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Sucesso: em quatro meses,
já foram vendidos cerca de 150 mil exemplares do livro |
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| Capa |
| O peso dos tabus |
Livro ensina como enfrentar os principais
obstáculos para o sucesso de qualquer dieta |
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Cilene Pereira, Lena Castellón, Mônica
Tarantino
e Fernando Brum (ilustrações). Colaborou
Osmar Freitas Jr. (de Nova York) |
Quem já tentou fazer uma dieta sabe o quanto é difícil
suportar ficar longe de delícias como um bolo de chocolate
ou uma bela pizza. Para ajudar nessa tarefa um tanto quanto desumana,
há centenas de manuais oferecendo as estratégias mais
diversas. Faltava, no entanto, algo que auxiliasse as pessoas a vencer
outra barreira importante: a dos pensamentos que emperram o sucesso
de qualquer programa de emagrecimento a longo prazo. Tabus como o
de que é simplesmente impossível emagrecer e manter
o peso ou a crença absoluta de que só fazer exercício
basta. Um livro lançado em janeiro nos Estados Unidos preenche
essa lacuna. Trata-se do Weight loss that lasts, break through
the 10 big diet myths (em português, algo como “A
perda de peso definitiva, quebrando os dez grandes mitos da dieta”),
escrito pelo médico James Rippe, professor da prestigiada Tufts
University, com o grupo Vigilantes do Peso americano. Baseado em sua
longa experiência clínica e também nos relatos
obtidos pelos Vigilantes, Rippe montou uma lista com os dez mitos
que acabam com um regime. E os desmonta, um a um. A obra, é
claro, virou best seller em quatro meses. Até agora, já
foram vendidos 150 mil exemplares. Por enquanto, porém, não
há previsão de lançamento no Brasil. A seguir,
ISTOÉ apresenta um resumo dos mitos e dos argumentos defendidos
pelo especialista para mostrar por que, afinal, eles não passam
de obstáculos sem fundamento à boa forma.
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| Meta realista: perder cerca
de 10% do peso em seis meses. Mais do que isso é sonhar
demais! |
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| Mito 1 |
Você não consegue
perder
peso e manter-se magro |
De fato, isso é bem difícil. Segundo Rippe, várias circunstâncias contribuem para reforçar essa idéia. Uma delas é o próprio ambiente, cheio de tentações à mesa e com pouco estímulo à prática da atividade física. No entanto, é possível mudar o jogo. Uma das primeiras coisas a fazer é escolher corretamente o caminho para um emagrecimento duradouro. Nada de dietas restritivas ou que prometam resultados maravilhosos em pouco tempo. “Quem faz isso, logo depois volta a engordar porque não aguenta manter a alimentação proposta”, concorda o endocrinologista Walmir Coutinho, vice-presidente da Federação Latino-Americana de Sociedades de Obesidade. Deve-se promover uma mudança na mesa que seja eficiente, mas que atenda a seus prazeres. Também é preciso apagar da mente o pensamento – confortável, é verdade – de que, se o regime está quase sempre fadado ao fracasso, não vale a pena tentar. Outras atitudes são necessárias. Entre elas, colocar metas de pequeno e longo prazos (para não esperar demais e se frustrar depois), iniciar um programa com uma atividade física de que goste, e gradativamente, em casa, trocar as prateleiras de chocolates e salgadinhos por alimentos menos tentadores.
| Mito 2 |
Uns quilinhos a mais realmente
fazem diferença? |
Embora muita gente queira acreditar que não, a verdade é que fazem sim. E não só para a silhueta, mas também para a saúde. “Mesmo o ganho de cinco ou sete quilos na idade adulta aumenta consideravelmente os riscos de moléstias cardíacas e diabete”, disse a ISTOÉ James Rippe. O contrário, é claro, resulta em benefícios consideráveis. Segundo o médico americano, perdas entre 5% e 10% do peso reduzem o risco de câncer de mama, em especial se ocorrerem antes dos 45 anos, e diminuem a chance de desenvolver diabete em 58%. Por isso, é bom ficar atento às variações na balança. Uma das orientações de Rippe é calcular seu IMC (Índice de Massa Corporal), calculado pelo peso dividido pela altura ao quadrado. A partir dessa informação, verifique se você está na faixa saudável, com sobrepeso ou obeso (de 25 a 29,9 é sobrepeso; de 30 a 39,9, obesidade; acima de 40, obesidade mórbida).
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Ambiente a favor:
crie uma atmosfera que estimule você a emagrecer
• Diga aos familiares e amigos que está tentando e peça seu apoio
• Compartilhe as pequenas vitórias
• Procure a companhia de pessoas que o ajudem e evite as que sabotam seus planos |
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| Mito 3 |
Força de vontade é
a chave
do sucesso de uma dieta |
Quem já não ouviu essa história? Apesar de muito falada, trata-se de balela. “É um absurdo colocar a culpa pelo fracasso de um programa de perda de peso no paciente”, concorda o médico Hélio Ventura, do Rio de Janeiro, especializado em Medicina do Exercício. No livro, Rippe diz que a força de vontade é apenas uma das partes da equação que leva ao emagrecimento e à manutenção do peso a longo prazo. Não há empenho mental que aguente, por exemplo, ficar eternamente longe de uma guloseima muito apreciada. Em algum momento, a resistência desaba. Por isso, é importante não tirar radicalmente nenhum alimento, muito menos os mais desejados. Também é pedir uma força sobre-humana ir com frequência a restaurantes com pratos calóricos e atraentes e simplesmente não comer. O melhor é não ir ou reduzir esses programas. Deixar longe dos olhos as tentações é boa pedida. Outra maneira de aproveitar a força mental de maneira positiva é encontrar uma motivação (uma festa que se aproxima, por exemplo).
| Mito 4 |
Você pode perder peso
somente com exercícios |
Ninguém duvida que a prática regular de exercícios traz benefícios. Mas já que o objetivo é emagrecer e sustentar a perda de peso, o ideal é aliá-la a mudanças alimentares. Isso porque, explica Rippe, diversos enganos são cometidos sob a justificativa de que se está malhando. Um deles é ingerir porções maiores de comida porque calorias estão sendo queimadas. É como se a pedalada da manhã configurasse uma poupança que poderia ser gasta na forma de uma pizza quatro queijos à noite.
E jogar para cima a quantidade de exercícios feitos é outro problema. Por exemplo: uma caminhada de meia hora não dura 30 minutos se a pessoa pára no meio do trajeto para tomar suco de laranja na padaria. O correto é focar-se na atividade, mesmo que ela dure dez minutos, além de manter a dieta equilibrada. “Muitos estudos demonstram que indivíduos que acreditam que apenas com exercícios físicos podem perder peso estão enveredando num mito. Somente as atividades físicas não são capazes de garantir perdas de peso duradouras”, disse Rippe a ISTOÉ. Na opinião de Fabio Saba, autor do livro Mexa-se (editora Takano), no entanto, é possível emagrecer apenas com a malhação. “O exercício melhora o metabolismo. Se alguém partir para a atividade física e não fizer dieta, vai perder peso desde que se movimente regularmente e siga uma meta”, diz. |