|
 EM
CARTAZ
|
28/05/2003
|
 |
|
Cena
de Rússia, terra dos czares:
fausto de uma época |
|
Rússia,
terra dos czares (The History Channel, da terça-feira 27
à sexta-feira 30, às 21h) – Quatro séculos de história são repassados
nos quatro episódios desta série inédita, que tem estréia simultânea
em mais de 65 países. Dirigidos por Don Campbell, os documentários
centram-se nas figuras dos czares Ivan, o Terrível; Pedro, o Grande;
Catarina, a Grande; e Nicolau II. Valendo-se de material iconográfico
e de depoimentos de especialistas, Campbell acompanha o caudaloso
desenrolar da história russa, utilizando inclusive uma trupe de atores
e extras nas passagens encenadas de crimes e batalhas. Com cenas filmadas
no Kremlin, em Moscou, no Museu Hermitage e no Palácio de Inverno,
em São Petersburgo, entre outras famosas locações, a produção resgata
o fausto de uma época, servindo de contraponto ao genial Arca russa,
de Aleksandr Sokurov, recentemente exibido no País. (Ivan Claudio)
 |
|
Mary:
na trilha de
Dinah Washington |
|
Chivas
Jazz (São Paulo, DirecTV Music Hall; Rio, Marina da
Glória. Da quarta-feira 28 ao sábado 31) – Fiel
à raiz jazzista, o evento mais uma vez junta uma mescla de
lendas-vivas do gênero à ala dos chamados young lions,
formada pelos jovens puristas – alguns não tão
jovens assim. No primeiro grupo estão Paul Motian, ex-baterista
de Bill Evans; Paul Bley, pianista que acompanhou Chet Baker; Don
Salvador, brasileiro com o piano ancorado há três décadas
em Nova York; e o saxofonista Lee Konitz, presente no lendário
álbum The birth of cool, de Miles Davis. O elenco leonino
é formado pelo saxofonista Arthur Blythe, cultuado desde os
anos 70; por Jason Moran, um pianista que se auto-intitula “modernista”;
pelo saxofonista Eric Alexander, fiel ao hard bop dos anos 50; e pela
voz de Mary Stallings, considerada herdeira de Dinah Washington, há
duas décadas longe dos palcos. Um encontro da boa música,
tendo como destaques Motian, à frente da Electric Bepob Band;
Konitz e seu famoso Talmor Nonet; e Bley apresentando-se solo. (Luiz
Chagas)
Giovanna
Gold performance show (N.Ex.T, São Paulo, aos sábados,
às 23h) – No melhor clima de cabaré, a atriz
Giovanna Gold apresenta neste pocket show cinco engraçadíssimos
esquetes que revelam toda a sua versatilidade e boa forma. Resgatando
o início da carreira nos anos 80, quando integrou com Ângela
Dip e Grace Gianoukas o grupo Harpias e Ogros, a atriz baiana abusa
da irreverência em performances que misturam elementos de
dança, teatro, música pop, circo, moda e humor insano.
Entre as personagens que encarna, arrancam gargalhadas a mulata
Jambete Prado Júnior, que dá o ar da graça
num funk feito em parceria com Fausto Fawcett, e a top model platinada
e ninfomaníaca que avança sedenta sobre o copo dos
homens presentes. Além da bebida, a atriz avisa que está
liberado o cigarro e uso de pagers e celulares. (Ivan Claudio)
 |
|
|
Lei
e ordem – primeira temporada – (Universal) – Lançada em
setembro de 1990, a série criada por Dick Wolf revolucionou a televisão
americana ao dar tratamento ficcional a temas pinçados no noticiário
do dia-a-dia. A grande sacada de Wolf foi juntar a cada episódio
dois gêneros fortes, o policial e o filme de tribunal, com elenco
e ambientação distintos, embora interagindo constantemente. A primeira
parte, Lei, é estrelada por detetives, e a segunda, Ordem,
por promotores públicos. Temas escabrosos, como corrupção policial,
suicídio assistido para doentes terminais, atentados contra clínicas
de aborto, racismo, drogas e erros médicos, são tratados dentro
dessa fórmula: transgressão, investigação, captura, punição. Tudo
temperado com muito dinamismo, charme e bom humor, o que justifica
seus 13 anos de sucesso. Além dos 21 episódios, a caixa com 6 DVDs
traz um documentário com depoimentos do elenco e dos realizadores.
(Luiz Chagas)
|