. Consumir mais azeite e produtos industrializados com menos açúcar, por exemplo, continua sendo gostoso. Da mesma forma, não se perde nada ao trocar o molho quatro queijos, gorduroso e calórico, pelo de tomate, cheio de vitaminas e de licopeno (nutriente bastante estudado por seus potenciais benefícios contra o câncer).
 
 
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6 - Não exija demais

“O trabalho me exige, eu exijo cada vez mais de mim e do outro.”A frase resume uma situação comum. No dia-a-dia, essa atitude alimenta a tensão interna, elevando o stress, e a externa. “O ambiente tenso aumenta o risco de mais erros ocorrerem”, avalia a psicóloga Samia Siburro, de São Paulo, especialista em gestão do stress. É preciso também prestar atenção no que este comportamento pode estar dizendo. “Ser exigente demais com os outros muitas vezes mostra um lado inseguro e dificuldade de lidar com as pressões”, diz Samia. Segundo ela, para mudar isso é preciso treinar a resiliência. O termo é emprestado da física e indica a capacidade de absorver impactos com flexibilidade.
 
 
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7 - Vá ao médico
com regularidade


Esta é uma das maneiras garantidas de envelhecer bem. “Adotar este hábito previne doenças”, resume o clínico Antônio Antonietto, do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo. Não é à toa que se investe na detecção precoce das enfermidades. “Quanto mais cedo elas forem diagnosticadas, maiores as possibilidades de cura”, diz a cardiologista Samira Morhy, do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. De fato. A chance de cura de um tumor de intestino diagnosticado no início, por exemplo, é de 100%. Por isso, a recomendação é que se façam exames anuais para investigação desse tipo de câncer a partir dos 60 anos (ou aos 50, quando há casos na família). Para cuidar da saúde de maneira geral, o ideal é procurar um médico depois dos 20 anos se houver história familiar de pressão alta, diabete e colesterol elevado. Caso contrário, a rotina de exames deve ser iniciada após os 40 anos.
 
 
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8 - Mantenha boas relações

Ter com quem partilhar sucessos, tristezas, expectativas. Pode não parecer, mas isso conta muito para a vida ficar mais leve. “Dividir a angústia ajuda a manejar o stress, a passar pelas situações mais difíceis”, diz a cardiologista Danielli Bezen, do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo. O problema é que muita gente anda se esquecendo da importância da amizade, do afeto. “A família, por exemplo, está desmontada. O pai não tem tempo, a mãe também não. Qual o momento da real vivência afetiva, de rir, de falar das frustrações e alegrias?”, indaga a psicóloga Edina Bom Sucesso, de Belo Horizonte, especializada em relações interpessoais. Para reativar e manter essa rede de apoio, não é necessário fazer grandes atos. “É preciso tomar pequenas iniciativas amorosas e autênticas. É telefonar para um amigo que não vê há tempos, é avisar que vai chegar tarde em casa”, sugere Edina. “A vida que vale a pena conjuga afeto”, diz.
 
 
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9 - Cultive a espiritualidade

Um número cada vez maior de pesquisas científicas mostra que as pessoas engajadas em práticas espirituais têm uma atitude mais otimista diante da vida e se recuperam mais rapidamente de doenças e cirurgias. Elas também possuem menos comportamentos autodestrutivos (como tabagismo, alcoolismo ou dependência de drogas), mais confiança, laços afetivos e maior satisfação com a vida de uma forma geral. Resta entender o que é espiritualidade. “É ter a experiência de sentir um significado ou propósito mais profundo da vida, a presença de um poder mais elevado guiando as nossas vidas, um sentido de harmonia com o universo. Para isso, não são necessárias crenças ou práticas religiosas. Recursos como ioga, meditação e técnicas de respiração profunda e até ser voluntário em ações sociais contribuem para expandir nossas mentes”, orienta a psicóloga Susan Andrews, formada na Universidade de Harvard, nos EUA, e especializada em biopsicologia, o estudo da relação entre saúde, corpo e mente. Todos, até os ateus, podem seguir as recomendações e sentir seus benefícios.