Veja também outros sites:
Clique para vê-la ampliada
EDIÇÃO Nº 1747
 Capa
 Índice
 ISTOÉ São Paulo
 Exclusivo Online
 EDITORIAS
 Artes & Espetáculos
 Brasil
 Ciência & Tecnologia
 Comportamento
 Economia & Negócios
 Internacional
 Medicina & Bem-Estar
 SEÇÕES
 A Semana
 Avenida Brasil
 Cartas
 Editorial
 Em Cartaz
 Entrevista
 Fax Brasília
 Gente
 Século 21
 Viva Bem
 SERVIÇOS
 Edições Anteriores
 Biblioteca
 Fale Conosco
 Newsletter
 Assinaturas
 Publicidade
 Expediente
 
 Busca
 Procure outras matérias
 
 ARTES & ESPETÁCULOS 26/03/2003
Cinema

O lado B da vida
Durval Discos usa do humor e do drama nonsense para falar da solidão de seus personagens

Apoenan Rodrigues

  Fotos: Divulgação
  Etty e França: mãe e filho num debate entre a loucura progressiva e a passividade diante da realidade

Dono de uma loja que só vende vinil e ignora o CD, Durval é o próprio retrato de uma época. Ouve música dos anos 70, usa cabelo comprido e roupas de décadas atrás e só não é tão hippie quanto seu estilo denuncia porque ainda mora com a mãe, Carmita, na casa que é uma extensão da loja anacrônica. Empenhado em tirar parte da carga doméstica das costas da matriarca, insiste para que ela arranje uma empregada que cuide da residência decadente e cheia de quinquilharias. Até aí, Durval Discos (Brasil, 2002), que estréia em São Paulo e Porto Alegre na sexta-feira 28, carrega o tom de comédia apresentando um elenco muito à vontade em tirar humor de situações corriqueiras. O protagonista Ary França faz o típico filho único que ainda não se deu conta de que envelheceu e Etty Frazer desenha uma mãe possessiva com toda a carga de loucura revelada em progressão geométrica. À volta deles, aparece Marisa Orth, engordurada e desbocada no papel da funcionária de uma doçaria vizinha à loja. Também tem participações afetivas arrebanhadas pela diretora Anna Muylaert, que bolou uma das aberturas de filmes mais criativas já vistas no cinema nacional. Assim, pipocam Rita Lee, alucinada atrás do disco “de capa branca com assinatura”, de Caetano Veloso; ou André Abujamra como um pesadão reggae boy interessado em LPs de Bob Marley.

Tudo corre na paz tediosa até aparecer Célia (Letícia Sabatella), a nova empregada que, três dias depois de contratada, foge deixando a filha Kiki, interpretada pela ótima garotinha Isabela Guasco, selecionada entre 100 crianças. A partir deste momento, o filme entra no seu “lado B”, como define a diretora Anna, que com este trabalho conquistou sete Kikito no Festival de Gramado – Cinema Latino e Brasileiro de 2002. Sempre sublinhando sua história com humor, Anna faz da câmera uma cúmplice ao mesmo tempo divertida e cruel, ao focar em detalhes a decadência da diminuta família de classe média baixa, seja a poeira e a gordura impregnadas no ambiente físico, seja a carência da mãe e passividade do filho, desequilibrado entre a insanidade familiar e a realidade do mundo. Do drama-comédia ao thriller trash, no fundo Durval Discos mascara a solidão de seus personagens com situações que, de tão nonsense, provocam risos nervosos.

 
Kama Sutra
Altar virtual
Jardim Perfumado
Tarô
Realejo
QUAL É SADDAM?


O ditador tem vários sósias. Tente identificar
o Saddam verdadeiro

ÚLTIMAS
HORA DO RACHA:
Ciro Gomes e Miro Teixeira ajudam governo a dividir
PPS e PDT
VERBA SECRETA:
Dinheiro público pode ter pago espionagem na BA

CHEGA DE DÓLAR:
Embaixadores brasileiros querem salário em euro

GAFE:
Segurança barra Patrícia Gomes
no Senado

CURIOSIDADES

BITS:
Londres tem agora farejador contra
terrorista

ARQUEOLOGIA:
Escoceses também mumificavam
ESPAÇO:
Demorou, mas sonda descobriu água em Marte
CARRO BI
Novo Gol roda com álcool e gasolina
ENQUETE
Quem oferece
mais perigo
ao mundo?
| ISTOÉ DINHEIRO | ISTOÉ GENTE | PLANETA | EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE | AVISO LEGAL |
© Copyright 2003 Editora Três