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Momix
para todos
Com sua vanguarda, o grupo americano
conquista os brasileiros |
Mariana
Abreu Sodré
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SOMBRAS
os dizeres Eu amo o Rio surpreenderam os cariocas |
Balé moderno é pouco. Espetáculo multimída
também não serve. É preciso assistir a um dos
espetáculos da companhia de dança contemporânea
Momix para entender a combinação de sons, luzes, sombras
e projeções e, quem sabe, descobrir a definição
mais apropriada. Pela oitava vez no País, a trupe americana
é um fenômeno de público. Cativa crianças,
famílias e casais, tradicionais ou modernos, nos quatro continentes.
No Brasil, mesmo em sua oitava temporada, lotação
esgotada é aviso frequente nas casas de espetáculo
em que se apresentam. Em São Paulo, por exemplo, não
houve poltrona vazia no Teatro Municipal entre os dias 7 e 9 de
novembro. Até os cambistas disputavam os ingressos de eventuais
desistentes. Ninguém desistiu.
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Em São Paulo, Lelê e Jum Nakao vibraram com o espetáculo |
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Agora, a trupe segue para Belo Horizonte (dias 15 e 16), Curitiba
(18 e 19), Porto Alegre (21 a 23) e volta para a capital paulista
para apresentações de 11 a 14 de dezembro, com duas
opções de shows: o Supermomix – pot-pourri das
melhores performances ao longo dos 22 anos de estrada – e
o Passion, montagem baseada na essência da vida. Para cada
público, o grupo prepara uma surpresa. No Rio, a platéia
delirou com a exibição de uma faixa: “Eu amo
o Rio.” Em São Paulo, o aniversário de 450 anos
da capital inspirou uma cena em que um acrobata sobrevoa arranha-céus.
Até na trilha sonora o grupo introduziu cores nacionais.
Músicas gravadas por Paula Lima e Daúde compõem
as cenas. A canção Vida sertaneja, interpretada por
Daúde, finaliza as apresentações. “Soube
que usariam uma música minha pelos jornais. Fui conhecer
os bailarinos, assisti ao espetáculo e adorei”, conta
a cantora.
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EM
DIA Renato Carneiro levou sua família e adorou |
O resguardado estilista paulista Jum Nakao e sua mulher, Lelê,
foram ao Teatro Municipal e vibraram no primeiro domingo de apresentação.
Nakao ressalta a importância desse tipo de evento para seu
trabalho. “O diálogo da moda com outras artes é
imprescindível. Meu trabalho é atrelado a todas elas,
não se restringe ao mundo fashion”, explica. Também
apreciador de pop-arte, o relações-públicas
Renato Carneiro, 47 anos, levou sua família ao espetáculo.
“Estamos em dia com a agenda cultural, algo que a cidade grande
nos oferece”, diz. No intervalo, entre comentários
maravilhados, moderninhos e senhoras envoltas por colares de pérolas
dividiam o cenário com crianças ávidas por
camisetas do evento e pacotes de pipoca. A platéia eclética
comprova a ótima receptividade.
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