Veja também outros sites:
Clique para vê-la ampliada
EDIÇÃO Nº 1781
 Capa
 Índice
 ISTOÉ São Paulo
 Exclusivo Online
 EDITORIAS
 Artes & Espetáculos
 Brasil
 Ciência & Tecnologia
 Comportamento
 Economia & Negócios
 Educação & Cidadania
 Internacional
 Medicina & Bem-Estar
 SEÇÕES
 A Semana
 Avenida Brasil
 Cartas
 Editorial
 Em Cartaz
 Entrevista
 Fax Brasília
 Gente
 Século 21
 Viva Bem
 SERVIÇOS
 Edições Anteriores
 Biblioteca
 Fale Conosco
 Newsletter
 Assinaturas
 Publicidade
 Expediente
 
 Busca
 Procure outras matérias
 INTERNACIONAL 19/11/2003
Iraque

Antes que seja tarde
Resistência armada à ocupação enfraquece “falcões” e
obriga os EUA a apressar entrega do poder em Badgá

Ruben Alfonso/ Reuters
Encruzilhada: ataques já atingem italianos, ameaçam Berlusconi (à dir.) e fazem Paul Bremer (à esq.) mudar planos

Osmar Freitas Jr. – Nova York (EUA)

Nem mesmo o Conselho Nacional Iraquiano – uma colcha de retalhos
de políticos escolhidos a dedo pelo Pentágono – aguenta mais a administração americana no Iraque. Querem a passagem rápida do
poder exercido pelos Estados Unidos no país para mãos nativas. A desenfreada carreira que levou o administrador americano, Paul Bremer III, de Bagdá a Washington, na semana passada, dá mostras dessa urgência. Em sua bagagem, ele levou esboços de planos para eleições antecipadas – possivelmente em meados de 2004 – e a entrega dos negócios de governo aos futuros escolhidos via voto.

A pressa de agora já vem tarde. Não há mais dúvidas de que se enfrenta no Iraque uma guerra de insurgência, e não apenas atos terroristas, como vinha proclamando com insistência o governo George W. Bush.

Atos terroristas, na definição militar deste país, envolvem basicamente baixas civis. O que se tem no Iraque é uma guerra de atrito, organizada e com algum apoio da população”, diz o senador republicano John McCain, que apoiou a invasão do país, mas tem sido um crítico cada vez mais estridente da política americana no local. Das mãos de Bremer, o Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca também recebeu um relatório do escritório da CIA em Bagdá dando conta de que aumenta o apoio da população em geral às operações dos rebeldes. Segundo o comandante das tropas americanas que ocupam o Iraque, John Abizaid, os inimigos dos Estados Unidos não passam de cinco mil pessoas, mas fazem muito estrago. “Esse número pode parecer pouco, mas são
inimigos muito perigosos, bem armados e financiados”, afirmou o
general. São mais de 30 atentados diários sofridos pelas tropas da coalizão. Na quarta-feira 12, por exemplo, em um destes atentados,
na cidade de Nassíria, 26 pessoas morreram. Um caminhão-bomba
demoliu o quartel-general das tropas italianas, ferindo 105 pessoas e matando nove iraquianos e 17 soldados da Itália, o maior número de baixas de membros não-americanos das forças de ocupação. Os estilhaços desta bomba chegaram até o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi. Ele, que já enfrentava oposição à participação de seus compatriotas no imbróglio iraquiano, corre agora o risco de colher o voto de desconfiança do Parlamento italiano.

Berlusconi não é o único que está correndo o risco de perder o emprego. Toda a cúpula neoconservadora do Pentágono, composta de liderança civil encabeçada pelo secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, vem sofrendo bombardeio. Os petardos vêm desde a oposição democrata, passando por membros do Partido Republicano, e desembocam na própria Casa Branca. Há três semanas, a conselheira de Segurança Nacional, Condoleezza Rice, já havia ocupado muito espaço de Rumsfeld no planejamento do pós-guerra no Iraque. O plano de Bremer, aprovado agora pelo Conselho de Segurança Nacional, pretende entregar o governo iraquiano para um conselho provisório de políticos locais. Em meados de 2004 seriam realizadas eleições para a escolha de lideranças definitivas. Ainda não se bateu o martelo sobre a retirada de tropas de ocupação. Caso isso não aconteça, os atentados deverão continuar e a segurança do país permanecerá insustentável. “Bush sabe que não pode retirar as tropas em curto espaço de tempo. Primeiro, porque isso seria equivalente ao reconhecimento de derrota. Segundo: não se sabe quem será eleito. Corremos o risco de que a maioria xiita ocupe o governo e tente instalar um regime teocrático islâmico no local. A situação não seria aceita pelos sunitas, curdos e outras etnias nacionais. Quem ganhar as eleições terá nas mãos caneta, tinta e papel para escrever a Constituição que quiser para o país”, diz o senador McCain. Ou seja: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

Imaginava-se nos corredores do Pentágono que uma Constituição deveria ser escrita e aprovada pelo Conselho Nacional Iraquiano – que, a bem da verdade, não fez nenhum progresso sequer conseguiu entendimento entre seus membros. Bremer, que vive o cotidiano explosivo na região, sabe que não há tempo para exercícios de literatura constitucional. Está cada vez mais claro que a comunidade internacional estava com a razão em recomendar a entrega da rapadura aos iraquianos. “O que parece que vão tentar agora é aquilo que Sérgio Vieira de Mello já havia dito há meses, e que o secretário-geral, Kofi Annan, continua insistindo. O problema é que, agora, pode ser tarde demais”, diz uma fonte diplomática francesa na ONU, em Nova York. A pressa, inimiga da perfeição, neste momento pode não ter mais serventia para iraquianos e americanos.

 
O QUE VESTIR?

Teste as opções do guia da Moda de ISTOÉ e confira como é fácil se vestir sem
medo de errar

HOMEM MULHER
ENQUETE

A maioridade deve ser estendida aos jovens de 16?

RAIO-X

Você consegue decifrar olhares e expressões faciais?

VITÓRIA
Aos 75, ela é uma das estrelas do tênis mundial
MAGIA

As novas do bruxo chegam às livrarias

• Clique e assista
ao trailler do filme
BOLA DIVIDIDA

Teste revela se você tem mais habilidades masculinas ou femininas

INTERATIVOS
Kama Sutra
Altar virtual
Jardim Perfumado
Tarô
Realejo
 
| ISTOÉ DINHEIRO | ISTOÉ GENTE | PLANETA | EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE | AVISO LEGAL |
© Copyright 2003 Editora Três