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REVISTA: COLUNAS: EM CARTAZ |
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| McCulloch: concerto acústico com brasileiros |
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Ian McCulloch no projeto Solos (São Paulo,
DirecTV Music Hall, dia 22; Brasília, Iate Clube, 23; Porto
Alegre, Bar Opinião, 25; Belo Horizonte, Paço das Artes,
27; Rio de Janeiro, Claro Hall, 30) – A voz esgarçada
pelo fumo e pelo álcool, que se tornou a marca registrada do
grupo de Liverpool Echo & The Bunnymen, surgido na virada dos
anos 1980, inaugura o projeto Solos, que traz líderes
de bandas em apresentações acústicas. Carismático
até o último fio dos cabelos decididamente desajeitados,
McCulloch promete para a segunda parte
do seu concerto um set ao lado de músicos ingleses e brasileiros
com a participação de convidados como Leo Jaime, Wander
Wildner, Roberto Frejat e Samuel Rosa, variando conforme a cidade.
No repertório, canções de seu mais recente álbum
solo, Slideling, sucessos dos Bunnymen, além de clássicos
de David Bowie e Beatles. E em agosto, para o mesmo projeto, vem aí
Chrissie Hynde, fundadora da banda Pretenders. (Luiz Chagas) |
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| Arieta: nova estrela nos domínios de Antunes
Filho |
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O canto do Gregório (Sala CPT, São Paulo) –
Uma nova estrela surge dos domínios do Centro
de Pesquisa Teatral (CPT), dirigido por Antunes Filho. No papel de
Gregório, Arieta Corrêa desponta como uma atriz de grandes recursos,
sustentando um texto que não dá tréguas ao espectador. Assinada pelo
jovem Paulo Santoro, a peça mostra um ser atormentado diante do absurdo
da existência, que, na sua busca, questiona figuras como Jesus Cristo,
Buda e o filósofo Sócrates. As situações lembram o universo literário
de O estrangeiro, de Albert Camus, e O processo,
de Franz Kafka. Mas o espetáculo supera a verborragia com uma encenação
sem penduricalhos, que tira proveito da proximidade da platéia de
apenas 70 lugares. (Ivan Claudio) |
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| Connick, Jr.: arranjos iguais e interpretações
preguiçosas |
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Only you, com Harry Connick, Jr. (Sony Music) – Quando
o cantor e ator de New Orleans surgiu na segunda metade
dos anos 1980, foi saudado como o novo Frank Sinatra. Exageros à parte,
Connick, Jr. mostrou sua voz macia
ao mundo em álbuns quase sempre recheados de toques clássicos. Afinal,
é a praia na qual o intérprete e pianista
quis construir sua carreira. Mas tem um momento em que tudo o que
já foi gravado pelos maiores nomes da música americana acaba se esgotando
e, com rarísssimas exceções, não há mais o que acrescentar às tão
decantadas canções. O CD Only you é exemplo deste erro, com
um Connick, Jr. burocratizando todas as músicas e empastelando-as
com arranjos muito iguais e interpretações preguiçosas. Até parece
a Gal Costa de calça. (Apoenan Rodrigues) |
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| A noite (Versátil Home Video) – Realizado há 44
anos, este magnífico filme de Michelangelo Antonioni compõe com A
aventura (1959) e O eclipse (1961), a chamada trilogia
da incomunicabilidade. Com estilo depurado – a própria “visão do silêncio”,
como definiu Caetano Veloso na música que fez em homenagem ao diretor
italiano –, Antonioni acompanha um dia na vida de um casal em crise,
encarnado por Marcello Mastroianni e Jeanne Moreau. Os dois amargamente
descobrem que já não estão unidos “por algo além do tempo e do hábito”.
Como complemento, o disco traz um precioso documentário no qual Antonioni
– que hoje não consegue mais falar em decorrência de um derrame –
comenta todos os seus filmes, de Gente do pó (1943) a Além
das nuvens (1995). (Ivan Claudio) |
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