Veja também outros sites:
Clique para vê-la ampliada
EDIÇÃO Nº 1761
 Capa
 Índice
 ISTOÉ São Paulo
 Exclusivo Online
 EDITORIAS
 Artes & Espetáculos
 Brasil
 Ciência & Tecnologia
 Comportamento
 Economia & Negócios
 Medicina & Bem-Estar
 SEÇÕES
 A Semana
 Avenida Brasil
 Cartas
 Editorial
 Em Cartaz
 Entrevista
 Fax Brasília
 Gente
 Século 21
 Viva Bem
 SERVIÇOS
 Edições Anteriores
 Biblioteca
 Fale Conosco
 Newsletter
 Assinaturas
 Publicidade
 Expediente
 
 Busca
 Procure outras matérias
 
  COMPORTAMENTO 02/07/2003
Esporte
 
Competição sem limites
Candidatas à sede das Olimpíadas de 2012, São Paulo e Rio de Janeiro brigam para provar quem tem o projeto mais convincente
Locais das competições em São Paulo
Locais das competições no Rio de Janeiro

Sara Duarte
Colaborou Murillo Victorazzo

 
 

Pelo projeto de Paulo Mendes da Rocha, complexos esportivos, como o do Anhembi (à dir.), e o que será construído na Água Branca (à esq) serão ligados por metrô

Rivais históricas, São Paulo e Rio de Janeiro travam agora uma acirrada disputa. Na segunda-feira 7, presidentes de confederações olímpicas e membros do Comitê Olímpico Brasileiro decidirão qual das duas cidades será candidata à sede das Olimpíadas de 2012. A capital fluminense julga estar mais preparada, pois realizará os Jogos Pan-Americanos de 2007. Já a metrópole paulista, responsável por 10% do PIB do País, contratou o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, um dos mais respeitados do mundo, para mostrar que a realização da Olimpíada vai além do bairrismo. A escolha de São Paulo aceleraria o processo de reurbanização da metrópole, com a despoluição dos rios Tietê, Pinheiros e Tamanduateí, a recuperação de bairros degradados, além, é claro, do aumento do número de instalações esportivas.

O que está em jogo é a escolha da cidade com mais condições de
vencer as candidatas estrangeiras: Londres, Paris, Nova York, Havana, Madri, Istambul e Leipizig. Nos bastidores, o comentário é que, depois
de Atenas 2004 e Pequim 2008, o Comitê Olímpico Internacional estaria disposto a realizar os Jogos no continente americano. A cidade que comprovar ter a melhor infra-estrutura leva. “Para um Pan, o Rio é
ótimo. Mas, para o Brasil brigar com gigantes, só apresentando como sede o seu maior centro urbano”, argumenta a secretária de esportes
de São Paulo, Nádia Campeão.

  Sipa-Press
  Barcelona: depois de ser sede
dos Jogos Olímpicos de 1992, a
cidade espanhola (acima) ressurgiu
como destino turístico e viu seu
Produto Interno Bruto aumentar
sete vezes. Instalações, como a
Vila Olímpica, se transformaram
em condomínios de luxo

Durante as Olimpíadas, a cidade-sede deve receber dez mil atletas, 27 mil profissionais de mídia e 500 mil turistas. Sydney e Atlanta gastaram cerca de US$ 15 bilhões em transporte e ginásios, estádios, centros de treinamento e hotéis. São Paulo quer investir US$ 12,5 bilhões. Dos 36 complexos esportivos previstos, a cidade possui 25. São locais como o Ginásio do Ibirapuera e o centro poliesportivo da Universidade de São Paulo, inaugurados em 1963, para os Jogos Pan-Americanos. O secretário de Planejamento do município, Jorge Wilheim, afirma que as construções existentes serão reformadas e 11 novas serão instaladas. “Calculamos gastar US$ 2,5 bilhões, o que corresponde a 1,38% do orçamento da prefeitura por ano, até 2012”, diz.

As obras de infra-estrutura, no valor de US$ 10 bilhões, serão feitas pelo governo do Estado. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) se comprometeu a acelerar a implantação do Plano Integrado de Transportes Urbanos. A malha do metrô deve passar dos atuais 57,6 km para 110 km. Haverá uma linha ligando o aeroporto de Guarulhos ao Terminal Barra Funda, outra do aeroporto de Congonhas à Estação São Judas e uma terceira unindo a Cidade Universitária, no Butantã, à futura Vila Olímpica, na Água Branca. A idéia do projeto de Mendes da Rocha é integrar as diferentes áreas da cidade. “Não criaremos edifícios isolados”, diz. “Em vez de procurar terrenos fora da região urbana, vamos incluir estádios e alojamentos em áreas centrais.”

Único arquiteto latino-americano a participar do projeto de candidatura de Paris-2008, Mendes da Rocha defende que, além de fazer grandes obras, a cidade postulante deve deixar um legado para a comunidade. Uma mostra disso é o novo Complexo da Água Branca. Antigo bairro operário, hoje ocupado por galpões subutilizados, o local vai ganhar
um estádio de 75 mil lugares, uma Vila Olímpica com capacidade para
20 mil pessoas, um ginásio e seis pavilhões, que serão usados para treinamento por atletas de 200 países. Após os Jogos, os galpões serão entregues às federações de judô, ginástica, levantamento de peso, handebol e tênis de mesa. Na zona norte, o Parque do Anhembi será interligado por passarelas à Vila de Mídia, na outra margem do rio
Tietê. Meses depois, os alojamentos virarão um condomínio residencial
e o leito do rio ganhará um cais.

Próxima
Kama Sutra
Altar virtual
Jardim Perfumado
Tarô
Realejo
O QUE VESTIR?

Teste as opções do guia da Moda de ISTOÉ e confira como é fácil
se vestir sem
medo de errar

HOMEM MULHER
CIDADÃO NACIONAL

Na sua opinião, quem seria o símbolo do jeito brasileiro de ser?

RÁPIDAS
CONTRADIÇÃO: Roseana Sarney
apóia desafeto
em São Luís
QUEDA: Planos de saúde perdem clientes sem parar

TRABALHO:
CUT copia idéia
de europeus para
gerar emprego

TROCA: Miro espera expulsão de Garotinho para mudar de partido

GENTE
Quer novidades? Clique sobre
os nomes
Jennifer Lopez
Athina Onassis

Fernando de Barros

Glória Pires

PROCURA-SE

No Japão dono
não perde mais
seu cachorro

| ISTOÉ DINHEIRO | ISTOÉ GENTE | PLANETA | EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE | AVISO LEGAL |
© Copyright 2003 Editora Três