Veja também outros sites:
Clique para vê-la ampliada
EDIÇÃO Nº 1747
 Capa
 Índice
 ISTOÉ São Paulo
 Exclusivo Online
 EDITORIAS
 Artes & Espetáculos
 Brasil
 Ciência & Tecnologia
 Comportamento
 Economia & Negócios
 Internacional
 Medicina & Bem-Estar
 SEÇÕES
 A Semana
 Avenida Brasil
 Cartas
 Editorial
 Em Cartaz
 Entrevista
 Fax Brasília
 Gente
 Século 21
 Viva Bem
 SERVIÇOS
 Edições Anteriores
 Biblioteca
 Fale Conosco
 Newsletter
 Assinaturas
 Publicidade
 Expediente
 
 Busca
 Procure outras matérias
 
  BRASIL 26/03/2003
Capa - Guerra no Iraque  

A aposta de Lula
Brasil critica ataque americano ao Iraque e acredita na
“neutralidade” e no fortalecimento da ONU

Confira também:

Bombardeio teria ferido Saddam
O que dizem os futurólogos
O plano de ataque dos aliados
Por que ONU e Otan correm risco
Guerra tenta brecar força do euro
Doutrina Bush: unilateralismo

Eduardo Hollanda e Sônia Filgueiras

  Leopoldo Silva
  Lula criticou a Casa Branca e defendeu a ONU como fórum privilegiado para resolver conflitos internacionais

A posição do Brasil a favor de uma solução pacífica para a crise do Iraque, contra uma ação militar sem autorização expressa do Conselho de Segurança das Nações Unidas, e em defesa do Conselho e da própria ONU como os organismos adequados para a solução de crises mundiais colocou o País em lado oposto aos Estados Unidos. Mas este antagonismo, ao que tudo indica, deve ficar restrito a questões específicas de política internacional, não interferindo na extensa pauta, especialmente econômica, que os dois países têm pela frente nos próximos anos. No auge da crise na semana passada, por exemplo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou, em um primeiro momento, um tom agressivo, como na terça-feira 18, quando criticou o ultimato dado na véspera por George W. Bush ao Iraque. “O pronunciamento do presidente Bush foi muito forte porque, na minha opinião, desrespeita a ONU, não leva em conta o Conselho de Segurança e o que pensa o restante do mundo”, afirmou. Lula disse também que ninguém é a favor do Iraque ter armas de destruição em massa e que o desejo do mundo é viver em paz. “Agora, isso não dá
o direito aos EUA de decidir o que é bom e o que é ruim para o mundo. Isso é grave para o futuro da ONU, que é uma referência de comportamento para as nações”, criticou.

Essa posição de Lula já tinha recebido apoio unânime do Congresso Nacional. Tanto Câmara quanto Senado tinham aprovado moções de repúdio à guerra e em defesa do papel mediador do Conselho de Segurança. “Lula falou nesse tom naquele momento porque sabia que o País o apoiava. É um líder que trabalhou todo o tempo pela solução pacífica, dando respaldo integral à ONU”, afirmou a ISTOÉ uma alta fonte diplomática. Dado o recado, coube ao próprio Itamaraty acalmar as coisas. O chanceler Celso Amorim lembrou que o Brasil não tinha se tornado um inimigo de Washington, citando as amplas relações comerciais entre os dois países (os EUA são o maior mercado externo para produtos brasileiros) e também a agenda de negociações entre os dois países para os próximos anos, que inclui a Alca.

Guerra iniciada, o discurso de Lula na quinta-feira 20 centrou-se nas ações efetuadas a favor da paz. Este engajamento de Lula e do Brasil na defesa da ONU e de seus organismos como o Conselho de Segurança é justificado por diplomatas de forma simples: trata-se da única forma de defesa contra um poder hegemônico e unilateral, os EUA. “Não se pode prescindir do sistema de concertação política internacional que as Nações Unidas representam. No momento em que o Conselho de Segurança, o órgão mais poderoso da ONU, se vê privado de decidir sobre uma guerra por causa de uma decisão unilateral, cria-se uma situação internacional de muita instabilidade”, afirma um diplomata.

O Itamaraty considera que é perfeitamente possível ocorrer um movimento internacional de apoio à ONU. Nessa “reconstrução” da ONU, a tese da ampliação do número de integrantes do Conselho de Segurança, com a inclusão de membros permanentes escolhidos entre os países em desenvolvimento, como o Brasil, volta a ser cogitada. Anseio brasileiro à parte, muitos consideram que o mundo está diante de um problema a ser solucionado. Bush não pode ser rotulado simplesmente como isolacionista. “Os EUA foram isolacionistas nas décadas de 20 e 30 do século passado. Hoje eles não podem se isolar, pois estão multipresentes em todo o mundo”, comenta um assessor.

Próxima
Kama Sutra
Altar virtual
Jardim Perfumado
Tarô
Realejo
QUAL É SADDAM?


O ditador tem vários sósias. Tente identificar
o Saddam verdadeiro

ÚLTIMAS
HORA DO RACHA:
Ciro Gomes e Miro Teixeira ajudam governo a dividir
PPS e PDT
VERBA SECRETA:
Dinheiro público pode ter pago espionagem na BA

CHEGA DE DÓLAR:
Embaixadores brasileiros querem salário em euro

GAFE:
Segurança barra Patrícia Gomes
no Senado

CURIOSIDADES

BITS:
Londres tem agora farejador contra
terrorista

ARQUEOLOGIA:
Escoceses também mumificavam
ESPAÇO:
Demorou, mas sonda descobriu água em Marte
CARRO BI
Novo Gol roda com álcool e gasolina
ENQUETE
Quem oferece
mais perigo
ao mundo?
| ISTOÉ DINHEIRO | ISTOÉ GENTE | PLANETA | EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE | AVISO LEGAL |
© Copyright 2003 Editora Três