DUAS HORAS BASTAM
 
Prensa Três  
Angelina dá a receita de como ser mãe atenciosa e viver
a sexualidade sem complicações

Osmar Freitas Jr.

ISTOÉ – Você agora é mãe de família. Como faz para cuidar do filho e ao mesmo tempo tratar de sua vida sexual? Dá tempo para transar?
Angelina –
Claro que dá! Não tem problema algum. Tenho dois amantes – que são meus amigos há tempos. Não, não vou dizer os nomes. Eles são meus parceiros sexuais e a gente se dá muito bem. Nós vamos a um hotel e duas horas depois estou a caminho de casa. Não tem complicação alguma. Posso ficar duas horas longe das tarefas maternas.

ISTOÉ – Não existem envolvimentos emocionais mais complicados com estes dois amantes-amigos?
Angelina –
Não tem nada de complicado. Nos conhecemos há tempos e nos entendemos muito bem. Não existe ciúmes ou qualquer intenção de um relacionamento mais complicado. Somos amigos e nos damos bem sexualmente também. E, se acontecer de me interessar por outros, vou fazer o mesmo. Em duas horas, num hotel, é possível dar conta dos desejos sexuais.

  The Nation/EFE
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ISTOÉ – Com você? Duvido!
Angelina –
Talvez você queira que eu
prove. Talvez um dia. Mas em duas
horas dá tempo de sobra.

ISTOÉ – Cada amante sabe da existência do outro?
Angelina –
Sim. Acho que sim. Não importa. Nós não ficamos falando de nossas vidas sexuais ou de outras pessoas. Duas horas só dão para o sexo e não para psicoterapia, o que ninguém quer. Preferimos viver a sexualidade, em vez de discuti-la. Não há interesse da parte deles em saber com quem eu me deito. Não há ciúmes, como eu disse.

ISTOÉ – São espertos estes seus amantes. Com você ao lado, quem se importa com tais nuances?
Angelina –
Ei! Espero que alguém se importe. Um dia. Não agora. Mas espero que se importem...

steve marcus/reuters  
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ISTOÉ – O diário USA Today publicou uma frase sua – ou pelo menos estava entre aspas – em que você dizia que sabia dar prazer a uma mulher. Você transa com mulheres? Sabe dar prazer a elas?
Angelina –
Eu adoro mulheres. Claro que sei como dar prazer a elas. Sei o que elas querem. Já transei com mulheres várias vezes. Se pintar a vontade, e as condições forem propícias, não tenho nenhum problema em transar com uma mulher. E acho que faço isso muito bem. Nenhuma reclamou.

ISTOÉ – Você já disse que não tem muita paciência com homens ocidentais. Por quê?
Angelina –
Não, o que eu disse é que não tenho paciência com estes homens ocidentais que afirmam não ter paciência com suas próprias famílias. Que não têm condições psicológicas para segurar a barra da família. E se afastam da família, procurando algo egocêntrico. Como fez o meu pai, por exemplo. Nas minhas viagens à África, ao Afeganistão, ao Camboja e a outras partes do mundo, vi homens chorando porque não tinham como sustentar a família. Vi homens desesperados para arranjar comida para a família, que estava morrendo de fome. Vi homens entrarem em zonas de combate, zonas de guerra, para salvar suas famílias. Assim, não tenho mesmo paciência com os homens daqui, por exemplo, que dizem não aguentar as pressões psicológicas supostamente impostas por suas famílias. É o caso de meu pai.

ISTOÉ – Você não fala com seu pai?
Angelina –
Não, não temos tido contato. Meu pai foi ausente de minha vida. E permanece assim. Faz muito tempo que não nos falamos. Meu pai adotivo é o Oliver Stone, que me ensinou a importância de ler jornais estrangeiros, olhar o mundo sob uma perspectiva diferente.

  Claudio Onorati/EFE
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ISTOÉ – Você assistia aos filmes de seu pai?
Angelina –
É engraçado. Eu fiz o filme Capitão Sky e o mundo de amanhã e levei meu filho Maddox. Ele
ficou assustado em ver meu rosto tão grande na
tela. O mesmo aconteceu comigo no primeiro filme
que vi com meu pai, em 1979. O filme era o
O campeão
. O personagem dele morre no final. Fiquei supertraumatizada. E o pior é que ele apanhava muito no filme. Foi um horror. Mas, com meu filho, aconteceu que ele se assustou com o tamanho do meu rosto. Parece que eu tenho uma grande participação neste filme, mas na verdade trabalhei apenas 14 minutos. Em O espanta tubarão, meu trabalho foi ainda menor. Levei Maddox para ver e ele não acreditou que era eu. Eu dizia: “Olha, filhinho, é a mamãe lá.” Ele via o peixe e fazia não com a cabeça. E eu fiz o filme só por causa dele. Imagine!

ISTOÉ – Como foi o trabalho em Alexandre?
Angelina –
É sempre maravilhoso trabalhar com o Oliver. Ele é meu diretor preferido. Em Alexandre, ele juntou as quatro pessoas mais loucas de Hollywood. Além dele, o Colin Farrell – se te interessa, eu não dormi com ele como dizem –, o Val Kilmer e o próprio Stone, além de mim. Foi uma loucura. Nos demos muito bem e o filme é uma obra-prima que merece o Oscar de melhor diretor.


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