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| Por Tales Faria – Colaboraram: Mário Simas Filho e Weiller Diniz |
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Acendeu
a luz vermelha no gabinete do coordenador político do Palácio
do Planalto, ministro Aldo Rebello. Acossado pelo PT, ele apostou
todas as suas fichas na coalizão formal com o PMDB, tendo como
interlocutores privilegiados o líder do governo no Senado,
Renan Calheiros, e o ministro das Comunicações, Eunício
Oliveira. Mas estes foram derrotados na reunião da Executiva
do partido, na quarta-feira 8, que confirmou a Convenção
Nacional do domingo 12. O racha no PMDB deixou claro que Renan, Eunício
e o presidente do Senado, José Sarney, não conseguem
trazer para o governo o PMDB razoavelmente unificado. Os petistas
agora fazem coro: a base governista está de cabeça para
baixo e não é mais possível deixar de responsabilizar
o coordenador político do Palácio. Até então,
Aldo vinha conseguindo fugir do tiroteio, com a imagem de vítima
dos ataques petistas. Mas o problema objetivo é que, com a
encrenca em torno do PMDB, ele voltou a figurar na lista de ministros
que podem ser removidos na próxima reforma ministerial. |
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Secretário
do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o ministro
petista Jacques Wagner (foto) está candidatíssimo
ao lugar de Aldo Rebello como coordenador político do governo.
O presidente da Câmara, João Paulo Cunha, pode ocupar
seu lugar. Com a mexida, Lula recomporia o esquecido “núcleo
duro do governo”. Só com petistas. |
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A
confusão com o PMDB pegou o governo desprevenido. Ninguém do alto
comando do Palácio (até porque o presidente Lula tem se fechado em
copas)
sabe exatamente as consequências da encrenca na reforma ministerial.
A única aposta em curso é uma só: a reforma ministerial, nos moldes
em
que era pensada, será adiada. Deve ocorrer a conta-gotas. |
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Foi idéia do líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante
(foto), transferir José Dirceu para o Ministério
do Planejamento na reforma ministerial.Mas nem Dirceu nem Lula gostaram:
“Eu jamais pensaria uma coisa dessas, presidente”, esquivou-se
Dirceu. Ante um Lula carrancudo, Mercadante assumiu: “É
verdade, não falei com o Dirceu sobre isso.” |
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O
presidente Lula mandou avisar aos oposicionistas do PMDB: não vai
ceder a cabeça dos governistas do partido. Qualquer negociação com
os governadores ou com a ala oposicionista não pode incluir a demissão
dos peemedebistas que estão no governo. Fracos ou fortes, eles ficam
onde estão. |
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| Rápidas |
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• O ex-presidente do PSDB Pimenta da Veiga tem dito a amigos
que o candidato do partido à Presidência será o senador Tasso Jereissati.
É o único que não tem nada a perder se for derrotado por Lula em
2006..
• Líder do PSDB na Câmara no governo Fernando Henrique, Jutahy
Magalhães Filho (BA) aposta: FHC não será candidato a presidente.
“Mas, como precisaremos vencer em São Paulo, o PSDB acabará exigindo
que ele seja candidato a governador.”
• Sucessão na presidência do PT no Rio. Há candidatos de todas
as tendências e uma unanimidade: Wladimir Palmeira tem que ser candidato
a governador. O ex-deputado, que jura ainda não ter se decidido,
tem conversado com José Dirceu.
• Cotado para coordenador político do governo, o ministro
Jacques Wagner também quer a vaga do PT da Bahia para concorrer
a governador. Procurou o oposicionista Geddel Vieira Lima (PMDB-BA)
falando em um possível encontro com Lula.
• Com Roseana Sarney como sua provável ministra, e Ciro Gomes
já na equipe, Lula já contabiliza dois candidatos a vice em 2006
sob seu arco de influência. Mas acha que ainda dá para atrair mais
nomes.” |
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