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Os
donos da festa
"Oi noites cariocas"
é a nova aposta de Alexandre Accioly. Ele e outros jovens
empresários dominam a balada do eixo-Rio-SP |
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Celina
Côrtes e Sara Duarte
Colaborou: Mariana Abreu Sodré
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Ecléticos:
O Gero (acima) é uma sociedade entre Accioly e João Paulo Diniz.
Abaixo, o empresário e Calainho no Morro da Urca |
Ele apareceu
na cena carioca em
2001, como namorado de Adriane Galisteu. Hoje, o nome do empresário
carioca Alexandre Accioly, 41 anos, está ligado a grande parte
dos eventos e festas mais comentadas do eixo Rio–São
Paulo. A ele unem-se na balada outros jovens empresários bem-sucedidos,
como Luiz André Calainho, 37 anos; os paulistas Luciano Huck,
31, João Paulo Diniz, 39, e Pedro Paulo Diniz, 33; o capixaba
Marcus Buaiz, 26; e o pernambucano Edsá Sampaio, 40, que vivem
na ponte aérea. Como uma teia, eles vão trançando
as sociedades. E os nós são amarrados
com restaurantes, bares, estações de rádio e
até com um hotel em Fernando
de Noronha. Um leque de atividades
que permite dizer, sem pestanejar, que esses rapazes são os
reis da noite brasileira. Reis Midas, com o perdão do trocadilho.
A última novidade da turma foi a inauguração,
na sexta-feira 9, da casa noturna Oi Noites Cariocas, no Morro da
Urca, no Rio. Sob a batuta de Accioly e Calainho – sócios
na produtora Q!Faz, que assina a direção artística
do espaço –, a casa será um revival do Noites
Cariocas, que agitou a capital fluminense nos anos 80. Antes, a
moçada pegava o bondinho na madrugada para paquerar e dançar
ao som de música nacional. Agora, o lugar volta com jeitão
de século XXI: mais tecnologia, conforto e apenas 1,8 mil
lugares, metade da capacidade da boate original. “É
um lugar onde posso curtir as estrelas, dançar em pista aberta
e ver ótimos shows”, exulta Accioly.
Nada mal para ele que não bebe, não usa drogas e
não suporta
cheiro de cigarro. No entanto, parece movido a guaraná em
pó. “Sou ‘ligado’ pela emoção”,
explica. Tanto é que o empresário acabou de
fazer um cartão no qual assume sua verdadeira vocação:
Accioly Empreendimentos e Entretenimento. O título pode ser
traduzido em números: com um patrimônio de mais de
US$ 10 milhões, o homem
que começou no ramo de telemarketing hoje tem 16 empresas
e mais de 42 sócios. Na produtora de eventos Q!Faz, é
parceiro de Luiz André Calainho e Luciano Huck. A empresa
realiza festas para celebridades e festivais de música como
o Skol Hip Hop Manifesta. Como investidor,
leva para o Rio de Janeiro templos da gastronomia, como os restaurantes
Gero e Forneria, da família Fasano, ou revitaliza antigos
símbolos de glamour da cidade, como o Clube Gourmet.
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Parceiros:
Marcus Buaiz, Edsá Sampaio e Pedro Paulo Diniz promovem eventos
que já fazem parte do calendário |
Elogios – Ricardo Amaral, há décadas
conhecido como o rei da noite carioca, é só elogios
para Accioly. Os dois são sócios no
Clube Gourmet, em Ipanema. “Ele tem as características
do grande empreendedor. É preciso muito entusiasmo para uma
atividade
tão adversa”, observa o mestre,
que da década de 70 ao início
da de 90 atuou na contramão do novo sócio. “Já
levei marcas cariocas para São Paulo, como a boate Zum Zum.
Mas, que eu me lembre, é a primeira vez que acontece o inverso”,
analisa Amaral. Ele refere-se aos planos de Accioly de em breve
levar para o Rio outras grifes gastronômicas paulistanas,
como os restaurantes Kosushi e Rubaiyat.
A volta do Noites Cariocas tem um quê emblemático
para Accioly. É que, com a reabertura da casa, ele realiza
o antigo sonho de devolver o Morro da Urca ao centro da badalação
carioca. Fundado em 1980, após o fechamento da boate Dancing
Days, que funcionava no local, o primeiro Noites foi criado por
Nelson Motta. Foram nove anos de badalação, com apresentações
de mais de 200 bandas. “Era muito rock, funk e pop, batizados
de ‘música pra-pular brasileira’”, lembra
o respeitado produtor musical. Accioly, então adolescente,
era um dos milhares de fãs que faziam fila para assistir
aos shows de artistas como Paralamas do Sucesso e Lulu Santos.
Disposto a reviver o espírito da época, Accioly
investiu US$ 3 milhões na recuperação do espaço.
Também contratou Nelson Motta como consultor artístico,
para manter a tradição de mesclar shows de grandes
estrelas com os de novos talentos musicais. Já a concepção
do novo conceito da casa noturna ficou a cargo de Luiz André
Calainho. Diretor das rádios Jovem Pan Rio e Paradiso, é
um dos profissionais mais gabaritados para organizar eventos que
mobilizam a moçada endinheirada. Por sugestão dele,
em vez de uma grande arena para um público de até
quatro mil pessoas, como o Noites Cariocas original, a nova casa
será um espaço intimista. Além de uma varanda
ao ar livre, haverá um anfiteatro e um lounge com 80 almofadões.
Tudo à luz de velas. A partir das 22h, o som ambiente será
música suave (chill out). Os shows acontecerão da
0h à 1h30 e, a partir daí, o DJ Dom Pepe tocará
músicas dos anos 70 a 90. Para aqueles com menos de 30 anos,
haverá uma pista onde se pode dançar som contemporâneo.
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