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Objeto
de desejo
Casa Cor 2003 destaca a tecnologia
e praticidade do home theater |
Sara
Duarte
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Na sala de Carolina Szabó,
o aparelho comanda a tevê, o
som e a abertura das cortinas |
Concebida para prestar assistência a doentes pobres, uma
parte do antigo Hospital e Maternidade Matarazzo, em São
Paulo, virou um templo do estilo de vida dos muito, muito ricos.
Sede da Casa Cor 2003, principal mostra de decoração
do País, com 110 ambientes criados por arquitetos, decoradores
e paisagistas, o prédio foi convertido em um luxuoso palacete.
A exposição, que abre para o público na terça-feira
27, tem tudo o que um milionário pode querer: um mini-haras,
suíte com heliponto particular e até um quarto com
um guarda-roupa que vira um abrigo de segurança máxima.
A maior estrela da mostra, no entanto, ainda cabe no bolso da classe
média. É o home theater, principal objeto de desejo
de quem quer morar bem.
Assim como a tevê de plasma e os miniaparelhos de som das
edições passadas, o home theater invadiu todos os
cômodos da Casa Cor. De um simples cinema caseiro, composto
por um bom televisor, um aparelho de DVD e caixas acústicas,
o sistema está se tornando o cérebro eletrônico
da casa. Na sala de tevê decorada por Carolina Szabó,
dois home theaters controlam a tevê, o som ambiente, o sistema
de iluminação e a abertura das cortinas e das portas.
“É como se esse aparelho fosse um centro multimídia,
para onde converge toda a tecnologia da casa”, explica Josias
Cordeiro Jr., dono do Josias Estúdio, empresa responsável
pela integração de sistemas deste e de outros 14 ambientes.
A idéia de Carolina era criar um espaço que pais
e filhos pudessem curtir juntos. Numa parte da sala há DVD
e videogame; no meio, há uma área de convivência
com geladeira e máquina para fazer café; na terceira,
e mais luxuosa, os adultos podem assistir a um filme em um telão
de 100 polegadas, com imagens geradas por um projetor de última
geração. “Em vez de cada membro da família
se isolar em seu quarto, ficam todos próximos”, diz
a arquiteta.
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Oscar Mikail equipou a suíte do casal com DVD, computador
e tevê de plasma |
Somente os aparelhos contidos na sala de tevê custariam R$
60 mil. Claro que esse valor não é a regra do mercado.
Um home theater básico, de fabricação nacional,
custa a partir de R$ 6 mil. É composto por um receiver (o
equipamento que centraliza as funções, como se fosse
cérebro de todo o sistema), um aparelho de DVD, uma tevê,
cinco caixas acústicas (duas na parte dianteira da sala,
uma no centro e duas na parte de trás) e um subwoofer,
que serve para controlar os sons graves. As funções
adicionais, propostas pelos decoradores da Casa Cor, servem para
trazer
mais conforto e praticidade.
Na suíte sênior criada pelo arquiteto Oscar Mikail,
o home theater torna o quarto do casal uma espécie de escritório.
O aparelho permanece ligado a um computador, a uma tevê de
plasma e a uma série de caixas acústicas espalhadas
pela sala contígua ao dormitório. “Pode-se ouvir
um CD no living ao mesmo tempo que o parceiro está no quarto
assistindo a um DVD”, diz. “Isso evita a necessidade
de se comprar vários equipamentos de som e imagem.”
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