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Para escapar de encrencas:
1 Na era digital, as informações
valem ouro. Se você está em sites como Orkut, fotolog,
blog, etc... está dando sopa!
2 Desconfie de qualquer e-mail. Podem conter
vírus ou levar o usuário a cair na mão
de criminosos
3 O elo mais fraco é sempre você,
seja na empresa ou em casa. Os piratas digitais se aproveitam
de sua inocência e ignorância. Saiba como se defender. |
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| Educação |
| Os super-hackers |
Escola prepara jovens adolescentes
para ser especialistas em segurança
eletrônica e combater os crimes digitais |
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| Luciana Sgarbi |
Só no ano passado, os computadores brasileiros foram alvo
de 75 mil ataques pela internet. Em apenas dois meses, uma empresa
nacional de segurança identificou mais de quatro mil fraudes.
O alarmante é que oito em cada dez crimes digitais são
praticados por jovens. O relatório anual do FBI, a polícia
federal americana, calculou que os danos com crimes digitais somam
US$ 130 milhões, sendo US$ 43 milhões só com
vírus. A insegurança está no breve espaço
de um clique. Na luta pela proteção da informação
já tínhamos os bandidos. Faltavam os mocinhos.
Assim nasceu a Hackerteen, uma escola feita para quem parece ter
nascido diante do computador. Ali os adolescentes são educados
para virar empreendedores da informática. Recebem aulas de
ética e segurança da informação e se
preparam para dominar um mercado saturado de invasões, fraudes
e espionagens digitais. Quando o empresário Marcelo Marques
percebeu a queda no desempenho escolar de seu primo de 14 anos,
resolveu ter uma conversa franca com o garoto. “Apesar de
passar o dia todo jogando, percebi que ele não tinha conhecimento
técnico. Fui a lan houses e vi que a maioria dos garotos
não conhecia informática muito bem”, conta.
A partir daí nasceu o Hackerteen, curso com duração
de 18 meses e mensalidade salgada, de R$ 416, feito para a garotada
de 14 a 19 anos que queira se tornar um profissional qualificado
no sistema Linux.
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Gênios: eles deixam
de lado games
e joysticks para encarar aulas de ética
e empreendedorismo |
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O primeiro diferencial está na sala de aula. Tudo acontece
em uma sala de bate-papo (chat), onde a turma se reúne com
os professores. Quatro em cada cinco aulas são a distância.
Quando se encontram no curso, num bairro da zona sul de São
Paulo, os jovens testam seus conhecimentos ao desvendar os crimes
digitais de uma trama virtual. A metodologia baseia-se em desafios,
mangás – as histórias em quadrinhos japonesas
–, jogos RPG (Role Playing Games) e palestras.
Desmistificar o termo “hacker” é um dos objetivos
do curso. Ao contrário do que muitos pensam, hacker não
é ‘cracker’, o pirata que surrupia dados sigilosos.
“Diferentemente do criminoso que invade sistemas, o hacker
é um apaixonado
pela informática”, diz Marcelo Marques, sócio
e professor do Hackerteen. Para separar o joio do trigo, a saída
foi submeter os adolescentes a testes psicológicos. “Quase
a metade deles não é aprovada porque só quer
aprender a invadir computadores”, diz Marques.
Assim como um lutador de judô, os conhecimentos dos futuros
heróis digitais são classificados por faixas: branca,
amarela, verde, azul e preta. Para chegar à faixa preta,
é preciso ter desde uma postura física correta diante
do computador até montar um plano de negócios. “Queremos
despertá-los para esse mercado de trabalho, mostrando histórias
de gente que começou bem jovem”, conta Marques. Para
o faixa azul Lucas Teske, 13 anos, a aula mais difícil é
a de ética. “É bem puxado, o professor é
exigente e dá provas depois de passar todo o conteúdo.
Temos que estudar bastante.” A paixão de Lucas pelos
computadores começou cedo, aos três anos, quando ele
aprendeu a ler e escrever usando softwares educativos, antes de
entrar para a escola. O fato de seu pai, Werner Teske, ser técnico
em eletrônica contribuiu. “O Lucas era fechado, gostava
de fazer tudo sozinho. Agora ele faz provas em grupo e aprendeu
a ser mais responsável”, orgulha-se o pai.
O curso de piratas do bem é uma oportunidade para quem
quer fazer de sua fissura por jogos uma profissão. Além
de se especializar em segurança e administração
de redes, os alunos podem se preparar para tirar a certificação
LPI – Linux Profissional Institute. Válida mundialmente,
ela está entre as dez mais procuradas nos EUA e é
um aval de competência técnica do aluno. Empresas como
IBM e HP reconhecem os profissionais certificados pela instituição.
O mais jovem aprovado nesse teste é o brasileiro Adriano
Rutka, 16 anos, faixa verde no Hackerteen. “Tive que estudar
muito. O certificado prova o que sei e vai me ajudar na hora de
procurar emprego”, imagina o garoto. A primeira turma se forma
em novembro, mas o melhor aluno de faixa preta já tem emprego
garantido. Não é o único. Outras empresas estão
de olho no passe desses futuros heróis digitais. |