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Juros
Chega
de mestres em economia, filósofos sociais e gênios
financeiros. Chegou a hora de arriscarmos tudo. As nossas autoridades
precisam ter coragem e competência para alavancar o sistema
produtivo da Nação. Para que isto aconteça,
o Brasil precisa ter a terceira maior taxa de juros do planeta.
Não é possível que continuemos com a mentalidade
de que o povo não pode ter dinheiro para gastar e a indústria
só pode produzir mercadorias para serem exportadas. Segundo
os tecnocratas, pouco dinheiro, pouca inflação. Se
esta política econômica continuar a fazer parte da
agenda dos governos que entram e saem do poder no Brasil,
a desigualdade social irá continuar indefinidamente e passaremos
a
ser apenas uma nação “rica” em fazer planos
sociais para saciar a
fome dos miseráveis, que estarão sempre aumentando.
“Pronto para decolar” (ISTOÉ 1755).
Wilson Gordon Parker
Macaé – RJ
O governo Lula só tem dado boas notícias ao mercado
nos seus
cinco meses de governo. O dólar caiu bastante, o risco Brasil
igualmente, os investimentos internacionais aumentaram, sem falar
na balança comercial que vai muito bem, obrigado. A queda
dos juros é inevitável, uma vez que o risco do dragão
da inflação despertar já é uma possibilidade
remota.
Evandro Batista Prado
Campo Grande – MS
Só baixar juros, resolve?
Hermínio Silva Júnior
São Paulo – SP
Reformas
Acreditamos
que se costurada a reforma da Previdência, o ministro Ricardo
Berzoini deve retomar o combate à fraude e à sonegação
e melhorar o atendimento ao cidadão. O combate à fraude
deve ter prioridade na reforma da Previdência Social do Brasil,
talvez a mais vulnerável do mundo, pois é por aí
que, através dos anos, grandes
somas que deveriam ter sido destinadas à capitalização
do sistema
para melhoria no atendimento aos seus milhões de segurados
que
passam enorme necessidade por absoluta falta de opção,
foram parar
em paraísos fiscais ou lançadas em contas pelo mundo
afora.
Não podemos, contudo, esquecer dos ralos por onde vazam constantemente
os pequenos “roubos” da Previdência. “O
novo
velho rolo compressor” (ISTOÉ 1755).
Antonio Aurélio Ferreira
Cuiabá – MT
A reforma da Previdência vem batendo de frente com o obstáculo
chamado “direitos adquiridos”, considerado cláusula
pétrea da Constituição. Chegou a hora da verdade
para o poder Judiciário. É justo um aposentado ou
pensionista receber da Previdência Social valores mensais
acima do maior salário previsto para os funcionários
públicos, hoje em cerca de R$ 17 mil? É justo um pracinha,
herói da Segunda Guerra, receber cerca de R$ 50 mil por mês,
em um país onde o valor do salário mínimo é
de R$ 240?
José Renato M. de Almeida
Salvador – BA
Delcídio
Amaral
Muito
interessante a entrevista com o senador Delcídio Amaral (PT-MS).
Concordo quando ele destaca a atenção que deve ser
dada à infra-estrutura pelo governo Lula. O atual governo
deve se preocupar também com as reformas bancária
e eleitoral; com o cooperativismo, notadamente o de crédito,
com o planejamento global, tendo um plano nacional de desenvolvimento
econômico e social; com as reformas já encaminhadas
e com a redução do número de secretarias e
ministérios, colocando programas lançados e a serem
lançados nos ministérios anteriormente existentes,
a exemplo do Fome Zero, que deve ser localizado e apoiado pela sua
abrangência e tipos de atividades em certos ministérios
setoriais, coordenado e avaliado, permanentemente, pelo Ministério
do Planejamento. “É hora da fase II” (ISTOÉ
1755).
José de Jesus Moraes Rego
Brasília – DF
Caso
Banestado
O
caso Banestado juntamente com o escândalo dos grampos mostra
que realmente nós brasileiros deveremos suprimir de nossas
listas de votação o PFL e o PSDB. Sou particularmente
muito grato ao governo FHC, mas duvido que o PSDB fosse seguir numa
linha moral suficiente para retomar o crescimento do País.
“Agora no Congresso” (ISTOÉ 1755).
Luis Alberto M. da Conceição
Trondheim – Noruega
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