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Por Tales Faria
Colaboraram: Luiz Claudio Cunha e Weiller Diniz
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Líder
do governo contra acordo com FMI
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Amigo
pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o líder
do governo na Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), vai passar
por apuros. É que seu partido está quase fechando questão
contra o acordo que o Brasil deve assinar com o Fundo
Monetário Internacional. Eis a manchete do último número
do jornal A Classe Operária, órgão oficial do PCdoB: “Não
à receita do FMI”. Logo na abertura do texto, uma
crítica a Joaquim Levy, hoje o homem forte do Ministério
da Fazenda: “Ao anunciar a renovação do acordo com o FMI,
no dia 5 de novembro, o secretário do Tesouro Nacional,
Joaquim Levy, foi protagonista de uma situação no mínimo
inusitada. Trata-se do anúncio de uma decisão de natureza
estratégica, feita por um funcionário do segundo escalão
do governo federal, no momento em que o presidente Lula
estava fora do País, em visita à África.” O próprio Aldo
é contra esse acordo. E tem dito a amigos que não
sabe o que fazer se algum item do texto acertado com o
FMI tiver
que ser votado no Congresso. |
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MP do idoso morto
A morte de um idoso quando se dirigia ao posto do INSS de Taguatinga,
no Distrito Federal, pode resultar na edição de uma medida provisória.
É que o aposentado Ênio de Freitas, de 75 anos, morreu depois de
tentar informar-se, pelo segundo dia consecutivo, se tinha direito
de requerer judicialmente a revisão de seu benefício. O próximo
dia 20 é a data limite estabelecida na Lei 9.711 para a correção
devido às perdas do Plano Collor, etc. O prazo se aproxima e as
filas nos postos do INSS só fazem aumentar. Estuda-se no governo
editar uma MP alterando a lei e o prazo. Para que não morra mais
nenhum velhinho.
Sem comentários
O FBI alertou à CPI do Banestado para o pagamento de US$ 110 mil
para uma certa Brazilian Intelligence Agency, versão em inglês de
Agência Brasileira de Inteligência. A Abin garantiu ser só coincidência.
Mas, na quarta-feira 12, discretamente, embarcou para os EUA o subchefe
do Departamento de Inteligência Externa da Abin, Luís Alberto Salaberry.
Foi se explicar em Washington e evitou Nova York, onde a Abin controla
três informantes pagos.
Encrenca
futura
Estudo produzido por economistas do PFL concluiu que a idéia do
governo de autorizar empréstimos com desconto na folha de pagamento
dos trabalhadores deve contribuir, no curto prazo, para o aquecimento
da economia. Mas, depois, quando esses empréstimos começarem a ser
cobrados, o trabalhador sentirá um corte real no salário líquido,
com reflexos na popularidade do governo. O presidente do partido,
Jorge Bornhausen, já se prepara para tirar uma lasquinha.
Contratos
sem licitação
O ministro Ubiratan Aguiar, do Tribunal de Contas da União, está
decidido a acabar com a boa vida da Geap, Fundação de Seguridade
Social, que foi constituída por servidores públicos, mas hoje é
uma entidade privada. A Geap anda beliscando vários contratos no
governo federal, que chegam a R$ 300 mihões, sem participar de licitações.
Ubiratan Aguiar já leu seu parecer condenando os contratos. Mas
o ministro Lincoln Magalhães pediu vistas do processo que está tramitando
desde de 1997 no TCU.
Vexame
em família
Do deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), irmão do líder do partido
no Senado, Renan Calheiros, sobre os sucessivos adiamentos,
pelo presidente Lula, da nomeação dos novos ministros do partido:
“O governo está impondo ao PMDB um vexame. E o pior é que a gente
nem pode reagir.”
Rápidas
O presidente do PTB, Roberto Jefferson, ouviu do presidente
do PT, José Genoino: ou os petebistas ganham um segundo ministério
ou ficam com o comando de uma grande estatal.
A proposta do governo para a reforma trabalhista e sindical
será enviada ao Congresso em fevereiro. Na avaliação do governo,
ela tem que ser votada no primeiro semestre de 2004.
O Brasil tem 170 milhões de habitantes e o Japão,
130 milhões. Por ano, tramitam no Japão menos de mil
ações trabalhistas. No Brasil, 185 mil ações/ano
abarrotam os tribunais.
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