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17/12/2003

Novos mercados

Foi com grande satisfação e orgulho que li a reportagem de capa “As viagens do presidente” (ISTOÉ 1784). Espero que muitos tenham lido e admitido que o nosso presidente tem feito muito pela imagem do País desde a sua posse. Fico feliz que os resultados dessa gestão estejam sendo divulgados e amplamente defendidos por diversos segmentos da sociedade, tais como o empresariado, economistas, jornalistas, políticos, etc. E fico mais feliz ainda porque foi esse homem monoglota, torneiro mecânico, que escolhi para ser o presidente do meu país; para mostrar ao mundo lá fora que não somos um paisinho subordinado aos sangue-sugas dos poderosos países ricos. Temos opiniões, um país enorme com um povo maravilhoso e devemos ser respeitados, exatamente como Lula está fazendo. Parabéns, presidente!
Márcia Cristina Abreu de Paula
Belo Horizonte – MG


A reportagem, mais uma vez, deixa clara a posição de que o presidente não mudou. Seu interesse continua sendo o Brasil soberano e sua simplicidade é uma característica que não vão conseguir abalar. 2004 marcará certamente o nascimento do que hoje ele planta em todo o mundo, principalmente no campo macroeconômico. Em 2005 estaremos colhendo com fartura e relativa paz a semente que foi lançada. Parabéns ao repórter e à equipe.
John Land Carth
Brasília – DF

Laudo

Com a exclusão dos exames psiquiátricos e psicológicos, como ficam os casos dos presidiários que realmente apresentam alteração de comportamento decorrente de um distúrbio psíquico? Sou psiquiatra e psicanalista, e fui diretor de um hospital de custódia em Natal (RN) por quatro anos. Vi o quanto é importante distinguir na transgressão de um presidiário o que é resultado do sintoma psíquico e o que se limita à infração da norma de comportamento. E, ao meu ver, só através de um adequado e qualificado exame médico-psicológico é possível perceber essa diferença. Excluir esse exame é nivelar de modo indiferenciado todos os presidiários. Para mim, trata-se de uma resolução que deixa de avaliar e considerar todo o avanço técnico científico que a psiquiatria e a psicologia conseguiram desde o final do século XIX. Com essa medida, voltamos no tempo e para pior!.. Diga-se de passagem, o exame psiquiátrico e psicológico deve servir para iluminar o que não se percebe tão-somente por meio de um julgamento disciplinar, por mais legal que ele seja. É ocioso dizer que o campo psiquiátrico-psicológico não deve ter ingerência autoritária sobre o campo jurídico, devendo apenas complementá-lo para o bem da cidadania. Assim sendo, o texto constitucional é preservado e respeitado, e não, ao contrário, como indica o artigo “É para valer. O laudo acabou” (ISTOÉ 1784).
Arnaldo R. Bezerra Filho
Natal – RN

Bingo

Parabéns a ISTOÉ pela maneira esclarecedora e realista com que tratou o tema na reportagem “Regulamentar é preciso” (ISTOÉ 1783). Queria aproveitar para expressar a minha total vontade e dedicação política para defender a manutenção dos bingos em Curitiba. O Paraná é o único Estado da federação que não permite o pleno funcionamento das casas de bingo por único e exclusivo capricho do governador. Mas graças à Lei Camargo, que é de minha autoria, o município de Curitiba terá condições de permitir o funcionamento das casas de bingo por ser ela baseada na legislação federal que permite a cobrança de impostos, o ISQN (Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza). Fui eleito para lutar por mais empregos para a população e mais renda e tributo para o município e é exatamente isso que estou fazendo. Sem contar que o esporte amador e a construção de casas populares são os maiores beneficiados por esta taxação. O Estado do Paraná não pode ser comandado por atitudes intempestivas e intransigentes de nosso governador. Quem perde é toda a população que ele prometeu defender.
Vereador Fabio Camargo
Vice-presidente da Câmara Municipal de Curitiba
Curitiba – PR


Parabéns pela reportagem de capa que abordou a necessidade
de regulamentação dos bingos no Brasil. A questão, que estava adormecida, parece que agora começa a ser priorizada pelo governo. Nossa entidade, como representante dos trabalhadores da área de turismo e hospitalidade, abrangendo os empregados das casas de diversões e, portanto, toda a mão-de-obra que atua nos bingos,
apóia a regulamentação, especialmente pelo grande potencial
desses estabelecimentos para geração de empregos, renda e divisas
para o País. Nesse sentido, já oferecemos sugestões importantes e participamos de debates com o grupo de trabalho interministerial
criado pelo presidente Lula e chefiado pela Casa Civil, que concluirá
por um projeto de lei acerca do assunto. Considerando a meta do governo federal de gerar dez milhões de empregos, nada mais coerente do que assegurar os 120 mil empregos diretos já gerados pelos bingos, assim como não se pode dispensar a possibilidade de geração de novos 400 mil postos de trabalho.
Moacyr Roberto Tesch Auersvald
Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade – Contratuh
Brasília – DF


A matéria praticamente ignora o grande problema dos bingos, que é o vício que acomete considerável parcela dos frequentadores e cujo prejuízo financeiro atinge não só a eles, mas também seus familiares e amigos. E isso é muito, mas muito mais expressivo do que os tão propalados 120 mil empregos gerados pelo setor. Aliás, a regulamentação deverá prever que os frequentadores sejam devidamente alertados sobre os riscos do vício através de advertências afixadas nas próprias instalações onde funcionar o jogo, a exemplo do que já acontece com os maços de cigarro e as garrafas de bebidas alcoólicas.
Eliana D’Agostini
Extrema – MG

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