 |
| Imprensa
|
| |
Incentivo
à tolerância
Reportagem de ISTOÉ ganha prêmio
da
Federação Internacional de Jornalistas |
Liana
Melo
| |
 |
| |
Na reportagem, Rita Moraes
e Camilo Vannuchi, de São Paulo,
mostraram a importância de se
estimular o respeito à pluralidade s |
A reportagem Como conviver com as diferenças, que
foi capa de ISTOÉ em outubro de 2002, conquistou o Prêmio
Jornalismo para a Tolerância, categoria imprensa escrita,
concedido pela primeira vez pela Oficina Regional para a América
Latina da Federação Internacional de Jornalistas.
Assinado por Camilo Vannuchi, Eliane Lobato e Rita Moraes, o trabalho
foi um dos 69 inscritos por 88 jornalistas de 14 países.
A premiação, apoiada pela União Européia,
ocorreu em Caracas, na Venezuela, na quinta-feira 22. Além
da ISTOÉ, foram premiadas, nas categorias rádio e
tevê, a Radio Caracol, da Colômbia, e a Televisa mexicana.
O objetivo do prêmio é estimular a tolerância,
combater o racismo e a discriminação e também
contribuir para a maior compreensão das diferenças
culturais, religiosas e étnicas. “Os trabalhos finalistas
são uma excelente mostra do melhor que foi publicado na imprensa
latino-americana no ano de 2002”, analisou o coordenador do
comitê executivo do prêmio para a América Latina,
Gregorio Salazar. A reportagem de ISTOÉ, publicada em plena
campanha eleitoral para a Presidência da República,
enfatiza a importância de se estimular em crianças
e adolescentes o respeito à pluralidade de pensamentos e
ações, o que não é um ato espontâneo,
nem mesmo entre os adultos. Nela, são apresentadas histórias
de crianças que discutem na escola sua preferência
política e também relatos de algumas que aprenderam
na prática a lidar com o preconceito. Além de dicas
de especialistas de como levar os filhos a aplicar a política
de boa vizinhança. “A reportagem toca num aspecto tradicionalmente
ignorado: a importância da família para que as crianças
assimilem adequadamente os inevitáveis antagonismos”,
diz o relatório divulgado pelos jurados.
 |
|
A repórter Eliane Lobato, do Rio de Janeiro, integrou
a equipe |
|
Com sede em Bruxelas, a Federação Internacional de
Jornalistas concedeu prêmios para matérias publicadas
nos cinco continentes. O júri latino-americano foi composto
por seis jornalistas, dois deles brasileiros: os cariocas Marcelo
Auler e Clelmo Jorge Carvalho. Ainda na categoria imprensa escrita,
o jornal O Globo recebeu menção honrosa com
a reportagem Uma comunidade ameaçada na Marambaia,
de autoria de Antônio Werneck e Marizilda Cruppe, publicada
em março de 2002. A Rede Globo também ganhou menção
honrosa na categoria televisão com a reportagem A juíza
e os analfabetos, de Idenilson Perin, apresentada no Fantástico.
Na categoria de rádio-jornalismo, dois outros trabalhos brasileiros
receberam menções honrosas: Prejuízos a
etnias no Rio Grande do Sul contemporâneo, de Leonel Rocha
e Marcio Pessoa, e Preconceito racial: negro é atendido
em banco escoltado por polícia, de Milena Schoeller.
|