|
 EM
CARTAZ
|
02/04/2003
|
| |
 |
| |
A
máscara mortuária
e a projeção de como seria
o rosto do faraó: tecnologia |
O
assassinato de Tutancâmon (Discovery Channel, domingo 30,
às 21h, com reprise nos dias 3, às 22h; 4, às 2h; e 13, às 18h) –
Sem importância histórica, mas carregando lendas suficientes para
garantir o posto do faraó mais famoso do Egito Antigo, Tutancâmon
morreu prematuramente, aos 18 anos. Mumificado às pressas, descansou
numa tumba procurada durante séculos até ser descoberta em 1922 guardando
tesouros inestimáveis, como a famosa máscara mortuária e o esquife
de ouro maciço. Um outro fato, no entanto, continuou intrigando egiptólogos:
por que o rei teria morrido tão cedo? Trabalhando com a hipótese de
assassinato, os detetives americanos Gregory Cooper e Mike King realizaram
uma investigação sobre as possíveis causas da morte do faraó, usando
moderna tecnologia que permitiu, inclusive, a reconstrução do rosto
de Tutancâmon. O resultado está neste documentário que mistura realidade
com dramatização de um assunto que permanece fascinante. (Apoenan
Rodrigues)
 |
|
|
| |
|
| Satriani:
reassumindo o lado roqueiro |
|
Joe
Satriani (São Paulo, Credicard Hall, dia 3; e Rio de Janeiro,
ATL Hall, 4) – Surgido na mesma safra de Steve Vai e Yngwie Malmsteen,
o guitarrista nova-iorquino logo abandonou a viagem virtuosística
de seus pares e criou o surf rock espacial. Nesta nova visita ao Brasil,
Satriani divulga seu disco mais recente, Strange beautiful music,
no qual deixa de lado a abordagem tecno do álbum anterior, Engines
of creation, e reassume a porção roqueira. Junto com ele, mais
uma vez Eric Caudieux (teclados) e Jeff Campitelli (bateria). Para
desespero dos fãs mais radicais, o baixista Stuart Hamm foi substituído
por Matt Bissonette. Mesmo assim os espetáculos são uma ótima oportunidade
para ver ou rever um músico de grande versatilidade, que, só como
informação extra, deu aulas de guitarra para Kirk Hammett,
do Metallica. (Luiz Chagas)
 |
|
|
Elba
ao vivo, com Elba Ramalho (BMG) – Visto por mais
de 300 mil pessoas, o show Elba ao vivo chega simultaneamente
ao formato de CD e DVD. Centrado no álbum Elba canta Luiz,
o repertório do espetáculo reúne xotes, baiões
e xaxados clássicos da lavra de Luiz Gonzaga. Prato cheio
para Elba mostrar sua habitual alegria em momentos de pura festa,
ao lado de convidados como Zeca Pagodinho e Dominguinhos. Para dar
um clima mais autêntico, ela convidou o consagrado diretor
de teatro Gabriel Villela, que assina a direção do
show e do DVD. Ele vestiu a cantora e seus músicos com roupas
que parecem um cruzamento do universo felliniano com o clima de
sonho de um certo Brasil suburbano. A encenação funciona
no palco, mas não no DVD que traduziu uma luz muito uniforme
acrescentada de uma edição irregular. Nada, contudo,
que estrague a festa por completo. (Ivan Claudio)
 |
|
|
Turn
on the bright lights, com Interpol (Matador Records) –
Herdeiros remanescentes do rock consistente, o quarteto nova-iorquino
lança
seu primeiro álbum depois de três EPs badalados no circuito
alternativo.
A banda evoca todas as melhores influências dos anos 80, de
Joy
Division a The Smiths, passando por Echo & The Bunnymen e outros
marcos da década que criou uma nova face para o rock de final
de século. São guitarras inquietas, erguidas em conjunto
com baixo e bateria, que dão peso ao ritmo, fazem um som “sujo”
e melodioso na medida certa e emolduram um vocal vibrante, mas dono
de certa morbidez perfeita para entoar canções de ecos
dark, punk e pop
de figurino. É música com vida. (Apoenan Rodrigues)
|