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02/04/2003

Guerra

Muito oportuna a capa de ISTOÉ sobre o ataque anglo-americano ao Iraque. Toda guerra representa uma insensatez e o presidente americano, com sua arrogância, a pretexto de uma cruzada contra o terror, conseguiu, ele próprio, tornar-se o maior terrorista dos tempos atuais. Este terror em escala planetária conseguiu ferir de morte a ONU e serviu para nos mostrar que suas resoluções só servem para países periféricos e que não possuem prestígio internacional. “Em nome de Bush” (ISTOÉ 1747).
Dimas Lins
Recife – PE


Alegando o dever de proteger o povo americano e o mundo contra o terrorismo internacional, os Estados Unidos da América acabam de desencadear uma nova guerra contra o Iraque. Não alcançou, portanto, seu objetivo principal o longo e complexo esforço diplomático da ONU para preservar a paz, esforço esse do qual participou ativamente a Igreja Católica, em especial o papa João Paulo II. Diante dos fatos, a sociedade mundial está chocada, apreensiva e desalentada. Com razão, o papa declarou recentemente que “nunca o futuro da humanidade poderá ser assegurado pelo terrorismo e pela lógica da guerra” (23/2/2003). O terrorismo é profundamente condenável e deve ser repelido e desmantelado. Sua nefasta metodologia inclui a violência extrema e o total desrespeito por vítimas inocentes, que são escolhidas e sacrificadas sem o menor escrúpulo, para chocar e aterrorizar a sociedade e as nações. A guerra, por sua vez, é o pior caminho para resolver os conflitos na convivência humana. A guerra sempre trouxe morte, destruição e retrocesso. Também ela causa a morte de muitos civis inocentes, incluindo crianças, mulheres e idosos. Por essa razão, repudiamos com veemência tanto o terrorismo como a presente guerra. Devem ser buscados outros caminhos, que excluam ao máximo possível o uso da força, como a diplomacia, o diálogo e diferentes formas de pressionar e dissuadir eficazmente os que não respeitam os direitos humanos, os tratados internacionais e constituem um risco para a paz. Pedimos a Deus que ilumine os corações e as mentes dos responsáveis pela guerra já em curso, para que cessem quanto antes as ações bélicas e se assentem à mesa das negociações para restaurar a paz e a tranquilidade, segundo os critérios da justiça, dos direitos humanos, da fraternidade e da ordem internacional. Aos católicos, peço que rezem pela paz e façam tudo o que for possível para que cesse a guerra!
Cardeal Dom Cláudio Hummes
Arcebispo metropolitano de São Paulo
São Paulo – SP


Sem dúvida, a história pode demarcar a queda do império americano
a partir de 11 de setembro. O que estamos assistindo, apesar de
o Iraque estar sendo bombardeado, é à verdadeira insensatez de
um grupo liderado por um insano chamado Bush. Mais cedo ou mais
tarde ele irá parar nas barras dos tribunais para ser julgado por
crime contra a humanidade.
Isaac Soares de Lima
Maceió – AL


Mesmo que esta guerra tenha o apoio de 70% do povo americano, o resto do mundo não pode querer punir o povo americano por causa de uma insensatez de seu atual governo, porque os americanos não estão a par do que está acontecendo no Iraque, pois a sua outrora respeitada imprensa está maquiando ou escondendo fatos importantes do povo. É preciso lembrar que os alemães não sabiam o que Hitler e seu partido nazista estavam realmente fazendo. Torcer para que um infortúnio aconteça com os EUA, como o de 11 de setembro ou a perda da nave Columbia para punir o país, como muitos estão fazendo, é descer demais, é chegar ao nível de Bush, Saddam, Osama Bin Laden, entre outros terroristas. Vamos rezar a Deus que é o mesmo Alá dos mulçumanos para que esta guerra seja curta. Pois, se tudo der certo, até meados de abril não teremos mais Saddam Hussein no poder e com certeza no final de 2004 o outro louco terrorista, George W. Bush, também perderá o poder.
João Gilberto Mendonça
Uberaba – MG


Ao se comportar como uma espécie de enviado de Deus, dizendo
travar uma luta do bem contra o mal, Bush se coloca no mesmo nível
de seus adversários, como os radicais islâmicos. Além disso, diz que irá fazer do Iraque uma nação democrática, mas se esquece que, para isso, toma uma atitude nada democrática: passar por cima da ONU e da maioria dos outros países.
Bruno Rosa Rocha
Divinópolis – MG

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