Veja também outros sites:
Clique para vê-la ampliada
EDIÇÃO Nº 1737
 Capa
 Índice
 ISTOÉ São Paulo
 Exclusivo Online
 EDITORIAS
 Artes & Espetáculos
 Brasil
 Ciência & Tecnologia
 Comportamento
 Economia & Negócios
 Esporte
 Internacional
 Medicina & Bem-Estar
 SEÇÕES
 A Semana
 Avenida Brasil
 Cartas
 Editorial
 Em Cartaz
 Entrevista
 Fax Brasília
 Gente
 Século 21
 Viva Bem
 SERVIÇOS
 Edições Anteriores
 Biblioteca
 Fale Conosco
 Newsletter
 Assinaturas
 Publicidade
 Expediente
 
 Busca
 Procure outras matérias
 
  ESPORTE 15/01/2003
Marcos Pernambucano  
COBERTURA Chegada do lutador
em Tóquio mobiliza a mídia e é
transmitida ao vivo pela tevê
 

Assim que o apresentador pronuncia o nome Antônio Rodrigo Nogueira, os japoneses incendeiam as arquibancadas. “Quando subo no ringue, esqueço os problemas e sei que tenho a responsabilidade de proporcionar um grande espetáculo para o público que paga caro para me ver. Não há nada que me faça desistir de lutar.” Durante as lutas de Nogueira, como é chamado pelos fãs orientais, o público exibe camisas, bonés, casacos e tudo que tenha a marca do lutador número 1 do vale-tudo. Ele já virou até personagem em quadrinhos no Japão. No fim da luta, todos correm até a passarela por onde sai o brasileiro, na tentativa de tocá-lo, apertar sua mão ou ganhar algum brinde arremessado na multidão descontrolada. Camisas suadas, toalhas encharcadas e até o protetor de boca são negociados a peso de ouro. Um entre milhares que pegam carona na minotauromania é o japonês Tsuno Kosei. Além de fotógrafo free-lancer, ele abriu uma loja de fightwear em Tóquio, só com produtos brasileiros. “Quanto mais o Rodrigo vence, mais eu faturo. Todos os produtos com sua marca que ponho
para vender acabam em segundos”, vibra o comerciante visionário.

Marcos Pernambucano  
SONHO Takeshi consegue
um autógrafo do ídolo e
repete sem parar:
“Estou realizado em
poder conhecê-lo”
 

Se acompanhar o Minotauro no Japão antes do Pride 24 já era tarefa para maratonistas com boa dose de paciência, depois da vitória as coisas realmente se complicaram. As melhores revistas e jornais japoneses estamparam a celebridade brasileira na capa. Por onde ele passa, homens, mulheres e crianças não só pedem autógrafos, mas comentam momentos das lutas com conhecimento de causa. Café da manhã com fãs, entrevistas para tevês estrangeiras e jantares com personalidades também passaram a fazer parte da atribulada agenda do campeão. Rodrigo mal consegue sair às ruas. Ele parece encarar tudo com espírito esportivo e tenta não deixar ninguém sem autógrafo ou foto. As lutas de vale-tudo – incurável paixão japonesa – são transmitidas ao vivo em horário nobre e em canais abertos de tevê. O evento pára
o país.s Quem assiste nas arenas percebe o fanatismo dos japoneses
e presencia um espetáculo rico em emoção e organização.
Famílias inteiras vibram com os combates e pagam até US$ 1,5 mil
pelos melhores lugares. Os ingressos são vendidos com muita antecedência e se esgotam rapidamente. No Brasil, a história
é bem diferente. O evento é transmitido com 15 dias de atraso,
em canais a cabo e no restrito sistema pay per view.

Emoção – Takeshi Hattori, 31 anos, é um entre muitos que acompanham de perto a carreira do lutador brasileiro. Passa o dia atrás do ídolo em busca de uma foto e de um autógrafo, sempre emoldurados e exibidos com orgulho. Takeshi não consegue conter a emoção ao lado de Minotauro e repete várias vezes a frase: “Estou realizado de poder conhecê-lo. Ele é o melhor do mundo e está para nascer o lutador que irá derrotá-lo.” A cena se repete diariamente na porta dos hotéis de Tóquio. A entrada principal fica completamente tomada. Sempre que sai ou chega, o atleta passa horas atendendo aos desejos dos fãs exaltados. A mais fiel admiradora, que chega a acampar nos saguões dos hotéis, é Eiko Miyauchi, 36 anos. Ela enfrenta três horas de ônibus diariamente para ir a Tóquio quando o brasileiro anda por lá. “Acompanho a carreira dele há quatro anos. Ele faz uma luta artística, rica em finalizações. Se ele permanecesse seis meses no Japão, eu o veria todos os dias. Não tenho muitos amigos, namorados e não me casei, tudo por causa da minha peregrinação atrás da minha paixão, o vale-tudo”, explica a torcedora.

Além do talento natural, Rodrigo constrói a superioridade física com alimentação balanceada e uma rotina de treinamento em torno de seis horas diárias. O trabalho é comandado pela equipe Brazilian Top Team, composta pelos lutadores Zé Mário Sperry, Murilo Bustamante e Luiz Alves, nomes consagrados para quem entende do assunto. “Rodrigo prefere vencer os combates no solo, o que exige muita técnica. Mas trocando golpes em pé ele também é um lutador muito duro. Sua humildade facilita na preparação física e psicológica para os grandes duelos”, conta Alves. Além do carisma, muitos se perguntam o que Minotauro tem que os outros não têm. Com a palavra, o próprio Rodrigo. “Não entro para bater, entro para vencer. Quem gosta de dar sopapos nos outros acaba levando. Por isso sempre conduzo a luta e nunca permito que ela fique violenta”, explica o atleta. A técnica refinada
que o baiano bom de briga exibe nos ringues do mundo impressiona.
“São lutas agressivas, técnicas e limpas. O público japonês gosta
assim”, complementa o companheiro de treino Zé Mário Sperry.

Marcos Pernambucano  
HUMILDADE Rodrigo passou
a tarde assinando mais de mil
fotos e a maratona continua
no hall do hotel: “Faço questão
de retribuir esse carinho”
 

A mais nova sensação do Pride
na categoria peso médio é Antônio Rogério Nogueira, o Minotouro, irmão gêmeo de Rodrigo, o Minotauro.
Com uma brilhante vitória sobre o americano Gay Mezger, começou
a trilhar seu próprio caminho. “Ele
é o melhor peso pesado do mundo
e pretendo buscar o cinturão dos pesos médios”, sonha o novo
talento. Rogério tem 95 quilos,
dez quilos a menos do que o irmão.

Itakura Masakazu, 49 anos, se assume como um minotauromaníaco. Depois de uma investigação exaustiva, descobriu o local onde Rodrigo treina em Tóquio e fez
uma visita para conhecer e oferecer presentes de Natal ao lutador.
A admiração é tanta que Itakura começou a lutar jiu-jítsu há quatro anos. Foi a primeira vez que o fã conseguiu um abraço, alguns minutos
de conversa e muitas fotos. “Acompanho lutas há 11 anos e, sempre
que posso, assisto nas arenas.” Ainda curtindo o momento como uma criança ao ganhar o melhor dos presentes, Itakura ofereceu carona
para o ídolo e conseguiu jantar com ele e sua equipe. Por fim, fez questão de pagar a conta por ter sido “o dia mais feliz” de sua
vida. Por momentos tão preciosos na vida de um fã, vale tudo.

Anterior
Kama Sutra
Altar virtual
Jardim Perfumado
Tarô
Realejo
FÓRUM
Dez adolescentes americanos que, juntos, pesam uma tonelada alegam que a rede McDonald´s é responsável por seus problemas de saúde. Você acha que, a exemplo desse grupo de jovens, companhias de cigarros e bebidas alcoólicas também poderiam ser acusadas de provocar doenças? Por quê?
ENQUETE
A CBF acertou ao escolher Parreira técnico da Seleção e Zagallo, coordenador técnico?
DESELEGANTE
A ex-coelhinha da Playboy, Anna Nicole Smith, foi eleita a mais mal vestida de 2002. Saiba quem faz parte do ranking.
Clique e diga
quem é o
brasileiro mais
mal vestido
ÚLTIMAS
Câmara: Por que todos querem a presidência?
Gerra: Gushiken barrou Duda na Publicidade

Revés: Sarney
não consegue maioria do PMDB

Fidel: Charutos
para todo o
mandato de Lula
Espaço: Descoberto novo planeta
Amazônia: Estragos são maiores
 
| ISTOÉ DINHEIRO | ISTOÉ GENTE | PLANETA | EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE | AVISO LEGAL |
© Copyright 2002 Editora Três