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Guerra
Muito oportuna a capa de ISTOÉ sobre o ataque
anglo-americano ao Iraque. Toda guerra representa uma insensatez
e o presidente americano, com sua arrogância, a pretexto de
uma cruzada contra o terror, conseguiu, ele próprio, tornar-se
o maior terrorista dos tempos atuais. Este terror em escala planetária
conseguiu ferir de morte a ONU e serviu para nos mostrar que suas
resoluções só servem para países periféricos
e que não possuem prestígio internacional. “Em
nome de Bush” (ISTOÉ 1747).
Dimas Lins
Recife – PE
Alegando o dever de proteger o povo americano e o mundo contra o
terrorismo internacional, os Estados Unidos da América acabam
de desencadear uma nova guerra contra o Iraque. Não alcançou,
portanto, seu objetivo principal o longo e complexo esforço
diplomático da ONU para preservar a paz, esforço esse
do qual participou ativamente a Igreja Católica, em especial
o papa João Paulo II. Diante dos fatos, a sociedade mundial
está chocada, apreensiva e desalentada. Com razão,
o papa declarou recentemente que “nunca o futuro da humanidade
poderá ser assegurado pelo terrorismo e pela lógica
da guerra” (23/2/2003). O terrorismo é profundamente
condenável e deve ser repelido e desmantelado. Sua nefasta
metodologia inclui a violência extrema e o total desrespeito
por vítimas inocentes, que são escolhidas e sacrificadas
sem o menor escrúpulo, para chocar e aterrorizar a sociedade
e as nações. A guerra, por sua vez, é o pior
caminho para resolver os conflitos na convivência humana.
A guerra sempre trouxe morte, destruição e retrocesso.
Também ela causa a morte de muitos civis inocentes, incluindo
crianças, mulheres e idosos. Por essa razão, repudiamos
com veemência tanto o terrorismo como a presente guerra. Devem
ser buscados outros caminhos, que excluam ao máximo possível
o uso da força, como a diplomacia, o diálogo e diferentes
formas de pressionar e dissuadir eficazmente os que não respeitam
os direitos humanos, os tratados internacionais e constituem um
risco para a paz. Pedimos a Deus que ilumine os corações
e as mentes dos responsáveis pela guerra já em curso,
para que cessem quanto antes as ações bélicas
e se assentem à mesa das negociações para restaurar
a paz e a tranquilidade, segundo os critérios da justiça,
dos direitos humanos, da fraternidade e da ordem internacional.
Aos católicos, peço que rezem pela paz e façam
tudo o que for possível para que cesse a guerra!
Cardeal Dom Cláudio Hummes
Arcebispo metropolitano de São Paulo
São Paulo – SP
Sem dúvida, a história pode demarcar a queda do império
americano
a partir de 11 de setembro. O que estamos assistindo, apesar de
o Iraque estar sendo bombardeado, é à verdadeira insensatez
de
um grupo liderado por um insano chamado Bush. Mais cedo ou mais
tarde ele irá parar nas barras dos tribunais para ser julgado
por
crime contra a humanidade.
Isaac Soares de Lima
Maceió – AL
Mesmo que esta guerra tenha o apoio de 70% do povo americano, o
resto do mundo não pode querer punir o povo americano por
causa de uma insensatez de seu atual governo, porque os americanos
não estão a par do que está acontecendo no
Iraque, pois a sua outrora respeitada imprensa está maquiando
ou escondendo fatos importantes do povo. É preciso lembrar
que os alemães não sabiam o que Hitler e seu partido
nazista estavam realmente fazendo. Torcer para que um infortúnio
aconteça com os EUA, como o de 11 de setembro ou a perda
da nave Columbia para punir o país, como muitos estão
fazendo, é descer demais, é chegar ao nível
de Bush, Saddam, Osama Bin Laden, entre outros terroristas. Vamos
rezar a Deus que é o mesmo Alá dos mulçumanos
para que esta guerra seja curta. Pois, se tudo der certo, até
meados de abril não teremos mais Saddam Hussein no poder
e com certeza no final de 2004 o outro louco terrorista, George
W. Bush, também perderá o poder.
João Gilberto Mendonça
Uberaba – MG
Ao se comportar como uma espécie de enviado de Deus, dizendo
travar uma luta do bem contra o mal, Bush se coloca no mesmo nível
de seus adversários, como os radicais islâmicos. Além
disso, diz que irá fazer do Iraque uma nação
democrática, mas se esquece que, para isso, toma uma atitude
nada democrática: passar por cima da ONU e da maioria dos
outros países.
Bruno Rosa Rocha
Divinópolis – MG
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