| BRASIL |
02/04/2003
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| Rio
de Janeiro |
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Enfim,
indiciados
Silveirinha e companhia agora
são réus em processo
por lavagem e sonegação fiscal |
Francisco
Alves Filho
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PF quer mostrar envolvimento de Silveirinha em casos de corrupção |
Somente agora, mais de dois meses depois do início das
investigações sobre o propinoduto que levou para um
banco suíço US$ 34 milhões desviados por quatro
fiscais de renda e quatro auditores fluminenses, os primeiros resultados
começam a aparecer. Depois de prestar depoimento na última
semana, os fiscais Rodrigo Silveirinha, Carlos Eduardo Ramos, Lúcio
Manoel Picanço e Rômulo Gonçalves foram indiciados
pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro e sonegação
fiscal. O gesto significa que as investigações da
PF confirmaram que as contas no banco suíço são
mesmo dos fiscais cariocas, como informou a reportagem publicada
na edição 1737 de ISTOÉ. Nos próximos
dias, vão prestar depoimento os quatro auditores fiscais,
que também deverão ser indiciados. Apesar de já
ter ouvido mais de 30 pessoas, a CPI da Assembléia Legislativa
ainda não mostrou resultados concretos. Já o Ministério
Público espera a resposta à carta rogatória
enviada aos colegas procuradores da Suíça, que pede
o envio ao Brasil das fichas
de abertura de contas no Discount Bank.
Depois de indiciar o grupo de fiscais e auditores, a PF quer mais.
Busca provas de envolvimento dos oito em casos de corrupção.
O
grande obstáculo é o temor de alguns empresários,
que teriam sido achacados, de responderem a processo como corruptores
caso façam
as denúncias. As autoridades, no entanto, dispõem
da lei apelidada de “delação premiada”,
para atenuar ou até mesmo anular qualquer punição
a quem der uma informação que ajude a esclarecer o
caso. Na quarta-feira 26, parlamentares da CPI que investiga o propinoduto
revelaram
que o fiscal Carlos Eduardo Ramos, dono do maior volume de dinheiro
descoberto na Suíça – US$ 18,1 milhões
–, fez um saque de uma conta sua no Brasil depois de 15 de
janeiro, quando a Justiça decretou a indisponibilidade de
seus bens. Em dois dias, R$ 968 mil reais foram sacados. “O
problema não é do meu cliente, mas do banco que liberou
o saque”, rebate o advogado Clóvis Sahione, que defende
Carlos
Eduardo e mais seis envolvidos no caso.
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