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 EM
CARTAZ
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19/11/2003
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Cena
do alemão Lugar nenhum na África: vencedor
do Oscar |
VII
Festival de Cinema Judaico (A Hebraica, Centro de Cultura
Judaica de São Paulo, CineSesc e Museu da Imagem e do Som,
São Paulo, a partir da segunda-feira, 17) – Com filmes do maior
interesse, raramente exibidos no circuito comercial, a sétima edição
do festival promete ampliar ainda mais seu público, que esteve próximo
dos 17 mil espectadores no evento anterior. Foram selecionados dez
longas de ficção e 18 documentários, quatro deles brasileiros.
A maioria é inédita, caso de Lugar nenhum na África, de Caroline
Link, produção alemã vencedora do Oscar de melhor filme em língua
estrangeira deste ano, sobre a vida, no Quênia, de uma família sobrevivente
do Holocausto. Ainda entre os destaques, A última
carta, primeira obra de ficção do americano Frederick Wiseman;
Yossi & Jagger, retrato da relação homoerótica entre dois
oficiais israelenses numa base militar; e Momentos Israel 2002,
no qual 17 cineastas – entre eles Amos Gitai e o brasileiro radicado
em Tel-Aviv David Perlov – abordam a questão palestina. (Ivan Claudio)
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Balacobaco,
com Rita Lee (Som Livre) – Em seu 31º álbum, o primeiro após
a incursão pelo mundo maravilhoso dos Beatles, a maior roqueira brasileira
volta à praia que lhe deu fama e fortuna. O reencontro criativo com
o marido, Roberto de Carvalho, traz a ótima mistura de arranjos básicos
e bem produzidos com letras bem sacadas que se ajustam
como uma luva às melodias a um tempo inspiradas e cantáveis de Rita.
Caso de A fulana, As mina de Sampa, A gripe do amor,
Eu e mim e da canção-título. Como brinde, parcerias do casal
com o jornalista Arnaldo Jabor, em Amor e sexo, e com os roteiristas
Alexandre Machado e Fernanda Young, em Hino dos malucos, incluída
no filme Os normais.
Rita gravou ainda Over the rainbow, do filme O mágico de
Oz, a inacreditável Tudo vira bosta, presente do cantor
Moacyr Franco, e a inédita Já te falei do trio Arnaldo Antunes,
Carlinhos Brown e Marisa Monte, escrita com o baixista Dadi Carvalho,
músico presente em todo o disco, eterno “leãozinho”, ex-novo baiano
e agora multiinstrumentista e tribalista. Coisa boa. (Luiz Chagas)
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Cerimônia
Wai’á: realizada a cada
15 anos |
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Raízes
do povo xavante (Conjunto Cultural da Caixa, São Paulo) –
Reunindo 50 fotos, a mostra coroa o trabalho iniciado em 1992 pela
fotógrafa paulistana Rosa Gauditano, que na época fotografou para
uma revista a aldeia Pimentel Barbosa, no Mato Grosso. Preocupados
com a preservação de suas tradições e animados com os postais feitos
para os ianomâmis, os caciques pediram-lhe que documentasse as cerimônias
de iniciação espiritual das crianças. As fotos originaram dois volumes,
um livreto de 42 páginas e 32 fotos, com texto da cientista social
Camila Gauditano, feito exclusivamente para os xavantes, e Raízes
do povo xavante (Edição do autor, 144 págs., 120 fotos, R$ 80),
com textos de Anna Carboncini, Cristina R. Durán e do cacique Sereburã.
O belo volume inclui imagens da cerimônia Wai’á, que só ocorre a cada
15 anos, registrada por sorte em março deste ano, quando Rosa levou
os livros para serem revisados pelos índios. Durante a mostra estão
sendo exibidos os filmes Tem que ser curioso e Saúde bucal,
realizados pelo professor e videomaker xavante Caimi Waiassé. (Luiz
Chagas) |