| ARTES
& ESPETÁCULOS |
19/11/2003
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| Cinema |
Justiça cega
O juri é um ótimo thriller
à moda antiga
Luiz Chagas
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| Hackman:
terceiro papel numa trama jurídica baseada em John
Grisham |
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Apesar de terem dividido o mesmo teto no início de carreira,
Dustin Hoffman e Gene Hackman nunca haviam atuado em um mesmo filme
até o aparecimento de O juri (Runaway jury, Estados
Unidos, 2003), cartaz nacional a partir da sexta-feira 21. O thriller
de tribunal dirigido por Gary Fleder, de Refém do silêncio,
adaptado do best seller de
John Grisham, já vale por
esse encontro, embora os
dois contracenem em um
único momento.
O consultor jurídico Rankin Fitch (Hackman) é um
homem de
bastidores. Embora se emocione com o cheiro do mogno centenário,
o suor e o perfume barato dos tribunais da pitoresca Nova Orleans,
sua negociação é feita de longe, tecnologicamente.
Quem sua no júri é o advogado Wendell Rohr (Hoffman),
encarregado de defender o direito
de uma viúva à indenização pela morte
do marido, vítima do disparo de arma de fogo. Uma vitória
desse tipo contra a indústria de armamentos americana desencadearia
o Armagedon em termos de ações judiciais. Assim, Fitch
manipula a escolha dos membros do júri para que o
veredicto lhe seja favorável.
Fica-se sabendo, então, que isso já se encontra
à venda, sendo controlado de dentro pelo jurado Nick Easter
(John Cusack) e de
fora pela misteriosa Marlee (Rachel Weisz). Um filmão da
velha escola, com Hoffman exalando integridade por todos os poros,
em contraste
com Hackman, à vontade no terceiro papel que faz tirado de
uma
obra de Grishman.
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