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 CARTAS
28/05/2003

Esquizofrenia

A reportagem “A um passo da realidade” (ISTOÉ 1755) trouxe uma abordagem sintética e clara de novos medicamentos para o tratamento da esquizofrenia. Talvez um dos conceitos mais importantes que afloram da leitura do artigo seja justamente o de que tais remédios são seletivos, ou seja, seu mecanismo de ação contempla apenas os receptores efetivamente envolvidos na doença, reduzindo desse modo os efeitos colaterais. Da mesma forma acontece em outras doenças, as neurológicas como exemplo, aonde a introdução de medicamentos seletivos para tratamento de enxaqueca, mal de Parkinson, mal de Alzheimer, entre outras, aumenta os benefícios da ação terapêutica e reduz a incidência de indesejados efeitos que ocorrem quando a droga é não seletiva. Esse é um dos grandes avanços da farmacologia clínica e sempre deve ser destacado. O outro lado, contudo, é um efeito indesejável e talvez inevitável: tais novos remédios são caros, muito mais que os antigos, não sendo possível à maioria dos pacientes brasileiros ter acesso aos mesmos.
Celio Levyman
Barueri – SP


Fui atacado com cinco facadas no tórax, baixo ventre e membro superior esquerdo por um paciente portador de esquizofrenia paranóide em 4/12/2002 e quase fui a óbito antes de chegar na UTI. Penso que, se eu tivesse morrido, seria somente mais um número para constar na estatística deste tipo de acontecimento. Gostei muito da reportagem da ISTOÉ, principalmente quando se refere à precariedade do acesso da maioria da população aos remédios e à deficiência da rede pública para cuidar destes pacientes. Muitos pacientes que deveriam estar internados estão pelas ruas sem medicação e sem acompanhamento. Entrei em contato com o Conselho Regional de Medicina do Paraná e solicitei que este, juntamente com as sociedades de Psiquiatria tomassem alguma providência em conjunto com o Ministério da Saúde no sentido de melhorar esta situação caótica. O deputado federal Irineu Colombo disse-me que no dia 18/5/2003 o presidente Lula lançou um programa voltado para os doentes mentais e esteve conversando com o Ministro da Saúde, Humberto Costa, a respeito deste assunto. Parabenizo ISTOÉ por chamar a atenção para este grave problema nacional.
Wil O. Costa
Medianeira – PR

Reabilitação

Quero parabenizar o Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, pela excelente e nobre iniciativa de criar um centro de reabilitação para as pessoas que perderam sua autonomia. Essa iniciativa não vai resgatar, apenas, a autonomia das tarefas diárias. Vai resgatar o direito de ir e vir do cidadão que precisa adaptar-se ao novo modo de vida, voltar a ter acesso à educação, saúde, trabalho e lazer. A falta de reabilitação e de acesso retira desses cidadãos o direito de ser, não diferente, apenas igual. “Caminho facilitado” (ISTOÉ 1755).
Iaponira Barros Trajano R. Costa
Recife – PE

Blogs

Parabéns pela matéria. De fato, o mundo dos blogs é um fenômeno que não pode mais ser negligenciado. Veio para ficar. E há talentos de sobra que estão surgindo. Os blogs, na verdade, são o novo programa de calouros do séc. XXI. Entre as dezenas de talentos que já se sobressaem, um em especial logo logo terá seu nome estampado nas vinhetas das tevês: Kibe Loco. É a melhor coisa que surgiu desde Casseta & planeta. “Caleidoscópio virtual” (ISTOÉ 1755).
Danilo Amaral
Nova York – EUA


Li a matéria sobre blogs e achei simplesmente sensacional! Gostaria de agradecer à redação por ter me apresentado o blog mais engraçado, bem-humorado e inteligente que já visitei em toda a minha vida e que desde então venho visitando ansiosa por cada atualização dele. Parabéns a vocês e ao criador do melhor blog do mundo.
Aline Avolio
Rio de Janeiro – RJ

Purificando o ar

Com essa boa notícia plantaremos abaneiros e jatobás nas cidades para acabar com a poluição. Vamos continuar poluindo e deixar que as árvores façam o papel de purificadores de ar. Mas será correto fazer com que a natureza, tão depredada há vários anos pelos humanos, faça sozinha a limpeza da poluição? Não seria mais louvável que nós poluíssemos menos? “Faxineiros do ar” (ISTOÉ 1755).
Joaquim Filho Lima Correia
Fortaleza – CE

Alcântara

Se não fosse ISTOÉ, os brasileiros não ficariam sabendo também dos acordos secretos que ferem a soberania nacional. Trata-se da base
de Alcântara, um pedaço do Maranhão, que FHC entregou gratuitamente aos americanos, que já possuem base militar em todos os países do mundo. A revista mostra que ainda existe gente de fibra para tentar impedir tamanha barbaridade, sem a menor chance de acesso a esse pedaço do território nacional, em face dos termos do tal acordo
imposto pela parte mais forte.
Luiz G. Noronha
Campo Grande – MS

Grampos

A conduta do Senado diante dos grampos patrocinados por ACM
causou asco a muitos brasileiros. Visto que não fomos capazes de, imediatamente, nos levantarmos e declarar nosso repúdio e exigir a continuidade das investigações, devemos tentar garantir que, pelo menos, os nomes daqueles que contribuíram para essa vergonha
não sejam esquecidos. Nas próximas eleições, é fundamental não
darmos a estes pseudo-representantes do povo o direito de tomar decisões tão descaradamente contra os interesses nacionais.
“Ilusão de ética” (ISTOÉ 1754).
Renata Valladão Theuer
Belo Horizonte – MG

Waly Salomão

Que pena que um câncer tenha tirado o produtor musical Waly Salomão do palco da poesia brasileira e sua eloquência verbal e fúria poética visceral tenham se calado! Jequié e Síria engasgaram-se com sua metástase. Roubaram-nos suas “irremediáveis ânsias acrobáticas”. “Na defesa” (ISTOÉ 1754).
Robson José dos Santos
Betim – MG

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