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Justiça
Para funcionar, a Justiça precisa do Ministério
Público, que é o órgão encarregado de
promover os processos criminais. Assim, os poderes e prerrogativas
dessa instituição são indispensáveis
para que a Justiça consiga punir os criminosos, especialmente
os mais influentes. No Brasil, o fortalecimento do MP veio somente
com a Constituição de 1988. É evidente que
os resultados positivos mostrados por ISTOÉ são em
grande parte consequência desse novo formato de MP. Essa convicção
é reforçada pela estridente reação que
a instituição vem despertando, sobretudo entre aqueles
que se julgavam intocáveis. É fundamental, nesse momento,
que o Supremo garanta aos procuradores e promotores o seu poder
de investigação criminal. Disso depende a continuidade
do combate à corrupção no Brasil e o próprio
desenvolvimento da nossa democracia. “Novos tempos?”
(ISTOÉ 1780).
Paulo Gustavo Guedes Fontes
Aracaju – SE
A “caça” aos corruptos ficou bem mais intensa
a partir do impeachment do ex-presidente Collor. Mas, ainda assim,
falta muito para a sociedade sentir-se livre das “ervas daninhas”,
que só fazem aumentar mais e mais o número de miseráveis
do País; aumentando com eles a violência que
se esparrama indiscriminadamente.
Mirna Machado
Guarulhos – SP
Quero parabenizar ISTOÉ por ajudar a passar o País
a “limpo”. É uma pena que as coisas só
são apuradas quando a imprensa denuncia e acompanha o desenrolar
da história. E quando a imprensa não noticia?
Aldo Lima Ferreira
Cidade Parauapebas – PA
Idosos
Quem tomou a medida de suspender os pagamentos dos idosos com
mais de 90 anos deveria ser posto no olho da rua e pagar pelos prejuízos
e cnstrangimentos causados às famílias que dependem
desses pagamentos para suprimento das necessidades mensais desses
velhinhos. “Olha aí quem emperra quase tudo”
(ISTOÉ 1780).
Osman Beltrão Jr.
Olinda – PE
O que aconteceu com os arquivos e documentos comprobatórios
dos idosos junto ao INSS, que deveriam estar catalogados e sistematizados,
já que contam com a informática para tal? Será
possível que, se já não bastasse a absurda
máquina burocrática do sistema previdenciário,
ainda é necessário expor os milhares de idosos a enfrentar
filas e horas de tratamento desumano para provar que ainda vivem?
Márcia Ludmila Galvão da Cunha
São Paulo – SP
Polícia
sob ataque
A matéria “Estado de alerta” (ISTOÉ
1780) deve nos fazer refletir sobre como nós temos maltratado
nossa polícia. Os ataques terroristas que temos assistido
nos últimos dias revelam mais do que a desmedida ousadia
a que chegaram os marginais. A principal causa de tanta petulância
da criminalidade não me parece que seja apenas decorrente
da adoção do chamado Regime Disciplinar Diferenciado
nas prisões (RDD). Essa pode ser apenas uma de suas múltiplas
faces. A apologia ao crime, que hoje nos apresenta sob as mais diversas
formas e meios, inclusive através da própria imprensa,
que por vezes peca ao se precipitar apoiando bandidos ao mesmo tempo
que trata os agentes da lei com desrespeito, numa grave e imperdoável
inversão de valores, é um forte nutriente disso que
estamos assistindo agora. Sem contar que o serviço policial
nem sempre é bem compreendido. Valorizar o difícil
(e extremamente arriscado) trabalho dos policiais é um bom
caminho para resgatarmos a paz e segurança que queremos que
eles nos ofereçam.
Rogério Ramos Batista
Procurador do Estado em exercício na Seccional Judicial da
Procuradoria Regional de Santos – SP
João
Carlos Martins
Simplesmente emocionante e comovedora a reportagem “Nada
me separa da música” (ISTOÉ 1780). Ela resgata
não apenas a dignidade de um excepcional artista, mas, sobretudo,
reabilita o homem João Carlos Martins, honesto e correto,
que se supera percorrendo o caminho da dor para voltar à
música. E mais importante ainda é a lembrança
que o artigo faz, de que nós brasileiros não costumamos
valorizar nossos talentos. Deixamos que outros desfrutem da nossa
arte e nos mostrem como a sensibilidade deve ser tratada.
Oliveiros Xavier
Caruaru – PE
Rachel
de Queiroz
Perdemos Rachel de Queiroz, a escritora que representava com liberdade
e autenticidade o nosso sofrido Nordeste, em especial o Ceará,
sua terra, seus costumes, enfim seu povo. Através de uma
linguagem simples, com crônicas destacando a seca em seus
romances, foi merecidamente a primeira mulher a ingressar na Academia
Brasileira de Letras. Com determinismo único ela fez uma
ruptura na sociedade machista e tornou-se imortal. Parabéns
a revista ISTOÉ pela doçura contida na matéria
e pela homenagem. “Pioneira das letras” (ISTOÉ
1780).
Jane Farinazzo
Salvador – BA
Clodovil
Indadequado, descabido e inadvertido, são alguns adjetivos
que podem ser dados às palavras do apresentador Clodovil
na coluna “Frases” (ISTOÉ 1780), quando coloca
a Apae como um grupo de retardados. Admiro muito o Clodovil como
pessoa, mas, sem dúvida, ele foi muito infeliz em sua declaração
e, na minha opinião, deve um pedido de desculpas à
Apae e a todos que lutam para a inclusão do portador de deficiência
na sociedade.
Orlando Antônio dos Santos
Rondon do Pará – PA
Correção
Ao contrário do publicado na reportagem “Boa forma
ao alcance de todos”(ISTOÉ SP) o telefone correto da
MPR é (11) 3845-3646.
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