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Esquizofrenia
A
reportagem “A um passo da realidade” (ISTOÉ 1755)
trouxe uma abordagem sintética e clara de novos medicamentos
para o tratamento da esquizofrenia. Talvez um dos conceitos mais
importantes que afloram da leitura do artigo seja justamente o de
que tais remédios são seletivos, ou seja, seu mecanismo
de ação contempla apenas os receptores efetivamente
envolvidos na doença, reduzindo desse modo os efeitos colaterais.
Da mesma forma acontece em outras doenças, as neurológicas
como exemplo, aonde a introdução de medicamentos seletivos
para tratamento de enxaqueca, mal de Parkinson, mal de Alzheimer,
entre outras, aumenta os benefícios da ação
terapêutica e reduz a incidência de indesejados efeitos
que ocorrem quando a droga é não seletiva. Esse é
um dos grandes avanços da farmacologia clínica e sempre
deve ser destacado. O outro lado, contudo, é um efeito indesejável
e talvez inevitável: tais novos remédios são
caros, muito mais que os antigos, não sendo possível
à maioria dos pacientes brasileiros ter acesso aos mesmos.
Celio Levyman
Barueri – SP
Fui atacado com cinco facadas no tórax, baixo ventre e membro
superior esquerdo por um paciente portador de esquizofrenia paranóide
em 4/12/2002 e quase fui a óbito antes de chegar na UTI.
Penso que, se eu tivesse morrido, seria somente mais um número
para constar na estatística deste tipo de acontecimento.
Gostei muito da reportagem da ISTOÉ, principalmente quando
se refere à precariedade do acesso da maioria da população
aos remédios e à deficiência da rede pública
para cuidar destes pacientes. Muitos pacientes que deveriam estar
internados estão pelas ruas sem medicação e
sem acompanhamento. Entrei em contato com o Conselho Regional de
Medicina do Paraná e solicitei que este, juntamente com as
sociedades de Psiquiatria tomassem alguma providência em conjunto
com o Ministério da Saúde no sentido de melhorar esta
situação caótica. O deputado federal Irineu
Colombo disse-me que no dia 18/5/2003 o presidente Lula lançou
um programa voltado para os doentes mentais e esteve conversando
com o Ministro da Saúde, Humberto Costa, a respeito deste
assunto. Parabenizo ISTOÉ por chamar a atenção
para este grave problema nacional.
Wil O. Costa
Medianeira – PR
Reabilitação
Quero
parabenizar o Hospital Israelita Albert Einstein, de São
Paulo, pela excelente e nobre iniciativa de criar um centro de reabilitação
para as pessoas que perderam sua autonomia. Essa iniciativa não
vai resgatar, apenas, a autonomia das tarefas diárias. Vai
resgatar o direito de ir e vir do cidadão que precisa adaptar-se
ao novo modo de vida, voltar a ter acesso à educação,
saúde, trabalho e lazer. A falta de reabilitação
e de acesso retira desses cidadãos o direito de ser, não
diferente, apenas igual. “Caminho facilitado” (ISTOÉ
1755).
Iaponira Barros Trajano R. Costa
Recife – PE
Blogs
Parabéns
pela matéria. De fato, o mundo dos blogs é um fenômeno
que não pode mais ser negligenciado. Veio para ficar. E há
talentos de sobra que estão surgindo. Os blogs, na verdade,
são o novo programa de calouros do séc. XXI. Entre
as dezenas de talentos que já se sobressaem, um em especial
logo logo terá seu nome estampado nas vinhetas das tevês:
Kibe Loco. É a melhor coisa que surgiu desde Casseta &
planeta. “Caleidoscópio virtual” (ISTOÉ
1755).
Danilo Amaral
Nova York – EUA
Li a matéria sobre blogs e achei simplesmente sensacional!
Gostaria de agradecer à redação por ter me
apresentado o blog mais engraçado, bem-humorado e inteligente
que já visitei em toda a minha vida e que desde então
venho visitando ansiosa por cada atualização dele.
Parabéns a vocês e ao criador do melhor blog do mundo.
Aline Avolio
Rio de Janeiro – RJ
Purificando
o ar
Com
essa boa notícia plantaremos abaneiros e jatobás nas
cidades para acabar com a poluição. Vamos continuar
poluindo e deixar que as árvores façam o papel de
purificadores de ar. Mas será correto fazer com que a natureza,
tão depredada há vários anos pelos humanos,
faça sozinha a limpeza da poluição? Não
seria mais louvável que nós poluíssemos menos?
“Faxineiros do ar” (ISTOÉ 1755).
Joaquim Filho Lima Correia
Fortaleza – CE
Alcântara
Se
não fosse ISTOÉ, os brasileiros não ficariam
sabendo também dos acordos secretos que ferem a soberania
nacional. Trata-se da base
de Alcântara, um pedaço do Maranhão, que FHC
entregou gratuitamente aos americanos, que já possuem base
militar em todos os países do mundo. A revista mostra que
ainda existe gente de fibra para tentar impedir tamanha barbaridade,
sem a menor chance de acesso a esse pedaço do território
nacional, em face dos termos do tal acordo
imposto pela parte mais forte.
Luiz G. Noronha
Campo Grande – MS
Grampos
A
conduta do Senado diante dos grampos patrocinados por ACM
causou asco a muitos brasileiros. Visto que não fomos capazes
de, imediatamente, nos levantarmos e declarar nosso repúdio
e exigir a continuidade das investigações, devemos
tentar garantir que, pelo menos, os nomes daqueles que contribuíram
para essa vergonha
não sejam esquecidos. Nas próximas eleições,
é fundamental não
darmos a estes pseudo-representantes do povo o direito de tomar
decisões tão descaradamente contra os interesses nacionais.
“Ilusão de ética” (ISTOÉ 1754).
Renata Valladão Theuer
Belo Horizonte – MG
Waly
Salomão
Que
pena que um câncer tenha tirado o produtor musical Waly Salomão
do palco da poesia brasileira e sua eloquência verbal e fúria
poética visceral tenham se calado! Jequié e Síria
engasgaram-se com sua metástase. Roubaram-nos suas “irremediáveis
ânsias acrobáticas”. “Na defesa”
(ISTOÉ 1754).
Robson José dos Santos
Betim – MG
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