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Por Tales Faria
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‘timing’ dos escândalos
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O
PT não anda mesmo interessado em escândalos. A pobre senadora
Ideli Salvatti (PT-SC), por exemplo, correu atrás de assinaturas
para instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre
o caso Banestado. Trata-se da evasão de US$ 30 bilhões,
revelada por ISTOÉ na edição 1740, para contas em paraísos
fiscais que transitaram por uma agência em Nova York daquele
antigo banco estatal do Paraná. Atinge pelo menos 300
políticos e grandes empresários brasileiros. Ideli conseguiu
as assinaturas, mas o Palácio do Planalto determinou que
ela pise no freio. A coitada agora ronda
o Senado com o mico na mão. Os tais políticos envolvidos
são, em
sua maioria, do PSDB, do PFL e do PP. Então qual o motivo
para um governo do PT abafar a CPI? Assim como no caso
da grampolândia
de Antônio Carlos Magalhães, os petistas preferem tocar
as investigações em fogo brando na Polícia Federal e manter
os canhões apenas preparados. Ano que vem, passada a votação
das reformas
e com a proximidade das eleições municipais, talvez seja
hora
de liberar a munição. |
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O novo Sombra
O senador Demóstenes Torres (PFL-GO) é autor do requerimento
de informações do Senado ao TCU sobre um contrato da empresa
Gtech com a Caixa Econômica Federal para administração de “transações
lotéricas”. O governo FHC relutou em renovar o tal contrato – de
R$ 130 milhões – mesmo com um deságio de 28%. Agora, foi aceito
um corte de apenas 15%. Demóstenes suspeita que, por trás da história,
esteja um lobista do interior de São Paulo que está circulando com
desenvoltura em Brasília.
CPI
da Serasa e do SPC
Vem aí uma Comissão Parlamentar de Inquérito com potencial de
grande audiência: vai investigar a atuação de empresas responsáveis
por bancos de dados sobre a inadimplência dos consumidores, como
a Serasa e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Segundo o site
“cartacongresso.com.br”, a CPI deve começar a funcionar no segundo
semestre com 24 deputados.
Pagamentos
suspeitos
A Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara vai investigar
pagamentos de dívidas fiscais da Petrobras. De um lado, a estatal
acumulava débitos do ICMS com alguns governos estaduais. Na outra
ponta, empresas privadas teriam créditos a receber dos Estados.
Aparentemente, a Petrobras fez repasses direto para as empresas
entre 2001 e 2002, abatendo-os de sua dívida com os Estados. Suspeita-se
da legalidade da operação. Além disso, algumas empresas
só existiriam no papel. Outras receberam valores bem maiores que
seu patrimônio e ainda apareceram com destaque em listas dos doadores
para campanhas eleitorais.
Pelo
telefone
Waldomiro Diniz, assessor do ministro-chefe da Casa Civil,
José
Dirceu, telefonou para o presidente da Comissão de Fiscalização
e Controle do Senado, Ney Suassuna, em meio à sessão em
que depunham os delegados da PF que investigam o escândalo
Banestado. O assessor pediu, em nome do ministro, que
se
abreviasse a duração dos debates. |
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Rápidas
Final de 2000. Armínio Fraga manteve altas as taxas de juros.
Previa queda nos anos seguintes, quando haveria um boom da economia.
Saiu sem conseguir nada disso.
FHC e Serra reuniram-se com Aécio Neves não só para discutir
o tom oposicionista do PSDB. Querem barrar a candidatura de Tasso
Jereissati
a presidente do partido.
Enquanto isso, no Senado, já existe um clima de motim no
PSDB
contra o atual presidente da legenda, o ex-deputado José Aníbal.
Ele
é ligado a FHC e Serra.
A Polícia Federal está de olho nas greves de ônibus de Fortaleza
e de Salvador. Suspeita de máfias no mesmo estilo das detectadas
agora em São Paulo.
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