| ARTES
& ESPETÁCULOS |
19/11/2003
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| Música |
Baú nobre
Gal Costa traz clássicos para as
novas gerações
Luiz Chagas
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| Gal:
repertório revisitado com maturidade |
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Musa de todas as estações, Gal Costa aproveita,
segundo ela, o “momento maravilhoso” da carreira para
lançar Todas as coisas e eu (Indie Records), disco em que
homenageia a música popular brasileira de todos os tempos.
“O conceito é trazer de volta um repertório
dos anos 20 aos 50 para um público que não teve a
oportunidade de ouvir essas primorosas canções e,
para os que já as conhecem, ouvi-las com uma cara nova, moderna”,
disse a cantora a ISTOÉ, de Nova York, onde se apresentou
no Carnegie Hall. Ela foi rigorosa na escolha dos 19 clássicos
revisitados, pinçados de uma seleção de 80
títulos, em sua maioria presentes na memória coletiva
do brasileiro. “São aquelas canções que
você mal começa a primeira frase e as pessoas imediatamente
a reconhecem, mesmo que não se dêem conta disso.”
De Linda flor (Ai, Yoyô), de Henrique Vogeler, considerado
o primeiro samba-canção, a Nervos de aço,
de Lupicínio Rodrigues, Folhas secas, de Nelson Cavaquinho
e Guilherme de Brito, Ave-Maria no morro, de Herivelto Martins,
e Pra machucar meu coração, de Ary Barroso,
Gal desfila majestosa pelos arranjos de Eduardo Souto Netto e Julinho
Teixeira. Trabalho de maturidade, o álbum traz ainda pérolas
da dupla Jair Amorim e Evaldo Gouveia, um pot-pourri de Noel Rosa,
e as incríveis Kalu, de Humberto Teixeira, lançada
por Dalva de Oliveira, e E daí?, de Miguel Gustavo,
sucesso de Isaurinha Garcia. “O que me move é a paixão
pelo meu trabalho, pelo canto, o que me faz sonhar e ser uma pessoa
melhor”, disse a cantora, sempre exigente consigo própria.
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