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| Ataque: as células
CD 4 são invadidas e mortas pelo vírus. Por isso,
as defesas do corpo se enfraquecem brutalmente |
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| Aids |
| Quase um tsunami |
Estudo mostra que o HIV promove
destruição arrasadora de células
de defesa logo nos primeiros dias
após a infecção |
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| Osmar Freitas Jr. – Nova York
(EUA) |
Muitas descobertas sobre os mecanismos de ataque usados pelo HIV, o vírus da Aids, mudaram a estratégia de defesa contra esse inimigo. Na semana passada, duas novas informações publicadas na Nature, uma das mais prestigiadas revistas científicas do mundo, se juntaram aos achados que contribuem para abrir caminhos contra o agente, responsável por uma epidemia que atinge quase 40 milhões de pessoas no planeta.
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Como atuam as drogas:
• A maioria dos remédios inibe a reprodução
do vírus dentro
das células CD-4 em duas fases do seu processo de replicação:
no início e no final
• Já existe também outra alternativa, que impede a ligação (fusão) do HIV com as CD 4 |
A primeira foi obtida por cientistas da Universidade de Minnesota
(EUA). Eles mostraram que o HIV não somente mata as células
CD-4 (integrantes do sistema de defesa do organismo), mas também
as induz à morte. O outro trabalho foi realizado por Mario
Roederer, do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas
dos EUA. O cientista descobriu que a ação do HIV é
muito mais avassaladora do que se imaginava. Para chegar a essa conclusão,
Roederer investigou o comportamento do SIV, vírus responsável
pelo desencadeamento de uma espécie de versão da Aids
em macacos e que por isso é utilizado como modelo de pesquisas
sobre a enfermidade. O americano verificou que, além das células
CD-4, outro alvo atacado é um subtipo de CD-4 chamado CD-4
T de memória. São as primeiras células a serem
acionadas para combater as infecções.
Roederer constatou que elas são também as primeiras
a sucumbir, e numa velocidade impressionante. Segundo a pesquisa,
cerca de 80% dessas células são aniquiladas pelo SIV
em duas semanas. Se a informação se confirmar com o
HIV, como é o esperado, a ciência terá de correr
atrás de uma forma de proteger essas estruturas. E rápido.
“O estudo indica que teremos de iniciar o combate ao vírus
o mais breve possível”, afirma o infectologista David
Uip, da Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo. |